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Videolaparoscopia

Videolaparoscopia

Um dos grandes avanços da medicina moderna, e de extrema importância para a ginecologia foi o advento da laparoscopia, método que permite a visão de órgãos intraperitoneais de maneira direta, possibilitando o diagnóstico correto de patologias de diagnóstico duvidoso quando abordadas por outros métodos propedêuticos.

As inovações tecnológicas da aparelhagem endoscópica e das óticas, os avanços anestésicos e a melhor compreensão das alterações causadas pelo pneumoperitôneo são fatores determinantes para a utilização deste método por um número cada vez maior de ginecologistas.

Apesar de ser um método invasivo e cirúrgico, e como tal deve ser encarado, possui menor morbimortalidade do que a laparotomia, além de permitir um pós-operatório mais ameno e um menor tempo de hospitalização da paciente.

Permite a identificação de alterações uterinas como miomas e má formações; obstrução tubárea; cistos e massas ovarianas e alterações peritoneais como aderências e endometriose.

Como o procedimento é realizado?

Após a anestesia geral, uma câmera pequena é introduzida pela cavidade peritoneal e são feitas apenas mais duas incisões. Apos a passagem da câmera realiza-se a distensão da cavidade e com isso é possível se ver toda a cavidade peritoneal e seus órgãos, diretamente, de forma clara, ampla e profunda da cavidade.

Assim, o especialista consegue examinar os órgãos e tecidos internos com grande precisão. Isso permite também a realização de cirurgias delicadas e meticulosas. Todo o procedimento é filmado para posterior analise, se for necessário.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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