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Gravidez entre Casais homoafetivos

Gravidez entre Casais homoafetivos

Ainda que as técnicas de reprodução assistida sejam mais conhecidas para tratamentos de problemas de fertilidade, elas também são importantes para que casais homoafetivos possam engravidar.

No Brasil, desde que a união homoafetiva foi reconhecida e qualificada como entidade familiar em 2011, o Conselho Federal de Medina (CFM), órgão que orienta as regras de reprodução assistida, ampliou a utilização das técnicas. Além de casais homoafetivos, elas também se tornaram extensivas a pessoas solteiras que desejam engravidar, independentemente de problemas de fertilidade.

O tratamento pode ser realizado a partir da utilização de duas técnicas: inseminação intrauterina (IIU), também chamada inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV), indicadas de acordo com cada caso.

Este texto explica o tratamento de casais homoafetivos femininos e masculinos, ao mesmo tempo que aborda o funcionamento das técnicas e destaca a principais regras determinadas pelo CFM.

Entenda como funciona o tratamento em cada caso

Casais homoafetivos masculinos

Os casais homoafetivos masculinos necessitam, em primeiro lugar, de uma doadora de óvulos, que, de acordo com a lei, deve ser anônima. A doadora é submetida à FIV e os óvulos doados são fecundados com os espermatozoides de um dos dois membros do casal.

A doadora de óvulos pode ser selecionada na própria clínica de reprodução assistida, de acordo com as características biológicas do casal. O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece que a doação não pode ter caráter comercial ou lucrativo, assim como doadores e receptores não podem conhecer a identidade uns dos outros. Ou seja, deverá ser anônima e voluntária.

Atualmente o método mais utilizado para a fecundação é a FIV com ICSI, em que cada espermatozoide, após ser novamente avaliado individualmente em movimento por um microscópio potente, é injetado diretamente no citoplasma do óvulo por um micromanipulador de gametas.

Os embriões que resultam desse processo são cultivados por até cinco dias em laboratório. O último passo é transferi-los para uma doadora temporária de útero, que, por determinação do CFM, deve ser, preferencialmente, mas não unicamente, parente em até quarto grau de um dos membros do casal. Mulheres não parentes podem participar como barriga solidaria, após aprovação do CRM.

De acordo com as regras do CFM, o útero pode ser cedido mãe, filhas, irmãs, tias, sobrinhas ou primas dos pacientes em tratamento. A cedente do útero, deve ser submetida a diferentes exames para confirmar a saúde dos órgãos reprodutores e a capacidade de sustentar a gestação. E, em alguns casos, pode receber medicamentos hormonais para aumentar a receptividade endometrial, fundamental para ao sucesso da implantação do embrião e, consequentemente, da gravidez.

A cessão temporária do útero, assim como a doação de óvulos, também não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.

Casais homoafetivos femininos

O processo de reprodução assistida (RA) para casais femininos é mais simples, pois não há necessidade de doação de óvulos nem útero de substituição. Assim, uma das mulheres submete-se à estimulação da ovulação e coleta dos óvulos. Esses serão inseminados por ICSI com espermatozoides de um doador anônimo e os embriões formados serão transferidos para o útero de uma das parceiras.

Os casais homoafetivos femininos também podem realizar o tratamento por inseminação artificial (IA). No entanto, a técnica é mais adequada quando a mulher que vai gerar a criança tem no máximo 35 anos. Como a fecundação acontece nas tubas uterinas, elas também devem estar pérvias.

Na FIV com ICSI e na IA, a primeira etapa do tratamento é a estimulação ovariana, procedimento realizado com o objetivo estimular o desenvolvimento de mais folículos (bolsas que armazenam os óvulos).

É realizada por medicamentos hormonais sintéticos semelhantes aos naturais. Exames de ultrassonografia periódicos permitem o acompanhamento do desenvolvimento dos folículos para determinar o momento em que eles atingem o tamanho ideal, quando são induzidos a romper para liberar óvulos maduros.

Na inseminação artificial, o ciclo é minimamente estimulado para obter até 3 óvulos enquanto na FIV, como a fecundação ocorre em laboratório, a quantidade é maior. Veja como cada técnica funciona:

Inseminação artificial: na inseminação artificial, é a mulher responsável pela gestação que deverá ser submetida à estimulação ovariana. Simultaneamente, as amostras de sêmen do doador passam pelo preparo seminal, procedimento que utiliza diferentes métodos para capacitar os espermatozoides, selecionando apenas o que possuem melhor motilidade (movimento) para a fecundação.

No momento próximo à ovulação, isto é, 34 a 36 horas após a injeção de hCG, os melhores espermatozoides são inseridos em um cateter e depositados diretamente no útero da mulher que vai gerar a criança.

Fertilização in vitro (FIV): na fertilização in vitro, a paciente que doará os óvulos será submetida à estimulação ovariana. Após a coleta dos óvulos por punção folicular, eles são inseminados com os espermatozoides doados anonimamente. Os embriões formados são posteriormente transferidos para o útero da mulher vai gerar a criança: na FIV com ICSI, a doadora também poderá ser a receptora da gestação.

A inseminação artificial proporciona taxas de sucesso semelhantes às da gestação natural: entre 15% e 20% a cada ciclo realizado. O procedimento pode ser feito por até 3 ciclos. Já na FIV com ICSI os percentuais de sucesso são em torno de 50% por ciclo.

Conheça as regras nacionais para o tratamento de casais homoafetivos

As principais regras determinadas pelo Conselho Federal de Medicina para o tratamento de casais homoafetivos são:

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Jordana
2 anos atrás

Gostaria de saber o valor e o procedimento certo pra mim somos um casal de mulheres .

Admin
1 ano atrás
Reply to  Jordana

Olá Jordana, que bom receber sua mensagem!
Por favor, entre em contato com a clínica para que possamos lhe dar toda a orientação necessária.
Existem algumas possibilidades que precisa ser explicadas.
Por favor, entre em contato com a clinica por telefone.(031) 2102-6363
Forte abraço!

Larissa
6 meses atrás

Olá, Bom dia! Vocês fazem o método ROPA?

Editor
Clínica Origen
5 meses atrás
Reply to  Larissa

Olá, Larissa. A resposta é sim! O método ROPA é realizado através da Fertilização in Vitro (FIV). Uma mulher fornece os óvulos, e estes são inseminados com os espermatozoides doados anonimamente.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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