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Espermograma

Espermograma

O espermograma é o exame realizado para avaliar a qualidade do sêmen em uma amostra coletada pelo próprio paciente por meio de masturbação. Os parâmetros dessa qualidade são preconizados pela Organização Mundial da Saúde.

O exame pode avaliar tanto o aspecto do ejaculado como a quantidade e as condições dos espermatozoides, o que fornece informações para a avaliação da fertilidade do homem e revela outras condições de sua saúde reprodutiva.

Quais são as indicações?

O espermograma, sendo o exame mais importante para avaliar a fertilidade masculina, é solicitado em casos de presença de condições física, genética ou imunológica que possam afetar a fertilidade do homem.

É um exame de fundamental importância na avaliação da infertilidade conjugal. Mesmo em situações onde o homem já tenha um filho previamente, o espermograma deve ser realizado para avaliação da qualidade do sêmen no momento. Ele não tem uma periodicidade definida, já que deve ser solicitado apenas após exame clínico.

Nunca deve ser considerado o resultado de um exame isolado. Em casos de alterações no espermograma, o paciente deve repetir o exame observando-se um intervalo de 2 a 3 meses entre um exame e outro.

Como é realizado o espermograma?

O espermograma é um procedimento simples. A coleta do sêmen é realizada por meio da masturbação. Existem apenas algumas condições que devem ser respeitadas: o paciente deve ejacular no frasco fornecido pelo laboratório e não pode utilizar lubrificantes, se não pode haver interferência no resultado.

O material coletado é submetido à análise, que, sob a forma de um relatório descritivo do sêmen, indica, especialmente a quantidade, a motilidade e a morfologia.

A primeira parte da avaliação analisa os aspectos físicos do sêmen como:

A segunda parte é uma análise microscópica, que avalia:

Por fim, o espermograma verifica o volume de leucócitos na amostra e a presença de compostos como ácido nítrico e frutose.

Quais são os pré-requisitos para a realização do exame?

É obrigatória apenas a abstinência sexual de 2 a 5 dias, considerando relação sexual, masturbação ou qualquer outra ação que provoque a ejaculação.

O que pode ser avaliado no espermograma?

Aparência, cor e liquefação

O sêmen, quando dentro dos parâmetros da normalidade, apresenta cor branca opalescente, é homogêneo e, em temperatura ambiente, se liquefaz em menos de 1h.

A alteração de algum desses aspectos indica diferentes condições. Caso a amostra de sêmen apresente grânulos gelatinosos – que não se liquefazem –, ela é considerada heterogênea.

A amostra que assume um tom amarronzado revela a existência de glóbulos vermelhos. Já uma alteração na viscosidade dificulta e pode afetar a avaliação da concentração dos espermatozoides.

Por fim, as amostras que apresentam filamentos de muco, os quais impedem, de forma geral, a completa liquefação, precisam passar por um procedimento mecânico de liquefação.

pH

Depois de a amostra de sêmen se liquefazer, é colocada uma alíquota sobre o papel de pH. Após 30 segundos, verifica-se a cor obtida, a ser comparada com a fita de calibração colorimétrica de pH. Determina-se o pH de acordo com as secreções da próstata e vesícula seminal.

O pH deve ser medido depois de 1 hora da coleta do sêmen. Na maioria dos casos, o valor fica entre 7.2 e 7.8, que é o normal. As amostras que apresentam pH acima de 7.8 precisam obrigatoriamente passar por uma avaliação de infecção. Se o pH estiver abaixo dos 6.5, pode haver agenesia ou oclusão das vesículas seminais.

Viscosidade

A viscosidade da amostra já liquefeita é avaliada por gentil aspiração do sêmen em pipetas de 5 ml, seguida de fácil gotejamento. É esse processo que vai determinar a classificação da amostra.

Se houver a formação de gostas, a amostra estará dentro dos parâmetros de normalidade.

Se a viscosidade estiver fora dos padrões de normalidade, formar-se-á, durante o processo de gotejamento, um filamento de mais de 2 cm. Alterações na consistência do sêmen podem indicar disfunção prostática por inflamação crônica.

A consistência, quando fora dos padrões da normalidade, pode também afetar a análise de diversos aspectos do sêmen, como sua concentração, motilidade e determinação de anticorpos antiespermatozoides.

Volume

O volume normal do ejaculado deve ser acima de 1,5 mL, e a medição é feita em cilindros, pipetas ou seringas graduadas. A próstata produz apenas um volume de 0.5 ml a 1 ml. Quem produz de fato a maior fração do volume ejaculado é a vesícula seminal.

Assim, se for secretado mais que 5 ml, pode haver infecção aguda das glândulas anexas. Já se for ejaculado um volume menor que 1.5 ml, é preciso investigar a presença de processo inflamatório crônico ou ejaculação retrógrada.

Nos casos de baixo volume ejaculado, também é necessário investigar sobre alterações ou obstruções na região de vesículas seminais e próstata.

A análise microscópica

É importante destacar que a análise microscópica do sêmen é fundamental para o estudo da concentração, motilidade, morfologia, vitalidade, citologia geral, assim como para os testes de penetração espermática e hiposmótico.

Concentração

A concentração dos espermatozoides é determinada, nos dias de hoje, com o auxílio de câmaras de contagem. No caso, a câmara de Makler tem profundidade de 0.01 mm e marcação graduada de 100 quadrados (com área total de 1 mm2), cada um deles com 0.1 mm x 0.1 mm.

Dessa forma, o volume dentro da área de 10 quadrados depois da colocação da lamínula é de 0.001 mm3 ou 1 milhão por ml, o que auxilia a leitura da concentração da amostra de sêmen (milhões por ml) pela determinação da quantidade dos espermatozoides existentes na área de 10 quadrados.

Geralmente, é adicionado um volume de 10 ul de esperma liquefeito no centro da câmara de Makler; então ajusta-se a lamínula e procede-se à contagem em microscopia de fase com um aumento de 200 vezes.

Parâmetros de Normalidade do Espermograma

A Organização Mundial de Saúde é o órgão que determina os parâmetros de normalidade dos espermatozoides:

Normozoospermia: > 15 x 106 espermatozoides/ml.

Oligozoospermia: < 15 x 106 espermatozoides/ml.

Azoospermia: nenhum espermatozoide no ejaculado mesmo após a centrifugação da amostra.

Criptozoospermia: quando não são encontrados espermatozoides na amostra inicial mas após a centrifugação são encontrados espermatozoides

Motilidade

O teste de motilidade é feito, da mesma forma, em câmara de contagem com microscópio capaz de aumentar 200 vezes a imagem. Uma quantidade de sêmen de 10 ul deve ser colocada na câmara. Na sequência, realiza-se uma contagem de 100 espermatozoides, uma vez que o processo será sempre em duplicata.

Se for encontrada uma discrepância superior a 10% entre as duas avaliações, faz-se a média entre as três e relata-se esse valor como o resultado final da motilidade. Assim como nas outras características, a Organização Mundial de Saúde também é a responsável por classificar os padrões da motilidade dos espermatozoides:

Tipo A – espermatozoides móveis com progressão rápida.

Tipo B – espermatozoides móveis com progressão lenta.

Tipo C – espermatozoides móveis, porém sem progressão.

Tipo D – espermatozoides imóveis.

Assim, do ponto de vista da motilidade, o sêmen é classificado como normal quando apresenta > 32% do tipo A + B ou 40% do tipo A + B + C.

Morfologia

Já o teste de morfologia é feito com sêmen fresco, utilizando-se a técnica da coloração de Shorr. Sua avaliação é realizada depois da análise de dois esfregaços de 10 ul de sêmen. São analisados no mínimo 200 espermatozoides com um aumento de 1000 vezes. Atualmente considera-se como morfologia normal quando >= 4%.

Vitalidade

É importante de ser avaliado quando mais de 50% dos espermatozoides são imóveis. O teste de vitalidade é fundamentado na característica das células mortas de terem membranas lesadas nas quais corantes conseguem penetrar. Assim, essa técnica é realizada com a combinação dos corantes eosina e nigrosina em esfregaço de sêmen fresco.

Já com os corantes aplicados para diferenciar as células vivas das mortas (coradas de vermelho), é feita a contagem de 100 espermatozoides com o auxílio de microscópio comum com aumento de 1000 vezes.

O processo acontece da seguinte forma: pipeta-se em um tubo 100 ul de sêmen; acrescentam-se a ele duas gotas de eosina; e faz-se a homogeneização da solução por 30 segundos.

Depois, acrescentam-se 4 gotas de nigrosina; faz-se nova homogeneização por 45 segundos; e executa-se um esfregaço, o qual, depois do processo de secagem, segue para uma avaliação microscópica em aumento de 1000 vezes. A forma do resultado é em porcentagem de espermatozoides vivos.

Exame citológico

O sêmen não contém apenas espermatozoides, mas também células epiteliais poligonais do trato uretral, células espermatogênicas, leucócitos e hemácias. A concentração dessas células no sêmen é avaliada na câmara de Makler, quando feita a contagem dos espermatozoides.

Se a amostra tiver concentração de leucócitos acima de 1 x 106 por ml, é fundamental verificar a existência de infecção nas glândulas sexuais acessórias. Na sequência, afastar a presença de protozoários ou fungos.

Teste hiposmótico

O teste hiposmótico tem por objetivo analisar a integridade funcional da membrana celular dos espermatozoides. Para isso, eles são imersos em solução hiposmótica. Assim que o teste se inicia, o líquido entra na célula e estabelece o equilíbrio osmótico.

A membrana dos espermatozoides, então, respondendo a esse processo, dilata-se, criando espaços líquidos na cauda dos espermatozoides. Se houver a dilatação, um inchaço, a membrana está íntegra do ponto de vista funcional, pois houve o transporte de fluidos.

Assim sendo, uma solução de 150 mOsm/l é obtida com um meio de cultura diluído em água destilada. Em seguida, coloca-se 1.0 ml da solução hiposmótica num tubo, e incuba-se na temperatura de 37º C por 10 minutos. O sêmen liquefeito num volume de 100 ul é depositado no tubo, e o conjunto incubado por 30 minutos na temperatura de 37º C.

Finalmente, retira-se uma alíquota de 10 ul da suspensão de esperma, e observa-se um mínimo de 200 espermatozoides em microscópio de fase com aumento de 200 vezes.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências