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Adenomiose

Adenomiose

A adenomiose é definida pela presença de glândulas do endométrio dentro do camada muscular uteirna (miométrio). Varia de 5 a 70%, de acordo com os critérios diagnósticos utilizados, sendo mais frequente dos 30 aos 50 anos de idade e em mulheres que tiveram vários filhos. Não existe correlação definida entre a adenomiose e a infertilidade.

Quadro Clínico

Aproximadamente 35% das mulheres com adenomiose são assintomáticas, e o diagnóstico foi feito após a histerectomia. O sintoma mais frequente é o sangramento que pode ocorrer pela diminuição na capacidade de contração do útero. Outro sintoma é a cólica menstrual. Ao exame físico observa-se aumento do volume uterino associado a uma consistência macia.

Diagnóstico

O diagnóstico é aventado a partir do quadro clinico, ainda que este seja bastante inespecífico. A ultra-sonografia e a ressonância magnética podem também sugerir a presença de adenomiose, entretanto o diagnóstico definitivo só é obtido pelo estudo anátomo patológico. A analise é feita após a histerectomia ou biopsia miometrial guiada por histeroscopia ou ultra-som endovaginal.

Tratamento

O tratamento definitivo é a histerectomia. O uso de tratamento clínico baseado em medicamentos não tem sucesso ainda definido. A retirado de parte do útero, a ablação de endométrio ou o uso do DIU de progesterona pode levar a diminuição do sangramento menstrual.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências