Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Beta-hCG: como funciona o exame?

Beta-hCG: como funciona o exame?

Com o atraso menstrual ou, ao sentir os primeiros sinais de gestação, é muito comum a compra de testes de gravidez em farmácia, capazes de detectar a presença do beta-hCG, um hormônio da gonadotrofina coriônica humana (hCG), que tem relação exclusiva com a nidação.

Entender o sistema endócrino é importante para compreender a função dos hormônios, substâncias produzidas por glândulas e liberadas na corrente sanguínea, onde agem, com o sistema nervoso, na funcionalidade dos órgãos, coordenação dos processos fisiológicos em resposta a fatores externos e na manutenção do equilíbrio interno.

O sistema endócrino, portanto, é de suma importância para o corpo humano, pois controla diversas funções do organismo. No contexto gestacional, os hormônios folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH) e luteotrofina ou prolactina (LTH), por exemplo, desempenham papel fundamental na espermatogênese, ovulação e no desenvolvimento das mamas, além de controlar as gônadas, onde são produzidos a testosterona, progesterona e o estrogênio.

Quando o embrião se implanta na parede uterina (nidação), rapidamente libera hCG no organismo para manter o corpo-lúteo e, por esse motivo, o beta-hCG é um bom marcador para testes de gravidez.

Neste texto, encontram-se mais informações sobre o hormônio, o exame e problemas de infertilidade. Se você possui dúvidas sobre o procedimento, acompanhe a leitura.

O que é o beta-hCG?

O beta-hCG é um pequeno componente do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), específico para a gravidez. Quando o hCG é liberado no organismo, a gestante costuma sentir os primeiros sintomas da gestação, como sensibilidade nos seios, náuseas, fadiga e emoções elevadas.

Esse hormônio é produzido pelas células do embrião para manter o corpo-lúteo, que tem como função principal garantir a manutenção da gestação. O exame de beta-hCG, nesse contexto, consegue detectar a substância no organismo e indicar a gravidez, além de ser útil como diagnóstico, na investigação de algum problema.

Os níveis do hormônio aumentam progressivamente nos primeiros três meses de gravidez, quando se estabilizam ou diminuem. No entanto, nas duas primeiras semanas, o beta-hCG pode estar em níveis baixos, não detectáveis por exames de gravidez. Assim, sugere-se que o exame seja realizado após uma ou duas semanas de atraso na menstruação, para mulheres com ciclo regular, quando houver suspeita de gravidez.

Como o beta-hCG é realizado?

O hCG pode ser detectado na urina e no sangue de uma gestante e, portanto, o exame de gravidez pode ser realizado tanto pelo método de farmácia quanto em laboratório — mas há uma diferença. O primeiro é apenas qualitativo, indicando a ocorrência ou não da gestação, enquanto o segundo indica os níveis de beta-hCG no organismo e, portanto, é mais fidedigno.

O teste de farmácia é aplicado com auxílio de uma espécie de caneta com sensor, que deve ser inserida em um pequeno frasco com a primeira urina do dia, para uma maior precisão. Após cinco minutos de leitura, o dispositivo indica, com cerca de 98% de eficácia, a existência ou inexistência de gravidez, por meio de uma sinalização descrita no manual que o acompanha.

Os exames de farmácia podem ser aplicados desde o primeiro dia de atraso menstrual, mas, pelo motivo citado, não é recomendado que seja realizado antes de uma semana, sob risco de falso negativo.

A confiabilidade dos testes de farmácia é alta, no entanto, quando o resultado for negativo, faz-se necessário repetir a avaliação em alguns dias ou procurar um laboratório, pois os níveis de beta-hCG na urina podem ainda estar baixos, o que não conclui a inexistência de gravidez.

O exame por teste de sangue, por sua vez, pode ser efetuado a partir do segundo dia de atraso, em laboratório, embora seja interessante realizá-lo após duas semanas. A avaliação indica os níveis de beta-hCG no organismo, que, em mulheres grávidas, é de 5 mlU/ml ou mais e, portanto, mais preciso.

Qual a relação do hCG com métodos de reprodução assistida?

A função do hCG, como dito, é manter o corpo-lúteo e, portanto, tem relação íntima com a fertilidade feminina. Um dos objetivos da estrutura, afinal, é liberar progesterona, hormônio essencial para a implantação embrionária e manutenção da gestação.

Quando o beta-hCG está em valores baixos para o período da gestação, existe a indicação de um possível problema ou até de um aborto, já que seus níveis aumentam progressivamente.

Existe ainda, naturalmente, uma relação entre o hCG e métodos de reprodução assistida. O hormônio pode ser administrado em ciclos de estimulação ovariana durante a FIV (fertilização in vitro) ou a inseminação artificial (IA). Esse procedimento pode fazer com que testes de farmácia acusem falso positivo, quando ainda não há a gravidez, embora a substância seja detectada na urina.

O beta-hCG é uma subunidade, exclusiva para a gestação, presente na formação do hCG. Sua liberação no organismo ocorre quando o embrião se conecta à parede uterina e, por isso, o exame consegue detectar os níveis do hormônio na urina ou no sangue e indicar a gravidez. Para um resultado mais preciso, sugere-se que o teste seja realizado após duas semanas de atraso na menstruação, para mulheres com ciclo regular.

Você acredita que este artigo é útil para outras pessoas? Então compartilhe-o em suas redes sociais e ajude a levar a informação adiante.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x