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Videolaparoscopia

Videolaparoscopia

Um dos grandes avanços da medicina moderna, e de extrema importância para a ginecologia foi o advento da laparoscopia, método que permite a visão de órgãos intraperitoneais de maneira direta, possibilitando o diagnóstico correto de patologias de diagnóstico duvidoso quando abordadas por outros métodos propedêuticos.

As inovações tecnológicas da aparelhagem endoscópica e das óticas, os avanços anestésicos e a melhor compreensão das alterações causadas pelo pneumoperitôneo são fatores determinantes para a utilização deste método por um número cada vez maior de ginecologistas.

Apesar de ser um método invasivo e cirúrgico, e como tal deve ser encarado, possui menor morbimortalidade do que a laparotomia, além de permitir um pós-operatório mais ameno e um menor tempo de hospitalização da paciente.

Permite a identificação de alterações uterinas como miomas e má formações; obstrução tubárea; cistos e massas ovarianas e alterações peritoneais como aderências e endometriose.

Como o procedimento é realizado?

Após a anestesia geral, uma câmera pequena é introduzida pela cavidade peritoneal e são feitas apenas mais duas incisões. Apos a passagem da câmera realiza-se a distensão da cavidade e com isso é possível se ver toda a cavidade peritoneal e seus órgãos, diretamente, de forma clara, ampla e profunda da cavidade.

Assim, o especialista consegue examinar os órgãos e tecidos internos com grande precisão. Isso permite também a realização de cirurgias delicadas e meticulosas. Todo o procedimento é filmado para posterior analise, se for necessário.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências