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Preparo seminal

Preparo seminal

A infertilidade masculina é definida por deficiências na qualidade do sêmen. Tendo isso em vista, determinados aspectos dos espermatozoides, como concentração, morfologia e motilidade, devem ser analisados antes da fecundação. Nesse contexto, o preparo seminal é uma técnica determinante para o sucesso dos tratamentos de fertilidade.

O processamento da amostra seminal em laboratório é imprescindível para a realização da inseminação intrauterina (IIU) ou da fertilização in vitro (FIV). Ao obter os melhores espermatozoides de uma amostra, elevam-se as chances de uma fertilização bem-sucedida, bem como de formar um embrião saudável.

Acompanhe este texto para entender o que é preparação seminal e quais são os métodos utilizados no processamento.

A técnica do preparo seminal

O preparo seminal consiste em processar uma amostra de sêmen para selecionar os espermatozoides móveis, os quais serão utilizados em tratamentos de reprodução assistida.

Durante o processamento, ocorre a separação dos espermatozoides do plasma seminal (líquido que é produzido pelas glândulas sexuais), uma vez que é necessário remover do sêmen as prostaglandinas e outras substâncias que podem provocar reações adversas ou contrações uterinas intensas.

O passo inicial da preparação seminal é o recolhimento do líquido espermático, obtido, normalmente, por meio da masturbação. Antes da coleta de sêmen, o paciente deve ficar em abstinência sexual por pelo menos dois dias.

O fluído ejaculado pode apresentar duas frações distintas, sendo uma prostática e com alta concentração de espermatozoides e a outra proveniente da vesícula seminal, com um número menor de gametas. No entanto, todo o volume espermático deve ser coletado para análise.

Quando o homem apresenta azoospermia — ausência de espermatozoides no líquido seminal — é possível obter a amostra de gametas com a ajuda de técnicas de recuperação espermática. PESA e MESA, TESE e Micro-TESE são os procedimentos utilizados para aspirar ou extrair as células sexuais diretamente do epidídimo ou dos testículos.

A amostra deve seguir para preparação seminal no prazo máximo de uma hora. Primeiramente, é feita a avaliação macroscópica para observar aspectos físicos do sêmen — volume do líquido ejaculado, tempo de liquefação, pH, cor e viscosidade da substância. Já a análise microscópica verifica a concentração e a vitalidade dos espermatozoides, assim como a morfologia das células e a capacidade de movimento.

As indicações do procedimento

A preparação seminal é feita nos tratamentos com inseminação intrauterina e fertilização in vitro. Ambas as técnicas são empregadas no acompanhamento terapêutico de pacientes com problemas de fertilidade.

A IIU fica reservada aos casos mais brandos, com a ressalva de que a mulher que vai receber os espermatozoides tenha as tubas uterinas preservadas. Nesse tratamento, a amostra de esperma passa por preparação seminal e os gametas de melhor qualidade são introduzidos no útero da paciente com o auxílio de um cateter, específico para o procedimento.

A FIV, por outro lado, é um tratamento bem mais abrangente e pode garantir a gestação em diversos casos de infertilidade, dos mais simples aos mais severos. Nesse caso, o processo é mais complexo e envolve uma sequência de técnicas, incluindo:

Os métodos utilizados para preparar a amostra seminal

Durante o processamento seminal, também são removidas da amostra a ser utilizada nos tratamentos substâncias químicas e bactérias que poderiam levar a quadros infecciosos.

Existem diversas técnicas especializadas para a realização do processamento seminal, entre elas o gradiente descontínuo de densidade e a migração ascendente (Swim-up). Conheça um pouco mais sobre cada um desses métodos.

Lavagem simples

Nessa técnica da preparação seminal, a amostra de esperma é colocada em contato com uma substância que ajuda a remover o plasma do sêmen — isso é necessário, pois o líquido plasmático pode ser constituído por células não germinativas, as quais interferem nas tentativas de concepção.

Depois de remover o plasma seminal, os gametas são colocados em tubos de ensaio, onde passam por um processo de centrifugação. Nessa etapa, são selecionados somente os espermatozoides capazes de se mover, enquanto aqueles que apenas flutuam no meio de cultura são descartados.

Swim-up

A migração ascendente, ou apenas Swim-up, é um método de preparação seminal aplicado para selecionar os espermatozoides que conseguem migrar/nadar para fora do plasma, enquanto se locomovem para o topo da substância de cultura. Essa técnica também avalia a motilidade dos gametas, sendo um recurso relevante para selecionar espermatozoides de amostras com percentual limitado de células que se movem.

Gradiente descontínuo de densidade

Essa técnica envolve o processo de centrifugação com duas camadas de substâncias de diferente densidade. Dessa forma, os espermatozoides mortos ou imóveis, bem como os resíduos celulares, são retidos nessas camadas.

Assim, somente os gametas móveis e saudáveis conseguem superar os dois gradientes de densidade. Trata-se de um método relevante na detecção dos gametas viáveis para os processos de FIV.

A importância do preparo seminal na reprodução assistida

As técnicas de preparo seminal são fundamentais na reprodução assistida, visto que permitem a obtenção de um percentual significativo de espermatozoides viáveis para o processo de fecundação. Adicionalmente, o processamento do sêmen pode remover possíveis anticorpos que diminuem a função reprodutiva dos gametas.

Mesmo os espermatozoides com morfologia normal podem ser incapazes de fertilizar um óvulo, quando colocados em contato com ele. Essa limitação pode acontecer quando os gametas não passam pelo amadurecimento adequado, como ocorre na concepção natural.

Na fecundação espontânea, os gametas masculinos passam por um processo de capacitação espermática natural durante seu trajeto até às tubas uterinas. Isso ocorre porque eles entram em contato com proteínas presentes nas secreções do organismo feminino.

Nesse sentido, quando passam pelo preparo seminal, na reprodução assistida, os espermatozoides também enfrentam um processo de capacitação, ampliando suas chances de fertilizar um óvulo.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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