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FIV ICSI

FIV ICSI

A Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI) consiste na introdução de um único espermatozoide dentro do óvulo para que ocorra a fecundação. Trata-se de uma técnica de reprodução humana assistida realizada por meio do tratamento de fertilização in vitro (FIV) e indicada, principalmente, em casos de infertilidade provocada por fator masculino grave. A ICSI viabiliza a gravidez em casos, por exemplo, de vasectomia. Com o desenvolvimento da técnica, atualmente é utilizada em quase todos os casos, independentemente de haver fator masculino associado.

O espermatozoide pode ser proveniente do sêmen ejaculado ou do epidídimo apos aspiração ou diretamente do testículo após aspiração ou biopsia. Depois da fertilização, o desenvolvimento do embrião é acompanhado e avaliado diariamente no laboratório de embriologia, até sua transferência para o útero.

Indicações para a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI)

Como a ICSI é realizada?

A técnica de ICSI é complementar à técnica de FIV convencional. A diferença é que na FIV convencional milhares de espermatozoides são colocados junto a cada óvulo para que um deles penetre o óvulo. Na ICSI, um espermatozoide selecionado é colocado (injetado) diretamente dentro do óvulo. A injeção é feita através de uma agulha muito fina, e o procedimento é feito utilizando-se um microscópio muito potente para permitir a visão direta dos gametas. Para verificar o passo a passo de uma FIV, clique aqui.

Duração do tratamento

A FIV tem duração aproximada de 15 a 25 dias, considerando as etapas de estimulação, fecundação in vitro, transferência e teste de gravidez.

Riscos da aplicação da ICSI

Complicações da fertilização in vitro

A aplicação de medicamentos injetáveis na fase da estimulação folicular pode desencadear a síndrome da hiperestimulação ovariana. O risco de desenvolver a síndrome é de aproximadamente 1/1000 casos. Alguns sintomas chegam a durar uma semana:

Gestações múltiplas

A FIV eleva a probabilidade de gestações múltiplas, caso mais de um embrião seja transferido para o útero materno. As consequências das gestações múltiplas são diversas, e entre elas o risco maior de parto prematuro.

Índice de sucesso da fertilização in vitro

O índice de sucesso da FIV varia conforme a idade da paciente e/ou a qualidade dos embriões. No entanto, de forma geral, atualmente, está em torno de 35% a 50%, podendo chegar a 60% ou mais, dependendo da idade da mulher.

A ICSI gera riscos genéticos para o futuro bebê?

A ICSI é um tratamento eficaz para pacientes que apresentem fator masculino grave. Se o homem tiver espermatozoides viáveis, a probabilidade de gravidez não é afetada pela qualidade do sêmen, já que essa técnica atravessa utiliza uma fina agulha afim de introduzir o espermatozoide diretamente dentro do óvulo.

Da mesma foram, a ICSI pode ser aplicada em homens azoospérmicos, visto que os espermatozoides podem ser provenientes do epidídimo ou do testículo.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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