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Reversão de vasectomia

Reversão de vasectomia

A vasectomia é um método de esterilização voluntária em que se realiza a obstrução, por cirurgia, dos canais deferentes no homem. Esse método impede que os espermatozoides se unam ao liquido seminal e sejam liberados, impedindo assim a gravidez.

Apesar de ser um método definitivo, algumas vezes, os homens mudam de idéia e desejam ter mais filhos. Para isso, existem duas alternativas: cirurgia para reversão ou a FIV/ICSI.

No caso da cirurgia, nós indicamos, quando existem dois critérios mínimos, mulher com menos de 35 anos e cirurgia realizada há menos de 5 anos.

Como é realizada a reversão de vasectomia?

Para reverter a vasectomia, é necessário unir novamente os canais deferentes. Caso a reversão seja possível, é realizada uma microcirurgia.

Para finalizar o processo de reversão, depois de 45 dias deve ser feito um espermograma, que avalia não só a quantidade de espermatozoides no sêmen, mas também sua morfologia e motilidade.

Contraindicações da reversão de vasectomia

De modo geral, não há contraindicações para a reversão de vasectomia, mas o procedimento pode não ser recomendado para o paciente que tenha feito a vasectomia há mais de 5 anos ou cuja esposa esteja tenha mais de 35 anos. Nesses casos, recomenda-se que o casal busque outra alternativa para conseguir a gravidez.

Índice de sucesso

As taxas de sucesso de permeabilidade e gravidez relacionadas à reversão são de 97% e 76%, respectivamente, em pacientes que fizeram a reversão da vasectomia depois de até três anos da primeira cirurgia; 88% e 53% para intervalos entre 3 e 8 anos

Possíveis problemas pós-reversão de vasectomia

Embora o paciente possa recorrer à técnica de reversão e não haja contraindicações, o sucesso do tratamento nem sempre é alcançado de forma satisfatória, sendo o tempo decorrido entre a vasectomia e a reversão um dos fatores que mais interferem nesse sucesso.

Outras alternativas de tratamento

Quando a mulher tem mais de 35 anos e a vasectomia foi realizada ha mais de 5 anos, indica-se a FIV/ICSI associada à aspiração dos espermatozóides diretamente do epidídimo – PESA –  ou dos testículos – TESA.

É importante também considerar, para a decisão entre a reversão e a FIV/ICSI, a necessidade de se usar métodos contraceptivos após a gravidez, quando se desejar um único filho.

Os resultados de gravidez para FIV/ICSI são os mesmos obtidos para os ciclos habituais, variando de 20 a 55%, de acordo com a idade da mulher. As taxas de gravidez apos a cirurgia variam de 5 a 20%, de acordo com a idade da mulher.

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Lisandra Aparecida da silva Garcia
2 anos atrás

bom dia gostaria de saber se vcs tem programa de desconto ou atende pelo sus para reversão
de vasectomia

Laysa Cristina
2 anos atrás

Boa noite quero saber o valor da consulta particular pois queremos fazer a reversão no meu marido

Clínica Origen
1 ano atrás
Reply to  Laysa Cristina

Olá, Laysa. Para informações sobre valor, peço que por gentileza entre em contato conosco pelos telefones: (31) 2102-6363
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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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