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FIV e hCG: qual a relação?

FIV e hCG: qual a relação?

O sistema endócrino produz diversos hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo. Cada um deles possui uma função importante, como controlar o nível de glicose (insulina) ou preparar o seu corpo para a ação (adrenalina). Quando falamos sobre função reprodutiva, não podemos deixar de citar o hCG, especialmente, na fertilização in vitro (FIV).

O hCG começa a ser produzido quando a mulher engravida, por isso, é conhecido como o hormônio da gravidez. Ele também pode ser utilizado nas técnicas de reprodução assistida na etapa de indução da ovulação e maturação dos óvulos.

Nessa etapa, a paciente recebe medicamentos hormonais para desenvolver um número maior de folículos ovarianos. Na fertilização in vitro, a estimulação ovariana é uma das etapas mais importantes do processo, que é finalizado com a administração do hCG.

Neste artigo, vamos nos aprofundar sobre o uso do hCG na FIV. Continue a leitura e confira!

Qual é a função do hormônio hCG?

O hCG é o hormônio da gonadotrofina coriônica humana e, no contexto da reprodução assistida, ele é utilizado na forma de medicamentos e de forma natural, sendo produzido pelo corpo feminino. A sua produção está diretamente relacionada com o ciclo menstrual. Ele é produzido pelas células da placenta quando a mulher engravida, para manter a gestação.

Em ciclos de FIV, sua função é estimular o amadurecimento dos óvulos pela retomada da meiose.

Na reprodução assistida, o hCG é utilizado em todas as técnicas, principalmente, na fertilização in vitro.

Qual é a relação entre o hCG e a FIV?

O hCG desempenha um papel de destaque durante o tratamento da FIV em dois momentos: na estimulação ovariana e na confirmação da gravidez. A seguir, vamos mostrar como o hCG atua na FIV.

hCG na estimulação ovariana

O hCG é utilizado como indutor da ovulação, ou seja, o seu papel é induzir o amadurecimento dos óvulos antes da sua coleta.

Durante a estimulação ovariana a paciente faz ultrassonografias seriadas para verificar o crescimento dos folículos ovarianos. Quando eles atingirem o tamanho ideal, uma dose de hCG é administrada para induzir o amadurecimento dos óvulos.

Ele também é utilizado nas demais técnicas de reprodução assistida — a relação sexual programada e a inseminação artificial — para induzir a ovulação, isto é, a ruptura folicular para que haja liberação dos óvulos, além do amadurecimento deles.

Na FIV, quanto mais folículos ovarianos, melhor. Cerca de 36 horas após a administração do hCG, os folículos ovarianos da paciente são coletados e os óvulos são preparados para a fecundação.

Ela ocorre em laboratório e, após alguns dias de observação, os embriões viáveis são transferidos para o útero da paciente para serem implantados no endométrio, encerrando o ciclo da FIV.

hCG no teste de gravidez

O hCG — mais precisamente uma parte dele chamado beta hCG — é muito conhecido como o hormônio que indica a gravidez. Como já abordamos, ele é produzido naturalmente por células que dão origem à placenta durante a gestação.

Ele começa a ser produzido após a implantação. O hCG aumenta ao longo do primeiro trimestre da gestação (os níveis aumentam a cada semana), estabilizando a partir do segundo. Por isso, os sintomas são mais intensos no começo da gestação.

Cerca de 14 dias após a punção folicular, a paciente pode fazer o teste de gravidez para confirmar o sucesso da FIV. O teste verifica a presença do hCG, que pode ser detectada por exames de sangue ou de urina.

Dois momentos definem a relação que ocorre entre o hCG e a FIV: a estimulação ovariana e o teste de gravidez. Durante o tratamento da fertilização in vitro, a paciente recebe uma dose do hormônio hCG para induzir o amadurecimento dos óvulos.

Cerca de 9 a 12 dias após a transferência dos embriões, o casal pode realizar o teste de gravidez. O resultado depende da concentração de hCG presente no sangue ou na urina da mulher (de acordo com o tipo de exame realizado).

Neste artigo, mostramos como o hCG está presente no processo da FIV. Para saber mais sobre a técnica de reprodução assistida com maior taxa de sucesso, confira o nosso material sobre a fertilização in vitro!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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