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O que é receptividade endometrial?

O que é receptividade endometrial?

Durante o ciclo menstrual, a mulher experimenta diversas mudanças em seu aparelho reprodutor, devido a ações de hormônios, e a receptividade endometrial muda de acordo com a fase.

Este texto explica melhor esse processo tão fundamental para a reprodução humana. Se você pretende ter um bebê, seja por meio natural ou via reprodução assistida, acompanhe o artigo e entenda o que é receptividade endometrial, quais elementos podem alterá-la, por que é essencial para a fertilidade e como a medicina ajuda a solucionar falhas de implantação.

O que é receptividade endometrial?

A receptividade endometrial está relacionada à condição do endométrio de receber um embrião, etapa essencial para o início da gestação.

Durante o ciclo menstrual, essa parede se torna mais espessa e vascularizada, sob ação hormonal, o que possibilita que a camada aceite essa fixação. Esse estado permanece por apenas alguns dias, período conhecido como “janela de implantação”.

Em um intervalo de tempo de cerca de 3 dias, o endométrio está mais receptivo para receber o embrião.

No entanto, essa regra não se aplica a todas às mulheres. Uma “janela de implantação deslocada”, isto é, quando a receptividade endometrial acontece dias antes ou depois do previsto, pode influenciar negativamente as chances de uma nidação (implantação embrionária) bem-sucedida — inclusive em tratamentos com reprodução assistida.

Por que a receptividade endometrial é importante para a gestação?

A nidação marca o início da gravidez. Após a implantação das células embrionárias no endométrio, forma-se a placenta, desenvolve-se o feto e, posteriormente, cresce o bebê. Essas são, portanto, etapas essenciais para o sucesso da gestação.

Se o embrião chega à camada interna uterina em um momento de não receptividade, a chance de a gravidez acontecer é menor. Isto significa que, mesmo após fecundação bem-sucedida, a gestação não começa e o embrião é absorvido.

Por isso, na FIV (fertilização in vitro), realiza-se a sincronização para o melhor momento da transferência dos embriões.

O que pode afetar a receptividade endometrial?

Algumas condições podem aumentar a probabilidade de uma “janela de implantação deslocada” e geralmente a causa está em um desequilíbrio hormonal. Afinal, se o ciclo menstrual é controlado por hormônios, se não há secreção de estrogênio e progesterona, por exemplo, não acontece o aumento na espessura do endométrio.

A receptividade endometrial representa, como esclarecido ao longo do texto, o momento ideal em que a camada interna do útero está mais espessa e, portanto, preparada para receber o embrião e dar início a uma gestação.

Se você quiser entender melhor como funciona a técnica em que a criopreservação de embriões é possível, leia a página sobre a FIV (fertilização in vitro).

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências