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Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a principal causa de infertilidade por anovulação ou ausência de ovulação. Tem como característica a presença de múltiplos folículos de pequeno tamanho (cistos) na parte externa dos ovários e o aumento de testosterona (hiperandrogenismo), principal hormônio masculino também produzido, habitualmente, em pequenas quantidades pelos ovários.

A anovulação é definida em situações em que não existe ovulação. Geralmente é difícil se reduzir a um único fator a etiologia exata da anovulação. O mais provável é um efeito multifatorial, com exceção dos casos graves com tumor hipofisário, anorexia nervosa ou mesmo quando da hiperprolactinemia e obesidade.

Muito importante ainda, é o fato de não haver necessidade de se determinar a etiologia exata, uma vez que o quadro clínico é suficiente para se instituir o tratamento. As principais causas estão ligadas a uma insuficiência central (hipogonadismo hipogonadotrófico), ovariana (hipogonadismo hipergonadotrófico) ou uma disfunção anovulatória (supradescrita).

Este texto explica a síndrome dos ovários policísticos (SOP), destacando as causas, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Entenda melhor a SOP

A SOP é um distúrbio hormonal bastante comum que ocorre em mulheres durante a fase reprodutiva, afetando entre 10% e 25% de todas as mulheres e entre 50% e 80% daquelas com infertilidade por causa anovulatória. Caracteriza-se pela presença de 2 dentre os 3 critérios abaixo, para mulheres sem outras doenças de base, nas adrenais ou hipófise:

O termo ‘ovários policísticos’ vem sendo utilizado devido às características observadas ao exame de ultrassonografia, nesses ovários, com aumento de volume ovariano em até cinco vezes, devido principalmente ao aumento no número de folículos em crescimento que pode variar de 20 a 100 folículos por ovário, variando de 1 a 15 mm de diâmetro.

Algumas teorias foram propostas para explicar a fisiopatologia da SOP sendo as mais comuns:

A apresentação clínica da SOP não é homogênea estando associada a uma série de manifestações como anovulação, amenorreia, irregularidades menstruais, hiperandrogenismo/ hirsutismo e obesidade.

A obesidade pode resultar em resistência à insulina (RI), condição em que as células não respondem ao hormônio, responsável por controlar a quantidade de glicose presente no sangue.

A resistência à insulina, por sua vez, afeta o desenvolvimento dos folículos (bolsas que contém os óvulos), resultando em distúrbios de ovulação, incluindo a anovulação e agravando ainda mais o quadro de hiperandrogenismo.

Entre os sintomas manifestados pela SOP estão o hirsutismo, (crescimento de pelos em locais incomuns), perda temporária de cabelo (alopecia), acne e seborreia.

Os problemas de ovulação estão associados a irregularidades menstruais (mais curtos ou longos) ou ausência de menstruação (amenorreia).

O grau de intensidade dos sintomas é diferente em cada mulher. Quando são mais graves, tendem a comprometer a qualidade de vida das portadoras, interferem na autoestima, resultando muitas vezes em transtornos emocionais, como ansiedade e depressão, levando ao afastamento social e comprometendo as relações pessoais.

Nos entanto, eles podem ser controlados na maioria dos casos, assim como a fertilidade restaurada. O diagnóstico precoce contribui para garantir maior eficácia no tratamento, por isso, é importante ficar atenta aos sintomas manifestados pela SOP.

Exames realizados para diagnosticar a SOP

O diagnóstico de SOP é feito a partir da exclusão de outras patologias que podem causar sintomas semelhantes e pela identificação dos múltiplos cistos nos ovários. Para isso, são realizados exames laboratoriais e de imagem.

Laboratoriais

Exames de imagem

Os exames de imagem ao mesmo tempo que descartam a incidência de outras patologias, confirmam a presença dos pequenos cistos, quantidade e tamanho, além de medir o volume ovariano.

Geralmente são solicitados a ultrassonografia transvaginal, que identifica os cistos e volume ovariano, a ressonância magnética (RM), quando há necessidade de uma avaliação mais detalhada.

Após os resultados diagnósticos, de acordo com o Consenso de Roterdã, evento realizado em 2003, que reuniu pesquisadores da área de medicina reprodutiva do mundo todo com o propósito de preencher diversas lacunas em relação à SOP, após o diagnóstico de exclusão, devem ser observados pelo menos 2 dos critérios abaixo:

Tratamentos indicados para SOP

A administração de anticoncepcionais orais resolve as irregularidades menstruais, e os hormônios de ação antiandrogênica inibem a manifestação de sintomas masculinos.

O tratamento indicado para mulheres com infertilidade e desejo de gravidez é a estimulação ovariana ou indução da ovulação.

O procedimento é a primeira etapa do tratamento pelas três principais técnicas de reprodução assistida, consideradas padrão para mulheres com SOP e indicadas de acordo com cada caso: utiliza medicamentos hormonais para estimular o desenvolvimento de mais folículos, obtendo, assim, mais óvulos, aumentando as chances de fecundação.

Nas técnicas de baixa complexidade, relação sexual programada (RSP) e inseminação artificial (IA), como a fecundação acontece naturalmente, nas tubas uterinas, o objetivo é obter até no máximo 3 óvulos. Ambas são indicadas para mulheres com SOP que tenham até 35 anos, idade em que os níveis da reserva ovariana ainda estão mais altos e, as tubas uterinas saudáveis.

Na fertilização in vitro (FIV), por outro lado, como a fecundação ocorre em laboratório, é indicada para mulheres com SOP acima de 36 anos, idade em que a reserva ovariana é mais baixa, e as taxas de gravidez são menores.

Nos tratamentos de baixa complexidade (RSP e IA), os percentuais de sucesso são semelhantes aos da gestação natural: entre 15% e 20% por ciclo. Já na FIV são mais expressivos: acima de 50% a cada ciclo.

O tratamento pode ser associado uma mudança no estilo de vida especialmente nas mulheres com sobrepeso com sugestão de prática de exercícios físicos com controle alimentar, redução do consumo de álcool e tabagismo. Tanto a hiperinsulinemia quanto o hiperandrogenismo podem ser reduzidos com perda de peso que deve ser maior que 5% do peso inicial.

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kelly
2 anos atrás

muito interessante

Lohana
2 anos atrás

Entao minha menstruação e muito desregulada , e eu queria tanto ter um filho , mas não consigo de jeito nenhum oque eu faço

Admin
1 ano atrás
Reply to  Lohana

Olá Lohana, tudo bem?!
A primeira situação que deve ser verificada é se esta havendo a ovulação ou não.
Normalmente mulheres com o período menstrual muito desregulado tem dificuldades em engravidar, pois não é possível prever o período fértil e direcionar a relação.
É importante você passar em consulta médica para que possa ser avaliada e se for o caso, exames investigativos sejam solicitados.
Forte abraço!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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