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TetraStim

TetraStim

Um dos maiores desafios nos tratamentos de infertilidade é o baixo número de óvulos para realizar uma fertilização in vitro (FIV). Diante disso, vimos a necessidade de aprimorar a estimulação ovariana com um protocolo inédito que pode aumentar as chances de coletar um bom número de óvulos — trata-se do TetraStim.

Nós desenvolvemos a técnica TetraStim para auxiliar as pacientes que apresentam baixa reserva ovariana ou que tiveram baixa resposta ovariana em ciclos anteriores de FIV. O objetivo é conseguir uma quantidade suficiente de óvulos para aumentar as chances de gravidez.

A falta de alternativas para os casais inférteis pode ser muito frustrante e muitos não consideram a doação de óvulos como uma possibilidade. Assim, podemos oferecer a opção de fazer o TetraStim, congelar os óvulos coletados até acumular um número viável e, depois disso, descongelá-los, realizar a fertilização e transferir os embriões resultantes desse processo.

Nós, da Clínica Origen, estamos sempre em busca de novos recursos e alternativas para o tratamento de casais inférteis. Com os avanços da tecnologia e a qualificação do nosso corpo clínico, nos tornamos pioneiros em diversas técnicas, como o TetraStim.

Essa técnica consiste em fazer 4 estímulos em sequência, usando doses de medicação muito abaixo do que é utilizado na estimulação ovariana convencional. Com isso, embora o tratamento seja um pouco mais longo — com duração média de 3 meses — conseguimos minimizar os custos para a paciente. Dessa forma, temos uma alternativa viável, com baixa dose hormonal, que visa a obtenção de mais óvulos em pacientes com baixa resposta.

Em nossas aplicações, observamos que é possível obter uma média de 3 a 12 óvulos após os 4 estímulos consecutivos, o que representa um número adequado para conseguirmos a fecundação e a formação de embriões. Portanto, um resultado muito positivo para pacientes que não tinham nenhum óvulo ou no máximo três por ciclo de estimulação ovariana.

Com cerca de 3 a 12 óvulos coletados, há boas chances de chegar ao final do tratamento com dois ou três embriões disponíveis para a transferência. Com isso, as taxas de gravidez também aumentam, caracterizando o TetraStim como uma importante técnica nos casos de baixa reserva ovariana — sendo este, inclusive, um dos fatores de infertilidade feminina relacionados ao avanço da idade.

Indicações da técnica TetraStim

A técnica TetraStim é indicada para mulheres que buscam os serviços de reprodução assistida, mas não apresentam uma resposta satisfatória com a estimulação ovariana convencional — seja por baixa reserva identificada nos exames, seja por baixa obtenção de oócitos em ciclos de FIV.

A resposta ovariana deficiente também pode ocorrer no caso de mulheres com idade materna avançada (acima dos 35) ou que realizaram cirurgia ovariana, sendo possível que esse problema aconteça com pacientes mais jovens e com reserva ovariana normal, devido a polimorfismos genéticos que interferem na ação dos hormônios, prejudicando o desenvolvimento dos folículos e, por fim, reduzindo a resposta à estimulação controlada.

Segundo o consenso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE), a resposta ovariana é considerada pobre diante de pelo menos dois dos critérios seguintes: idade avançada da mulher; resultados anormais na avaliação da reserva ovariana; resposta baixa em ciclo anterior de estimulação ovariana (três ou menos óvulos obtidos).

Ainda que a mulher não se enquadre nos critérios acima, dois ciclos de estimulação com baixa resposta são suficientes para classificar uma paciente como má respondedora. Nesse contexto, as taxas de cancelamento de FIV aumentam, as chances de gravidez diminuem e muitos casais podem até abandonar o tratamento.

Em nosso estudo, avaliamos 128 mulheres com resposta ovariana insatisfatória que foram submetidas à técnica TetraStim. As pacientes passaram por quatro estimulações ovarianas mínimas consecutivas iniciadas na fase lútea. Os procedimentos seguintes incluíram: coleta dos óvulos, congelamento, descongelamento, fertilização com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), preparo endometrial e transferência dos embriões.

Em 99,2% dos casos observados, as pacientes tiveram óvulos coletados em quantidade suficiente e chegaram ao final do tratamento com embriões disponíveis para a transferência. Apenas uma das pacientes não realizou a transferência devido a alterações cromossômicas nos embriões, identificadas com o teste genético pré-implantacional (PGT).

Como o TetraStim é realizado

Na técnica TetraStim, realizamos quatro estimulações ovarianas mínimas consecutivas, seguidas da coleta e do congelamento dos óvulos. Embora isso demande um tempo maior de tratamento, os medicamentos utilizados têm doses bem baixas de hormônios.

Essas estimulações mínimas começam na fase lútea, em torno do vigésimo dia do ciclo menstrual, visto que nesse período os ovários parecem responder melhor às medicações hormonais. O desenvolvimento dos folículos ovarianos é acompanhado por ultrassonografias em série até que eles apresentem o tamanho adequado para a indução da maturação.

O líquido folicular é aspirado 36 horas após a administração dos indutores de maturação. Os óvulos identificados no fluído são vitrificados e, no dia seguinte, uma nova estimulação tem início. O mesmo protocolo é realizado nos ciclos seguintes até finalizar a quarta recuperação de oócitos.

No dia da fertilização, os óvulos são descongelados e fecundados com ICSI, técnica que consiste em injetar um espermatozoide diretamente no citoplasma de cada óvulo. Os embriões que se formam com esse processo são mantidos em meios de cultura e avaliados diariamente. Os que apresentam desenvolvimento morfológico adequado são transferidos para o útero da paciente.

Antes da transferência, realizamos o preparo endometrial, isto é, medicamentos hormonais são administrados para melhorar a receptiva uterina, deixando o ambiente em condições favoráveis para a implantação de um embrião.

Após essas aplicações, concluímos que a técnica TetraStim é uma alternativa viável para mulheres com baixa resposta ovariana que não concordam com a doação de óvulos. Dessa forma, é possível recuperar até 12 oócitos, formar um número suficiente de embriões e melhorar as chances de gravidez.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências