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Doação de sêmen

Doação de sêmen

Um homem saudável, cujo esperma apresente boa qualidade, pode doar seu sêmen com o objetivo de ajudar um casal com dificuldades de reprodução a ter filhos. Essa doação é uma ação voluntária.

Requisitos para ser doador

Legislação para ser doador

Para que a doação de gametas seja realizada, é obrigatório um contrato formal, confidencial e sem custos, firmado entre o centro autorizado e o doador.

O que é um banco de sêmen?

O banco de sêmen é um local que armazena amostras de sêmen doadas de forma anônima com idades entre 21 e 45 anos e com sua fertilidade comprovada para serem disponibilizadas a casais em tratamento de reprodução assistida.

Essas amostras são obtidas pela masturbação e armazenadas em temperaturas baixas, utilizando-se um processo denominado criopreservação. O sêmen pode ser preservado nessas condições por tempo indeterminado, sem que sua capacidade de fertilização seja afetada.

Todos os doadores de sêmen devem fazer coleta de sorologias e cultura seminal antes da coleta e 6 meses depois da doação, como forma de garantir, segundo as normas da ANVISA, a segurança do processo de doação.

Como escolher o sêmen?

O cadastro do doador é encaminhado à clínica sem a identificação pessoal. Aos casais que buscam o tratamento, no entanto, são fornecidas algumas características do doador para que possam fazer a seleção do sêmen mais adequado às suas próprias características.

Em que casos o banco de sêmen pode ser usado?

A utilização de sêmen doado é indicada nos seguintes casos: para mulheres que desejam ter filho em produção independente e para casais homoafetivos femininos ou casais cujo membro masculino tem distúrbios graves na produção de espermatozoides e não responde aos tratamentos convencionais.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências