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Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

É definido quando, após terem sido realizados todos os exames necessários para avaliar as possíveis causas da infertilidade do casal, não se conseguem chegar a um diagnóstico conclusivo. Isto é, nos exames realizados pelo casal, não foram constatados alterações que justifiquem o motivo da não gestação natural.

Cerca de 10 a 25% dos casais que procuram uma clínica especializada em reprodução humana têm esse diagnóstico. Ou melhor, não têm um diagnóstico do motivo pelo qual não conseguiram, até o momento, ter filhos.

A primeira etapa é reavaliar todos os exames e repetir alguns que já foram realizados em época anterior. Muitas vezes um profissional competente pode não valorizar determinado resultado e, por isso, vale a pena observar se não existe nada a mais a ser feito.

Claro que a experiência e o embasamento científico devem nortear cada caso. O diagnóstico de Infertilidade sem Causa Aparente não é uma questão de descaso. Embora várias possibilidades possam ser cogitadas, exames clínicos e laboratoriais podem não ser suficientes para confirmá-las ou negá-las. Contudo, não há razão alguma para se entregar ao desespero, a Infertilidade Sem Causa Aparente tem tratamentos eficientes.

Quais os tratamentos de reprodução humana mais indicados para casos de ISCA?

Quando recebemos casais buscando uma causa ou mesmo uma segunda opinião médica, é fundamental sermos detalhistas e nos aprofundarmos na investigação da infertilidade, o que certamente faz diferença no sucesso do tratamento.

A conduta da investigação médica vai depender da idade da mulher, do tempo de infertilidade, da ansiedade e da disponibilidade econômica do casal.

Para um casal considerado jovem e com ansiedade controlada, a revisão de hábitos, como o tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas, bem como a alimentação já podem auxiliar na melhora da fertilidade. Para outros casos e mesmo para casais jovens que não apresentarem melhoras apenas com a revisão dos hábitos, são recomendados três principais tratamentos:

Daí em diante podem ser realizados dois tipos de tratamento:

Para mulheres mais jovens, pode-se iniciar com o coito programado. Para aquelas com mais de 35 anos, indicamos a FIV, por apresentar uma taxa de gravidez mais alta e o tempo é um fator fundamental por causa da idade.

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Marcelle Marie Buso Ramos
2 anos atrás

Quantos coitos programados emedia podem ser realizados antes que se vá para a FIV?

Admin
1 ano atrás

Olá Marcelle, tudo bem?!
O indicado na bibliografia é indicado realizar até 3 ciclos de coito programado, que é considerado um tratamento de baixa complexidade para depois para pada a FIV,um tratamento considerado de alta complexidade.
Mas isso varia de caso a caso. Indicações diferentes para situações diferentes. Alguns casos a alta complexidade é indicada diretamente, sem que seja necessário a paciente passar pela baixa complexidade antes.
Procure um médico especialista para ver qual a melhor indicação para o seu caso.
Se precisar, estamos a disposição.
Forte abraço!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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