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Gravidez com óvulos congelados

Gravidez com óvulos congelados

O índice de gravidez alcançado com a fertilização de óvulos congelados pela técnica de vitrificação (criopreservação) é de 40%.

“Atingimos uma taxa quase equivalente aos procedimentos realizados com óvulos frescos, um número surpreendente”, afirma Selmo Geber, diretor da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida e médico do Centro de Medicina Reprodutiva Origen.

Essa técnica é realizada com pioneirismo pela Origen em Minas Gerais.

O congelamento de óvulos, ou criopreservação, tem sido uma alternativa para um número cada vez maior de mulheres que querem evitar os riscos de uma possível infertilidade em função da idade.

“Existe uma perda gradativa e natural da quantidade e da qualidade dos óvulos. O maior impacto é sentido a partir dos 35 anos, dificultando o processo de gravidez”, esclarece Selmo.

A técnica é procurada também por pacientes que podem se tornar inférteis devido a tratamentos de câncer – quimioterapia ou radioterapia – ou a situações que levem à necessidade de retirar os ovários para o tratamento da doença, como infecções pélvicas, cistos ou a endometriose grave.

Outro fator observado para o aumento da procura pelo procedimento é a dedicação das mulheres na construção de uma carreira sólida. “A percepção de muitas é a de que uma gravidez poderia interromper o crescimento profissional dentro de empresas e, em nome da carreira, elas têm adiado o sonho da maternidade. O congelamento surge como uma boa alternativa para uma gravidez tardia, mas bem-sucedida”, avalia Selmo Geber.

Criopreservação – Procedimento

O objetivo da criopreservação dos óvulos pela técnica de vitrificação é conservar o material para que possa ser fertilizado no futuro, reduzindo o risco de perda da capacidade reprodutiva.

“O óvulo é submetido a uma variação de temperatura de 37 oC a -196 oC em menos de um segundo. O material congelado é armazenado em nitrogênio líquido por tempo indefinido”, explica o médico. O mesmo processo pode ser aplicado em óvulos, ovários, embriões e espermatozoides.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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