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Orquite

Orquite

A orquite é uma inflamação que acomete os testículos e algumas vezes o epidídimo. Quando a infecção se dá nos dois órgãos é denominamos orquiepididimite. Quando a infecção ocorre apenas no epidídimo a chamamos de epididimite.

Causas da Orquite

Sintomas da Orquite

Os sintomas da orquite podem ser:

Tipos de Orquite

Orquite viral

Como já falamos acima, a orquite viral pode ser causada por complicações causadas pela Caxumba. Outros vírus que podem causar orquite são: coxsackieechoinfluenza e o vírus da mononucleose.

Nestes casos o tratamento é  feito pela administração de antibióticos, além de repouso, compressas de gelo no local e elevação da bolsa escrotal. Caso o tratamento seja iniciado logo no início dos sintomas, o quadro pode ser revertido dentro de até uma semana.

Orquite bacteriana

A orquite bacteriana normalmente está ligada à inflamação do epidídimo e pode ser causada por bactérias como Mycobacterium sp, haemophilustreponema pallidum. Seu tratamento deve ser feito com antibióticos específicos para garantir a completa solução da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico da orquite pode ser feito com a observação dos relatos do paciente, onde o médico identifica os sintomas da doença, e os confirma através da realização de exame de sangue, ultrassonografia escrotal, e os testes para doenças como gonorréia e clamídia, que  podem ser úteis para verificar a causa da doença o que também já ajuda a definir o melhor antibiótico a ser administrado.

Tratamento para orquite

O tratamento para orquite inclui repouso e administração de medicações para combater a inflamação. O urologista poderá indicar além disso, a aplicação de compressas geladas na região para diminuir a dor e inchaço que pode demorar até 30 dias para ser solucionado.

Orquite tem cura?

Sim. A orquite tem cura e normalmente não deixa nenhuma sequela quando o tratamento é feito conforme indicado pelo médico especialista. No entanto, algumas possíveis sequelas que podem ocorrer são a atrofia dos testículos, a formação de abscessos e a infertilidade quando os 2 testículos são afetados. E nos casos mais extremos de orquite, a remoção cirúrgica dos testículos pode ser necessária.

Como saber se a doença causou Infertilidade?

Todas as pessoas, adultos ou crianças, que tiveram contato com a doença e sintomas clínicos relacionados com os testículos ou ovários. Todos têm a possibilidade de ter como consequência a infertilidade, mesmo os que fizeram o tratamento conforme prescrição médica.

A investigação da fertilidade, espermograma para os homens e contagem de folículos antrais para as mulheres, são exames que irão ajudar a identificar a fertilidade de todos que caxumba ou qualquer outra doença que causam inflamação nos testículos ou ovários.

Como a Orquite esta relacionada com a Caxumba

Uma das possíveis complicações da caxumba é causar infertilidade masculina, isto porque a doença pode não só afetar a glândula parótida, localizadas no pescoço, mas também as glândulas do testículo.

Isto se dá devido a semelhança fisiológica entre as duas glândulas, e isso faz com que a doença algumas vezes possa acometer as duas glândulas. Por isso é tão falada a expressão de que a caxumba pode “descer”.

Quando isto acontece, surge então uma inflamação nos testículos chamada de Orquite, que destrói o epitélio germinativo dos testículos, local onde ocorre a produção de espermatozoides, o que causa infertilidade masculina.

Os sintomas que indicam que a caxumba acomete também as glândulas testiculares são:

Caxumba pode causar Infertilidade Feminina?

Nas mulheres assim como nos homens, a Caxumba pode causar uma inflamação em regiões ligada a fertilidade, os ovários, esta inflamação é chamada Ooforite, que pode causar sintomas como dor abdominal e sangramentos.

Além disso, a Caxumba na mulher pode levar a uma Falência Ovariana Precoce que se trata do envelhecimento dos ovários antes do tempo e que causa infertilidade.

Assim como em qualquer doença, o tratamento da Ooforite deve ser acompanhado por um médico especialista, o ginecologista, que irá direcionar o tratamento que será a base de antibióticos e antiinflamatórios.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências