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FIV e barriga de aluguel: como todo o procedimento é feito?

FIV e barriga de aluguel: como todo o procedimento é feito?

A fertilização in vitro (FIV) e a barriga de aluguel são técnicas importantes por possibilitarem que casais homoafetivos e pacientes com graves fatores de infertilidade realizem o sonho de ter filhos.

Em geral, muitas pessoas conhecem o termo barriga de aluguel, mas não sabem como ela é realizada e as regras que o procedimento precisa seguir. Para irmos além do senso comum, precisamos conhecer mais sobre as possibilidades que a reprodução assistida pode proporcionar para os casais que, por algum motivo, não podem engravidar.

Neste artigo, vamos debater sobre 2 temas que estão relacionados: FIV e barriga de aluguel. Ao longo da leitura mostraremos o que é e como o procedimento de barriga de aluguel é feito na FIV.

Confira!

O que é barriga de aluguel?

O termo popular da técnica é barriga de aluguel, mas essa nomenclatura não corresponde à realidade que temos no Brasil. A técnica não pode ter caráter lucrativo ou comercial, por isso, os nomes mais adequados são: útero de substituição, doação temporária do útero ou barriga solidária (termo popular).

Na técnica, uma mulher saudável cede o seu útero para gestar o embrião de um casal de forma voluntária. O material genético utilizado para formar os embriões são do casal ou provenientes de uma doação, que pode ser anônima ou de parentes com parentesco até quarto grau dos pacientes em tratamento, de acordo com a nova resolução do Conselho Federal de Medina (CFM), órgão que regulamenta a reprodução assistida no Brasil.

Em ambos os casos, de acordo com o CFM, o casal é responsável pelo bebê e possui o direito da paternidade.

A barriga de aluguel é indicada apenas em casos específicos, entre eles, os de casais homoafetivos masculinos e de infertilidade feminina por fatores graves como:

Todos os processos que envolvem a reprodução assistida, incluindo FIV e barriga de aluguel, seguem as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM). Desse modo, o procedimento precisa seguir as regras do CFM que, de acordo com a resolução mais recente, publicada em maio desse ano, estipulam, por exemplo, que:

Por que a barriga de aluguel só pode ser feita na FIV?

Como vimos, a barriga de aluguel é indicada para casos específicos de infertilidade e para casais homoafetivos masculinos. Porém, o uso da técnica por si só não é suficiente. A FIV também é necessária para que o seu objetivo seja realizado.

Ela é a técnica de reprodução assistida mais avançada, sendo a única realizada em laboratório. Por isso, ao longo do seu processo podem ser inseridos outros métodos (chamadas de técnicas complementares da FIV) para aumentar a sua taxa de sucesso de acordo com as necessidades do casal, como é o caso do útero de substituição.

Como a barriga de aluguel é feita?

O processo da barriga de aluguel não altera o passo a passo da FIV. A primeira etapa é a estimulação ovariana, que consiste na administração de medicamentos hormonais para aumentar o número de folículos ovarianos maduros da mulher. Em um ciclo normal, apenas um folículo é liberado na ovulação para ser fecundado. Com essa etapa, o objetivo é aumentar esse número.

Quando atingem o tamanho ideal, a indução da ovulação é feita para finalizar o amadurecimento dos óvulos. Após cerca de 36 horas, os óvulos podem ser coletados por meio da punção folicular. Durante esse processo, o parceiro também faz a coleta de sêmen.

As amostras passam por um preparo seminal, com o objetivo de selecionar os espermatozoides para a fecundação. Diferentes métodos são utilizados para capacitá-los, possibilitando, dessa forma, a escolha apenas dos mais aptos a fertilizar.

A fecundação acontece em laboratório por meio da técnica chamada de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Nela, o gameta masculino é injetado diretamente dentro do óvulo. Os embriões formados ficam em observação por alguns dias na fase chamada de desenvolvimento embrionário.

Enquanto isso, a doadora do útero pode receber medicamentos hormonais para preparar o endométrio e deixá-lo mais espesso, processo similar ao que acontece em uma gestação natural. Depois de 2 a 5 dias da fecundação, os embriões são transferidos para o útero da doadora. Após o parto, o bebê é entregue aos pais.

A barriga de aluguel é indicada apenas em casos específicos, como para casais homoafetivos masculinos e mulheres com doenças graves que impedem uma gravidez. Na técnica, que pode ser realizada apenas na FIV, a doadora cede o seu útero para gestar o bebê de um casal. Os nomes mais adequados são útero de substituição, doação temporária do útero e barriga solidária.

Esse texto mostrou as principais informações sobre a relação entre FIV e barriga de aluguel. Se você ficou com alguma dúvida, deixe a sua pergunta nos comentários!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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