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Beta-hCG: como funciona o exame?

Beta-hCG: como funciona o exame?

Com o atraso menstrual ou, ao sentir os primeiros sinais de gestação, é muito comum a compra de testes de gravidez em farmácia, capazes de detectar a presença do beta-hCG, um hormônio da gonadotrofina coriônica humana (hCG), que tem relação exclusiva com a nidação.

Entender o sistema endócrino é importante para compreender a função dos hormônios, substâncias produzidas por glândulas e liberadas na corrente sanguínea, onde agem, com o sistema nervoso, na funcionalidade dos órgãos, coordenação dos processos fisiológicos em resposta a fatores externos e na manutenção do equilíbrio interno.

O sistema endócrino, portanto, é de suma importância para o corpo humano, pois controla diversas funções do organismo. No contexto gestacional, os hormônios folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH) e luteotrofina ou prolactina (LTH), por exemplo, desempenham papel fundamental na espermatogênese, ovulação e no desenvolvimento das mamas, além de controlar as gônadas, onde são produzidos a testosterona, progesterona e o estrogênio.

Quando o embrião se implanta na parede uterina (nidação), rapidamente libera hCG no organismo para manter o corpo-lúteo e, por esse motivo, o beta-hCG é um bom marcador para testes de gravidez.

Neste texto, encontram-se mais informações sobre o hormônio, o exame e problemas de infertilidade. Se você possui dúvidas sobre o procedimento, acompanhe a leitura.

O que é o beta-hCG?

O beta-hCG é um pequeno componente do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), específico para a gravidez. Quando o hCG é liberado no organismo, a gestante costuma sentir os primeiros sintomas da gestação, como sensibilidade nos seios, náuseas, fadiga e emoções elevadas.

Esse hormônio é produzido pelas células do embrião para manter o corpo-lúteo, que tem como função principal garantir a manutenção da gestação. O exame de beta-hCG, nesse contexto, consegue detectar a substância no organismo e indicar a gravidez, além de ser útil como diagnóstico, na investigação de algum problema.

Os níveis do hormônio aumentam progressivamente nos primeiros três meses de gravidez, quando se estabilizam ou diminuem. No entanto, nas duas primeiras semanas, o beta-hCG pode estar em níveis baixos, não detectáveis por exames de gravidez. Assim, sugere-se que o exame seja realizado após uma ou duas semanas de atraso na menstruação, para mulheres com ciclo regular, quando houver suspeita de gravidez.

Como o beta-hCG é realizado?

O hCG pode ser detectado na urina e no sangue de uma gestante e, portanto, o exame de gravidez pode ser realizado tanto pelo método de farmácia quanto em laboratório — mas há uma diferença. O primeiro é apenas qualitativo, indicando a ocorrência ou não da gestação, enquanto o segundo indica os níveis de beta-hCG no organismo e, portanto, é mais fidedigno.

O teste de farmácia é aplicado com auxílio de uma espécie de caneta com sensor, que deve ser inserida em um pequeno frasco com a primeira urina do dia, para uma maior precisão. Após cinco minutos de leitura, o dispositivo indica, com cerca de 98% de eficácia, a existência ou inexistência de gravidez, por meio de uma sinalização descrita no manual que o acompanha.

Os exames de farmácia podem ser aplicados desde o primeiro dia de atraso menstrual, mas, pelo motivo citado, não é recomendado que seja realizado antes de uma semana, sob risco de falso negativo.

A confiabilidade dos testes de farmácia é alta, no entanto, quando o resultado for negativo, faz-se necessário repetir a avaliação em alguns dias ou procurar um laboratório, pois os níveis de beta-hCG na urina podem ainda estar baixos, o que não conclui a inexistência de gravidez.

O exame por teste de sangue, por sua vez, pode ser efetuado a partir do segundo dia de atraso, em laboratório, embora seja interessante realizá-lo após duas semanas. A avaliação indica os níveis de beta-hCG no organismo, que, em mulheres grávidas, é de 5 mlU/ml ou mais e, portanto, mais preciso.

Qual a relação do hCG com métodos de reprodução assistida?

A função do hCG, como dito, é manter o corpo-lúteo e, portanto, tem relação íntima com a fertilidade feminina. Um dos objetivos da estrutura, afinal, é liberar progesterona, hormônio essencial para a implantação embrionária e manutenção da gestação.

Quando o beta-hCG está em valores baixos para o período da gestação, existe a indicação de um possível problema ou até de um aborto, já que seus níveis aumentam progressivamente.

Existe ainda, naturalmente, uma relação entre o hCG e métodos de reprodução assistida. O hormônio pode ser administrado em ciclos de estimulação ovariana durante a FIV (fertilização in vitro) ou a inseminação artificial (IA). Esse procedimento pode fazer com que testes de farmácia acusem falso positivo, quando ainda não há a gravidez, embora a substância seja detectada na urina.

O beta-hCG é uma subunidade, exclusiva para a gestação, presente na formação do hCG. Sua liberação no organismo ocorre quando o embrião se conecta à parede uterina e, por isso, o exame consegue detectar os níveis do hormônio na urina ou no sangue e indicar a gravidez. Para um resultado mais preciso, sugere-se que o teste seja realizado após duas semanas de atraso na menstruação, para mulheres com ciclo regular.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências