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Ciclo menstrual: o que é e quais são suas fases?

Ciclo menstrual: o que é e quais são suas fases?

Como tudo o que acontece no corpo humano, a fertilidade é um processo complexo, que depende de diversos fatores ligados ao organismo da mulher ou do homem. Especificamente no caso da fertilidade feminina, esse processo está diretamente ligado ao ciclo menstrual.

O início de cada ciclo é marcado pelo primeiro dia da menstruação. É nesse momento que a superfície do endométrio (mucosa que reveste o interior do útero) começa a se descamar e é eliminada pelo corpo, na forma de sangramento vaginal. Isso ocorre porque o endométrio havia se preparado para receber um embrião, porém isso não aconteceu.

Portanto, o ciclo menstrual tem por objetivo preparar o corpo da mulher para uma gravidez. Neste texto, vamos falar sobre cada uma das fases desse ciclo e como elas influenciam na fertilidade da mulher. Boa leitura!

Quais são as fases do ciclo menstrual

 

Estamos mais acostumados a pensar em ciclo menstrual quando falamos de menstruação e, por isso, pode-se pensar que ele acontece uma vez por mês. Porém, na verdade, ele é um processo contínuo, com fases bem definidas, que têm funções específicas para garantir o bom funcionamento do aparelho reprodutor feminino e a fertilidade da mulher.

Assim que a última fase se encerra, tem início a primeira etapa do ciclo seguinte e assim por diante. Conheça cada uma dessas etapas:

1. Fase folicular

Os óvulos, gametas femininos necessários para a reprodução humana, encontram-se dentro dos folículos ovarianos, que são pequenas bolsas repletas de líquido, presentes nos ovários desde o nascimento da mulher. Quando a menina chega à puberdade e têm início os ciclos menstruais, esses folículos começam a crescer para permitir a liberação dos óvulos no momento adequado.

A primeira etapa do ciclo menstrual, a fase folicular, é justamente o momento em que os folículos começam a crescer. Ela tem início no primeiro dia da menstruação, quando o corpo percebe que não houve gravidez no ciclo anterior, os níveis de estrogênio e progesterona baixam e o endométrio passa a ser eliminado na forma de sangramento menstrual.

Durante a fase folicular, a hipófise, glândula localizada na parte inferior do cérebro, produz o hormônio folículo-estimulante (FSH), que estimula o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Com o passar dos dias, a produção do FSH diminui e somente um folículo continua a crescer, com um óvulo em seu interior, e passa a produzir estrogênio. Em seguida, aumenta também a produção do hormônio luteinizante (LH), que desencadeará a fase seguinte do ciclo.

2. Fase ovulatória

A fase ovulatória começa quando o LH chega ao seu pico, fazendo com que o folículo que mais se desenvolveu na fase folicular se rompa, liberando o óvulo que estava em seu interior. O óvulo é captado pela trompa de falópio (ou tuba uterina), onde pode vir a ser fecundado por um espermatozoide. Esse é o chamado período fértil da mulher, ou seja, quando é maior a probabilidade de ela engravidar caso tenha relação sexual sem o uso de nenhum método contraceptivo.

A ovulação ocorre na metade do ciclo menstrual, por volta do 14º dia, nas mulheres que têm ciclos de 28 dias. Nessa fase, algumas mulheres percebem sinais de que está ocorrendo a ovulação, como uma dor leve ou desconforto em um dos lados do baixo ventre, aumento da libido e presença de muco cervical transparente aumentado, semelhante à clara de ovo.

3. Fase lútea

O folículo que se rompeu para liberar o óvulo na fase ovulatória passa a se chamar corpo-lúteo, uma estrutura que passa a produzir progesterona. Esse hormônio é responsável por preparar o endométrio para que o embrião possa se implantar e iniciar uma gravidez. Nessa fase aumenta também a concentração de estrogênio, que ajuda a preparar o endométrio.

Caso a fecundação não aconteça, o corpo-lúteo se degenera e os níveis de progesterona e estrogênio caem. É nesse momento que o endométrio começa a se desprender das paredes do útero e são eliminadas pela menstruação, dando início a um novo ciclo.

Ciclos regulares e irregulares

Um ciclo menstrual tem, em média, 28 dias. Essa duração pode variar de uma mulher para outra e mesmo em uma mesma mulher, a cada ciclo. São considerados regulares os ciclos que variam de 21 a 35 dias. Caso os intervalos entre um e outro sejam menores ou maiores do que esses, a menstruação é considerada irregular e, nesse caso, é importante procurar um médico para investigar as causas.

Alterações do ciclo menstrual

Um ciclo menstrual alterado pode ser um indicativo de problemas de fertilidade. Por isso, é importante ficar atenta e conhecer os principais distúrbios. Veja alguns deles abaixo:

Neste texto procuramos mostrar o papel do ciclo menstrual para a fertilidade feminina e a importância da sua regularidade para o bom funcionamento do aparelho reprodutor da mulher.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências