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Barriga de aluguel: veja as regras

Barriga de aluguel: veja as regras

Algumas mulheres não podem manter uma gestação por comprometimento ou ausência do útero, ou condições de saúde que contraindiquem uma gravidez. Nesses casos, pode-se considerar a possibilidade de uma barriga de aluguel.

Também chamada de cessão temporária de útero ou útero de substituição, a barriga de aluguel é um recurso que permite a alguns casais terem filhos. Além dos casos em que a mulher não pode gestar por motivos médicos, os casais homoafetivos masculinos também podem contar com esse recurso, assim como homens solteiros.

Neste artigo, abordaremos como é feita a escolha da pessoa que cederá o útero ao casal que precisa da barriga de aluguel.  Acompanhe!

Como é realizada a barriga de aluguel?

Na barriga de aluguel, embriões formados a partir da técnica de FIV (fertilização in vitro) são transferidos para o útero da mulher que seguirá com a gestação.

Essa mulher deve ser parente em até 4º grau de um dos pais (primeiro grau: mãe/filha; segundo grau: avó/irmã; terceiro grau: tia/sobrinha; quarto grau: prima) e será a cedente do útero. Esse procedimento não pode ter caráter lucrativo ou comercial, portanto não pode ser remunerado.

As exceções para a exigência de parentesco precisam ser aprovadas pelo Conselho Regional de Medicina.

A saúde da futura gestante

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que a idade máxima feminina para participar de técnicas de reprodução assistida é de 50 anos. Portanto, o critério inicial para a avaliação da mulher é a idade.

Assim como ocorre em técnicas de reprodução assistida, no processo da barriga de aluguel a mulher receberá um tratamento hormonal para preparar o corpo para a implantação do embrião. É preciso confirmar que o útero esteja saudável e seus níveis hormonais adequados para manter um ambiente propício para a implantação.

É fundamental uma avaliação médica para afastar a possibilidade da presença de doenças preexistentes, como diabetes e hipertensão. Elas podem tornar a gravidez um risco de saúde (e de vida) para a futura gestante, sendo um fator determinante para a participação dessa mulher como doadora do útero.

O aspecto psicológico da barriga de aluguel

Esse é outro aspecto importante de todo o processo. O acompanhamento psicológico é indicado antes mesmo da busca por uma cedente do útero. É fundamental que os futuros pais e a mulher que fará a cessão temporária do útero entendam e aceitem emocionalmente toda a complexidade do procedimento.

Algumas mulheres precisam trabalhar suas emoções e possíveis frustrações geradas pelo fato de seu bebê ser gestado por outra pessoa. Os casais passam por um longo caminho de descobertas e tentativas malsucedidas antes de chegar a essa decisão. A ajuda de um psicólogo é muito importante durante e após o processo para dar suporte aos pais.

Gostou deste artigo? Leia mais sobre como a barriga de aluguel funciona no Brasil.

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Rute Cristina aparecida palakauskas
2 meses atrás

Preciso porque tenho deficiente e meu marido também, precisei tirar o ultero por causa do mioma

Editor
Clínica Origen
2 meses atrás

Olá, Rute. É muito importante realizar acompanhamento com um profissional de reprodução humana para avaliar as melhores opções para o seu caso, e assim, realizar seu sonho. Agende uma consulta conosco!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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