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Uretrite

Uretrite

Uretrite é o nome dado a inflamação que ocorre na uretra, por consequência essa inflamação apresenta sintomas e secreção local. A Uretrite pode ser causa por:

Tipos de uretrite

Os tipos mais comuns de uretrites infecciosas são sexualmente transmitidas, e são classificadas em uretrites gonocócicas e não gonocócicas.

As gonocócicas são causadas pela Neisseria gonorrhea, e são transmitidas por relação sexual vaginal, oral ou anal sem o uso de preservativo.

As não gonocócicas são causadas por diferentes tipos de germes, entre os quais a Chlamydia trachomatis que também é transmitida por relação sexual sem o uso de preservativo.

Outros germes podem causar uretrites embora não frequentemente como a Trichomonas vaginalisUreaplasma urealyticumMycoplasma hominisStaphylococcus sp e Candida albicans. Existem casos mais raros como as uretrites traumáticas causadas por sondas ou algum corpo estranho, as uretrites por vírus, uretrites associadas à neoplasia ou ao condiloma intra-uretral e uretrite psicogênica.

Uretrite em homens

Geralmente, os sintomas de uretrite em homens são locais, e podem ser identificados como:

A suspeita da doença é levantada pelo urologista quando o paciente relata alguns dos sintomas acima e concluído quando obtidos resultados em exames clínicos. O diagnóstico é fechado quando um resultado positivo ou num teste de leucócito esterase na urina, ou pelo menos 10 glóbulos brancos por campo de alta potência em sedimento urinário.

Os agentes patogênicos primários associados com a condição são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. As disparidades raciais na prevalência de infecções sexualmente transmissíveis persistem em muitos países, com taxas de gonorreia 40 vezes maior em adolescentes negros do sexo masculino, do que em adolescentes do sexo masculino brancos.

Estudos recentes têm-se centrado na identificação das causas de condição não gonocócica e no desenvolvimento de testes para organismos atípicos como espécies Mycoplasma genitalium e Ureaplasma.

Patógenos menos comuns identificados em pacientes com uretrite incluem espécies Trichomonas, adenovírus e vírus herpes simplex. Achados, história clínica e exame podem ajudar a distinguir uretrite de outras síndromes urogenitais, como orquite, e prostatite.

Os objetivos do tratamento incluem alívio dos sintomas; prevenção de complicações no paciente e nos seus parceiros sexuais; redução da transmissão de co-infecções (vírus da imunodeficiência humana em particular); identificar e tratar os contatos do paciente; e incentivar mudanças de comportamento que irão reduzir o risco de recorrência.

A combinação de azitromicina ou doxiciclina com ceftriaxona ou cefixima é considerada uma terapêutica empírica de primeira linha em pacientes com esta condição. Existe uma associação entre uretrite e um aumento da concentração de vírus da imunodeficiência humana no sêmen.

Causas da Uretrite

A uretrite pode ter causa tanto bacteriana quanto viral, química e traumática.

Entre as bactérias que mais costumam causar uretrite estão: Neisseria gonorrhoeae, que pode desenvolver-se também na faringe e no canal do ânus, e Chlamydia trachomatis, que desenvolve-se dentro das células.

Outras bactérias que comumente provocam infecções no trato urinário também causam uretrite, como a Escherichia coli.

Uretrite também pode ser provocado por alguns vírus, especialmente em decorrência de alguma doença sexualmente transmissível (DST).

Gonorreia e clamídia estão entre as principais doenças venéreas capazes de provocar a inflamação. Além deles, os vírus causadores de HPV e herpes simples também parecem estar envolvidos nas possíveis causas da uretrite.

Mas este problema também pode ser causado por causas químicas, como por exemplo com o uso de espermicidas, e por motivos traumáticos, como uma cirurgia ou presença de um corpo estranho na uretra.

Fatores de risco relacionados a Uretrite

A grande maioria das uretrites são causadas por infecções decorrente da exposição sexual desprotegida.

Além disso, pessoas do sexo feminino e do sexo masculino estão sob risco parecido de contrair a doença. A mulher especialmente se estiver em fase reprodutiva e o homem, se tiver entre 20 e 35 anos.

Uma pessoa que for exposta a muitos parceiros sexuais está sob maior risco de contrair uretrite. Além disso, ter um histórico de doenças sexualmente transmissíveis aumenta o risco de se desenvolver o problema.

Sintomas de Uretrite

Os principais sinais e sintomas de uretrite são:

Nos homens

Nas mulheres

Diagnóstico

Na consulta com um médico, para realizar um diagnóstico exato, ele poderá fazer um exame físico e, em seguida, lhe fazer uma série de questionamentos a respeito de seu histórico clínico.

Quando há dor ao urinar, isso costuma ser sinal de infecção. No entanto, alguns testes podem ser feitos para confirmar o diagnóstico por uretrite. Por exemplo:

Exames de sangue geralmente não são necessários para o diagnóstico de uretrite, mas sim caso o médico considere necessário realizá-los para eliminar possíveis outras causas envolvidas ou não com os sintomas.

Prevenção e tratamento

As doenças sexualmente transmitidas que causam uretrite podem ser evitadas com a utilização de um preservativo.

O tratamento depende da causa da infecção. Entretanto, a identificação do organismo que causa uretrite pode levar dias. Dessa forma, os médicos normalmente começam o tratamento com antibióticos que curam as causas mais comuns.

Para homens sexualmente ativos, o tratamento é normalmente realizado com uma injeção de ceftriaxona para a gonorreia mais azitromicina oral ou doxiciclina oral para a clamídia. Se os exames excluírem a possibilidade de gonorreia e clamídia, trimetoprim/ sulfametoxazol ou um antibiótico à base de fluoroquinolona (como ciprofloxacina) pode ser usado. As mulheres são tratadas como se tivessem cistite.

Para o tratamento de uma infecção por herpes simples, pode ser necessário um medicamento antiviral, como o aciclovir.

O que acontece se uretrite não for tratada?

Dependendo da causa da infecção, pode ocorrer dor e inchaço nas articulações ou infecção nos olhos. Em homens, a infecção pode se espalhar para os testículos e ocasionar infertilidade. Nas mulheres a infecção da uretra geralmente é acompanhada por infecção no cérvix, a qual pode se espalhar e causar dor severa e dano permanente ao sistema reprodutivo causando infertilidade feminina.

Como outras doenças sexualmente transmissíveis, se não tratada, uretrite pode aumentar a probabilidade de contrair e espalhar o vírus HIV. Se você tiver sintomas de uretrite procure um médico imediatamente para evitar complicações.

Os parceiros sexuais devem ser tratados?

Se você for diagnosticado com uretrite é importante informar a todos com quem teve relação sexual nos últimos 2 meses, de modo que possam ser examinados e tratados. Não tenha relações sexuais até que você e seus parceiros tenham terminado completamente o tratamento, ou poderá ser infectado novamente.

Uretrite e Gravidez

Todas as mulheres grávidas devem ser testadas para doenças sexualmente transmissíveis, incluindo HIV, o mais cedo possível durante a gravidez.

Se não tratadas, doenças sexualmente transmissíveis podem ser devastadoras para o bebê. Para proteger a si mesma e seu bebê, sempre use preservativos ao ter relações sexuais

Complicações possíveis

Homens com uretrite podem desenvolver cistite, epididimite, orquite e prostatite. Após uma infecção grave, a uretra pode ficar com cicatriz e, portanto, sofrer um estreitamento da uretra.

Já as mulheres que tiverem a doença podem acabar desenvolvendo as seguintes complicações: cistite, cervicite, além de doença inflamatória pélvica.

Expectativas

Com o diagnóstico e tratamento corretos, a uretrite geralmente desaparece sem nenhuma complicação.

Contudo, a infecção pode levar a um dano permanente na uretra, como no caso de surgimento de cicatriz nessa região, e outros órgãos do trato geniturinários tanto nos homens como nas mulheres.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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