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Infertilidade feminina

Infertilidade feminina

Existem diversas causas de infertilidade feminina, o fator mais importante no prognóstico dos tratamentos, contudo, é certamente a idade. A idade da mulher está relacionada diretamente à quantidade e qualidade de óvulos.

As mulheres nascem com todos os óvulos que serão liberados ao longo de sua vida a cada menstruação. Assim, quanto mais idade a paciente tiver, mais velho é o seu óvulo, dificultando a ocorrência da gravidez de forma natural. No que se refere à quantidade a diminuição também é marcante: uma mulher quando ainda feto tem de 3 a 4 milhões de óvulos, ao nascer  mais ou menos 1 milhão e quando da primeira menstruação 250 a 400 mil oócitos.

A faixa etária em que a fertilidade da mulher está em seu ápice são dos 20 aos 30 anos de idade. Apenas 3,5% dos casais cujas mulheres têm menos de 25 anos de idade são inférteis. Aos 35 anos esta taxa já chega a 20% e aos 45 anos a incríveis 87%.

Aos 50 anos, praticamente todas as mulheres alcançam a infertilidade pois já chegaram a menopausa, ou estão muito perto de isso acontecer. Podemos encontrar mulheres que engravidam em idade mais avançada de maneira natural, mas são eventos raros após os 45 anos, e a taxa de abortamentos é muito alta.

Em Mulheres acima dos 45 anos a taxa de gravidez, com óvulos próprios ,é muito pequena, seja naturalmente ou utilizando as técnicas de Reprodução Assistida como a fertilização in vitro (FIV), pois os embriões formados em sua maioria não são sadios e portanto não implantam ou ocorre um aborto precoce.

Causas da infertilidade conjugal

As causas mais comuns são divididas em:

Causas da infertilidade Feminina

Todas as causas de infertilidade possuem diversos desdobramentos, logo, ter uma condição infértil não significa necessariamente que a paciente seja estéril, o mais importante é um diagnóstico preciso, que direcione o tratamento sempre de forma individual e focado na resolução dos problemas identificados no casal.

Causas Ovarianas e Ovulares

Uma das doenças que está associada com falta de ovulação é a chamada Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) em que a paciente tem ciclos irregulares, presença de vários pequenos folículos ao ultrassom, e aumento da androgenização (acne, hisrsutismo). Pode haver associação com aumento nos níveis de prolactina e alterações na tireóide.

Causas tubárias

A obstrução tubária impede a captação e o transporte do óvulo, de forma que não há possibilidade de ser fertilizado pelo espermatozóide. Eventualmente, as tubas se dilatam muito, o que é visível em exame como a videolaparoscopia ou em muitos casos na ultrassonografia. São duas as principais causas dessa alteração: a endometriose e as infecções pélvicas.

A endometriose é definida pela presença de fragmentos do endométrio fora do seu lugar de origem. Podem se localizar nas tubas, ovários, bexiga, intestino e peritônio. Sua associação com a infertilidade é sugerida devido à interferência na função tubária, mudanças nas relações anatômicas dos órgãos pélvicos e possível formação de ambiente hostil que diminuiria a possibilidade de desenvolvimento embrionário nas tubas. Muitas mulheres relatam cólicas menstruais muito fortes e dor durante as relações sexuais.

As infecções pélvicas, que, em muitos casos pode ser assintomáticas, são causadas por microorganismos que podem migrar da vagina para o útero e tubas. A reação inflamatória causada pela infecção promove a cura, mas também a formação de aderências que pode alterar o funcionamento das tubas.

Hábitos e Saúde

O hábito de fumar também afeta a fertilidade feminina. O fumo pode interferir na gametogênese ou na fertilização, na implantação do óvulo concebido ou na perda subclínica após a implantação. Assim, a mulher que deseja engravidar deve tentar parar de fumar no mínimo dois meses antes de iniciarem as tentativas. Segundo alguns estudos, a fertilidade da mulher é mais afetada pelo tabagismo que a do homem, embora este também possa enfrentar consequências negativas do fumo ao tentar ser pai.

Causas ligadas à Fertilização

Para que ocorra a fertilização, inúmeros fatores devem ocorrer em sequência e em perfeita harmonia. Dois protagonistas nessa questão são os espermatozoides e os óvulos. Em primeiro lugar, o espermatozóide deve encaixar na camada externa do óvulo ( mecanismo tipo chave e fechadura) e penetrar no interior dessa célula. Nessa ocasião, por meio de um processo que envolve os cromossomos dos dois gametas, forma-se o ovo ou zigoto que inicia uma divisão celular e formará, futuramente, o embrião. Se houver defeitos nos cromossomos ou nas outras estruturas que regulam a fusão dos dois gametas, não haverá fertilização.

Causas ligadas à implantação do embrião

A implantação é um processo complexo que culmina com a adesão e penetração do embrião na camada que reveste a cavidade uterina chamada endométrio. Esse revestimento é preparado para receber o embrião formado após a fertilização.

Os hormônios femininos são responsáveis pela preparação do endométrio, durante o ciclo menstrual. Portanto, falhas hormonais podem produzir um endométrio inadequado para a implantação.

As condições que reduzem a probabilidade de implantação são:

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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