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Transferência de embriões congelados

Transferência de embriões congelados

A criopreservação ou congelamento de embriões é uma técnica aplicada para conservar embriões em temperaturas baixas (-196oC) para que possam ser transferidos para o útero posteriormente, para se conseguir uma gravidez. Esses embriões são formados em ciclos de fertilização in vitro ou fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Podem ser criopreservados quando excedentes, isto é, quando o número de embriões de boa qualidade é maior do que o numero a ser transferido, ou quando existe uma impossibilidade da transferência dos embriões ser feita no ciclo a fresco, assim todos os embriões são criopreservados para serem transferidos em ciclo posterior (Freeze All).

Os embriões criopreservados podem ser utilizados para quais fins?

Os embriões criopreservados com mais de 5 anos podem ser descartados (Resolução CFM no 2.121/2015, artigo V).

Congelamento de Embriões

Os procedimentos de congelamento de embriões evoluíram nos últimos anos e continuam a evoluir. Com a antiga técnica chamada de congelamento lento, a probabilidade de gravidez era menor do que com a transferência de embriões afresco.

A técnica de congelamento de embriões tornou-se mais simples e mais eficaz com o surgimento da técnica de Vitrificação, que conserva muito bem a qualidade embrionária. O índice de sobrevivência após o descongelamento é superior a 90%. Além disso, o índice de gravidez com embriões vitrificados tem se revelado igual ou até superior ao índice de gravidez como resultado de transferência de embriões a fresco.

Quando a paciente opta pelo congelamento tanto de óvulos como de embriões, ela esta optando por não passar novamente pela primeira fase de um tratamento de reprodução assistida, a estimulação ovariana.

A grande vantagem de não se passar novamente por este procedimento, além de se evitar os sintomas e mal estar causados pela administração dos hormônios, evitamos uma possível síndrome do hiperestímulo ovariano, que pode acontecer nesta parte do procedimento.

Síndrome de Hiperestímulo Ovariano (SHEO)

É uma complicação do processo de estimulação ovariana realizada em ciclos de FIV. Nos casos em que existe uma excessiva resposta ovariana à estimulação (mais de 20 folículos), ocorre uma produção muito elevada de hormônio estrogênio.

Quando esses níveis elevados de estrogênio entram em contato com o hormônio da gonadotrofina coriônica (hCG), desencadeia a síndrome. A síndrome pode acontecer nas formas leve, moderada e grave.

Nas formas leve e moderada, existe um desconforto abdominal pelo acumulo discreto de liquido na cavidade peritoneal. Na forma grave, o acumulo de liquido pode ocorrer em diversos órgãos como abdome e pulmão, sendo necessário um tratamento intensivo.

Atualmente, existe uma estratégia terapêutica específica para impedir que essa síndrome ocorra. Para pacientes com risco de desenvolver a sindrome, substituímos o hCG, que é administrado para desencadear a maturação dos óvulos, por agonistas de GnRH. E, também fundamental, não transferimos os embriões para o útero, para que não ocorra a gravidez nesse ciclo e assim não exista a elevação dos níveis de hCG da gravidez.

Todos os embriões serão congelados para serem descongelados e transferidos em ciclo posterior (Freeze All).

Taxas de sucesso

A técnica de vitrificação revolucionou o tratamento da infertilidade. Hoje, a chance de os embriões resistirem ao procedimento de congelamento e posterior descongelamento é superior a 90%, o que oferece boas perspectivas aos casais, pois torna os tratamentos mais seguros e eficazes.

Quando os embriões resistem ao processo de congelamento e descongelamento, a probabilidade de serem implantados no útero é a mesma que se fossem transferidos a fresco.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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