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Afinal, os tratamentos de câncer podem levar à infertilidade?

Afinal, os tratamentos de câncer podem levar à infertilidade?

Anualmente, milhares de pessoas em idade reprodutiva são diagnosticadas com câncer. Para esses pacientes, os tratamentos de câncer representam uma ótima alternativa para a cura. Entretanto, em muitos casos, o tratamento pode levar à perda da capacidade reprodutiva.

Com o avançar do tratamento e os resultados positivos, surgem novos planos e dúvidas. O temor da infertilidade e o objetivo da paternidade e da maternidade ganham importância.

Neste artigo, vamos explicar se esses tratamentos afetam a fertilidade e quais as opções para os pacientes após o câncer.

Câncer e fertilidade

O câncer não torna o paciente estéril, a menos que tenha comprometido os órgãos reprodutores. Entretanto, tratamentos como a quimioterapia, radioterapia e alguns tipos de cirurgia podem levar à infertilidade.

Essa condição pode ser reversível com o tempo, e a retomada da fertilidade precisa ser analisada caso a caso. Ela depende de fatores como tipo de câncer, idade do paciente, sua capacidade reprodutiva antes de iniciar o tratamento, entre outros.

É importante que, antes de iniciar o tratamento contra o câncer, sejam também discutidas estratégias para preservar a capacidade reprodutiva.

Quimioterapia versus infertilidade

A quimioterapia tem efeitos sistêmicos, afetando o corpo inteiro. Os medicamentos utilizados nesse tratamento destroem as células que se reproduzem rápido como as do câncer.

As células germinativas que originam os óvulos e espermatozoides também são atingidas. Muitos quimioterápicos afetam os gametas.

Os medicamentos mais associados à infertilidade são aqueles usados nos tratamentos de leucemia, linfoma, câncer de próstata, mama e ovário. A gravidade dessa infertilidade varia de acordo com o quimioterápico, com as doses administradas e com a idade da mulher.

Radioterapia versus infertilidade

Por se tratar de um tratamento localizado, os seus efeitos são mais restritos. Somente a aplicação da radiação na pelve pode afetar a fertilidade da paciente.

Nos homens, a radiação pode levar da diminuição até a parada completa da produção de espermatozoides. Já nas mulheres, a radioterapia aplicada na pelve pode causar a falência dos ovários, podendo acarretar menopausa precoce.

Cirurgia versus infertilidade

Em alguns tipos de câncer, o tratamento indicado é a retirada cirúrgica dos ovários (mulheres) ou testículos (homens). Essas cirurgias levam a uma perda definitiva da capacidade reprodutiva

Preservação da fertilidade feminina

Antes de iniciar o tratamento, o médico deve conversar com o paciente sobre as alternativas — quimioterapia ou radioterapia — e os modos de preservar a fertilidade. No caso das mulheres, uma das opções mais indicadas tem sido o congelamento ou criopreservação de óvulos.

Essa técnica consiste na retirada de óvulos maduros, prontos para serem fecundados, que serão congelados em nitrogênio líquido, geralmente pela técnica de vitrificação ou congelamento ultrarrápido. Isso permite a utilização desses óvulos em procedimentos como a FIV (fertilização in vitro) após o tratamento do câncer e a recuperação do paciente.

Outra opção é a criopreservação dos embriões. Semelhante à técnica anterior, os óvulos são coletados quando maduros. Contudo, antes de serem congelados, eles são fecundados por ICSI ou pelo processo clássico de FIV com espermatozoides do parceiro da mulher ou de banco de sêmen.

A criopreservação do tecido ovariano pode ser indicada quando a paciente precisa começar imediatamente o tratamento contra o câncer ou quando a retirada dos ovários é indicada. Nesses casos, é possível reimplantar o tecido ovariano mais tarde. No entanto, essa técnica ainda está em fase experimental, portanto não há comprovação científica de seu sucesso.

Preservação da fertilidade masculina

A capacidade reprodutiva dos homens pode ser preservada mediante a coleta e a criopreservação do esperma. A coleta das amostras de sêmen é feita por masturbação pelo próprio paciente em ambiente preparado para tal fim ou por meio de recuperação espermática.

O número de amostras necessárias varia de acordo com a qualidade e a quantidade de espermatozoides presentes no sêmen. Também é testada a viabilidade dessas células após os processos de criopreservação e descongelamento. O processo de congelamento é o mesmo utilizado para os óvulos.

Há, ainda, a possibilidade de coleta e criopreservação do tecido testicular. No entanto, assim como no caso dos ovários, essa técnica está em estágio experimental e não tem resultados comprovados.

O diagnóstico de câncer suscita muitas dúvidas e temores nos pacientes. Aquelas relacionadas com a capacidade de ter filhos no futuro precisam ser abordadas antes do início do tratamento de câncer.

Sem dúvida, a integração entre as equipes médicas oncológica e de reprodução assistida é fundamental nesse momento.

Continue acompanhando-nos nas redes sociais (Facebook e Instagram) e mantenha-se informado sobre o que há de mais moderno em reprodução assistida.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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