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Útero de Substituição (Barriga Solidária)

Útero de Substituição (Barriga Solidária)

Conhecida como barriga solidária, é o termo popular para o que na reprodução assistida chamamos de útero de substituição ou doação temporária do útero.

Essa técnica consiste no mesmo procedimento feito na fertilização in vitro (FIV/ICSI) com a diferença que os embriões são transferidos para o útero da mulher que será a doadora temporária. Essa, por sua vez irá receber um preparo do endométrio com os hormônios estrogênio e progesterona.

Essa técnica é indicada para pacientes que não possuem útero, assim como para mulheres que têm útero, mas que apresentam alguma alteração muito importante que impeça a gravidez

As doadoras temporárias devem ter parentesco consanguíneo de até 4o grau com um dos membros do casal. Se a doadora não atender a esses critérios de parentesco, é necessário solicitar uma autorização especial ao Conselho Regional de Medicina. A doação temporária do útero não poderá ter caráter lucrativo ou comercial

A mulher que será a doadora temporária deve passar por avaliação clinica e psicológica e fazer exames para afastar doenças infecto-contagiosas.

Em que casos a Barriga solidária é indicada?

Como é realizado o procedimento?

As fases para a formação embrionária são idênticas às de uma FIV:

  1. A paciente passa por um processo de estímulo ovariano com a utilização de hormônios injetáveis. Então faz-se um acompanhamento do desenvolvimento dos folículos por ultrassonografias. Quando esses folículos atingem as dimensões ideais, administra-se um medicamento específico para o amadurecimento dos óvulos.
  2. Realiza-se uma punção folicular para a coleta dos óvulos, procedimento feito por via vaginal. O parceiro faz a coleta de espermatozoides nesse mesmo dia para posterior formação fertilização e desenvolvimento embrionário.
  3. Ao longo desse período, a doadora utiliza hormônios para sincronizar seu endométrio, já preparando o útero para receber os embriões.
  4. A transferência dos embriões para o útero da doadora ocorre 2, 3 ou 5 dias depois da punção folicular. O numero de embriões irá depender da idade da mãe biológica.

Resultados:

As taxas de gravidez são semelhantes às observadas em ciclos de FIV, dependendo da idade da mãe biológica, variando de 5 a 55%.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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