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O que são doenças estrogênio-dependentes?

O que são doenças estrogênio-dependentes?

O estrogênio é um dos hormônios sexuais femininos. É produzido pelos ovários durante a menacme — fase da vida em que a mulher tem ciclos menstruais, ou seja, entre a menarca (primeira menstruação) e a menopausa. Isso explica porque a maior parte das doenças estrogênio-dependentes, como endometriose, miomas e pólipos endometriais, se desenvolve durante a idade fértil — embora algumas também apareçam após essa fase (vale ressaltar que essas condições não são 100% das vezes dependentes de estrógenos).

Na pós-menopausa, a concentração de estrogênio reduz drasticamente devido à interrupção da função ovariana, mas o hormônio continua sendo sintetizado, em menores níveis, por tecidos periféricos, principalmente pelo tecido adiposo. Sendo assim, a obesidade é apontada como um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças estrogênio-dependentes.

As funções do estrogênio estão relacionadas às características sexuais secundárias da mulher, como o tamanho dos seios e o contorno do quadril. O hormônio também tem importante papel nos ciclos menstruais, sendo responsável por estimular a proliferação das células do endométrio — tecido que reveste a parede uterina. O aumento da espessura do tecido endometrial é necessário para uma possível implantação embrionária.

Continue a leitura para entender o que são e quais são as doenças que dependem da ação estrogênica!

O que são doenças estrogênio-dependentes?

As doenças estrogênio-dependentes são assim chamadas justamente porque se mantêm ativas enquanto o organismo apresenta níveis de estrogênio. Portanto, são mais frequentes durante a idade fértil da mulher e podem regredir com a chegada da menopausa.

Contudo, algumas patologias mais tardias, que surgem no fim da idade reprodutiva, apresentam como fator de risco a exposição elevada ao estrogênio ao longo da vida. O que significa que o efeito adverso dessa exposição já foi causado, mesmo que o corpo da mulher não tenha mais ação estrogênica cíclica.

Nesse sentido, fatores como obesidade, menarca precoce, nuliparidade, terapia de reposição hormonal e uso prolongado de anticoncepcionais com altas doses de estradiol aumentam o risco para o desenvolvimento de doenças estrogênio-dependentes.

O tratamento dessas patologias — em estágios mais brandos, quando são passíveis de melhora apenas com medicamentos — normalmente envolve o uso de progesterona, outro hormônio reprodutivo que equilibra os níveis de estrogênio.

Quais são as doenças estrogênio-dependentes?

A endometriose e os miomas uterinos são as doenças estrogênio-dependentes mais frequentes na população feminina com idade fértil. Já os pólipos endometriais podem se desenvolver tanto na menacme quanto na pós-menopausa. A adenomiose é uma condição menos conhecida, mas que também tem relação com a ação estrogênica. Por fim, não podemos deixar de abordar as neoplasias mamária e endometrial.

Vamos falar de cada uma dessas doenças individualmente.

Endometriose

A endometriose é uma patologia inflamatória que acomete várias partes da região pélvica, devido ao crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Nesse caso, o estrogênio provoca a proliferação das células do endométrio tanto dentro quanto fora do útero, nos locais onde há implantes desse tecido. Os órgãos mais atingidos pelas lesões endometrióticas são os ovários, as tubas uterinas, peritônio e o intestino.

Miomas uterinos

Miomas são tumores benignos que crescem no miométrio, tecido muscular que constitui a camada intermediária do útero. São classificados em submucosos (logo abaixo da camada endometrial), intramurais (na parede intermediária) e subserosos (crescem para fora do útero). Alguns são pequenos e assintomáticos, outros podem crescer de modo anormal e causar sintomas compressivos, cólicas e sangramento uterino anormal. Nem sempre é sensível a hormônios, mas trata-se da doença estrogênio-dependente de maior prevalência.

Pólipos endometriais

Os pólipos são nódulos de tecido endometrial que crescem na mucosa intrauterina e às vezes também na região endocervical. Como são projeções do próprio endométrio, também são estimulados pela ação do estrogênio, sendo essa doença a principal causa de sangramento uterino anormal — tanto na fase reprodutiva quanto na pós-menopausa. Hoje em dia parecem estar associados a infeções ou inflamações crônicas na maioria dos casos.

Adenomiose

A adenomiose é uma condição menos conhecida que a endometriose, mas ambas coexistem em muitos casos. As lesões adenomióticas se desenvolvem no miométrio e são provocadas pela invasão do tecido endometrial na camada adjacente — lembrando que o endométrio é a parte interna do útero e o miométrio é a parte intermediária.

Câncer de mama e câncer de endométrio

Um câncer pode ser desencadeado por um conjunto de fatores que aumentam a predisposição do organismo, como histórico familiar, componentes genéticos e estilo de vida. Sendo assim, o excesso de estrogênio não é diretamente responsável pelo desenvolvimento das neoplasias de mama e de endométrio, mas é considerado um importante fator de risco.

Qual é a relação dessas doenças com a infertilidade?

A maioria das doenças estrogênio-dependentes também tem associação com a infertilidade feminina, cada qual com seus mecanismos específicos. Miomas, pólipos e adenomiose são patologias uterinas, portanto, podem alterar as características anatômicas do útero e dificultar a gravidez devido às falhas de implantação embrionária e ao risco aumentado para abortamentos espontâneos.

Já a endometriose causa infertilidade por vários mecanismos e pode interferir em diferentes etapas do processo reprodutivo, prejudicando: a função ovariana; a motilidade dos espermatozoides no ambiente uterino; a anatomia e a permeabilidade das tubas; a fertilização; a qualidade dos óvulos e embriões; a implantação.

Quando as doenças estrogênio-dependentes causam infertilidade, a mulher pode contar com os serviços de reprodução assistida para conseguir engravidar. Cada casal passa por avaliação individualizada para definir o tratamento mais adequado. Os casos mais simples podem ter bons resultados com as técnicas de baixa complexidade — inseminação artificial e relação sexual programada — enquanto os fatores mais complicados  são direcionados à fertilização in vitro (FIV).

Confira agora nosso texto específico sobre endometriose e saiba um pouco mais a respeito essa doença estrogênio-dependente!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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