Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Afinal, os tratamentos de câncer podem levar à infertilidade?

Afinal, os tratamentos de câncer podem levar à infertilidade?

Anualmente, milhares de pessoas em idade reprodutiva são diagnosticadas com câncer. Para esses pacientes, os tratamentos de câncer representam uma ótima alternativa para a cura. Entretanto, em muitos casos, o tratamento pode levar à perda da capacidade reprodutiva.

Com o avançar do tratamento e os resultados positivos, surgem novos planos e dúvidas. O temor da infertilidade e o objetivo da paternidade e da maternidade ganham importância.

Neste artigo, vamos explicar se esses tratamentos afetam a fertilidade e quais as opções para os pacientes após o câncer.

Câncer e fertilidade

O câncer não torna o paciente estéril, a menos que tenha comprometido os órgãos reprodutores. Entretanto, tratamentos como a quimioterapia, radioterapia e alguns tipos de cirurgia podem levar à infertilidade.

Essa condição pode ser reversível com o tempo, e a retomada da fertilidade precisa ser analisada caso a caso. Ela depende de fatores como tipo de câncer, idade do paciente, sua capacidade reprodutiva antes de iniciar o tratamento, entre outros.

É importante que, antes de iniciar o tratamento contra o câncer, sejam também discutidas estratégias para preservar a capacidade reprodutiva.

Quimioterapia versus infertilidade

A quimioterapia tem efeitos sistêmicos, afetando o corpo inteiro. Os medicamentos utilizados nesse tratamento destroem as células que se reproduzem rápido como as do câncer.

As células germinativas que originam os óvulos e espermatozoides também são atingidas. Muitos quimioterápicos afetam os gametas.

Os medicamentos mais associados à infertilidade são aqueles usados nos tratamentos de leucemia, linfoma, câncer de próstata, mama e ovário. A gravidade dessa infertilidade varia de acordo com o quimioterápico, com as doses administradas e com a idade da mulher.

Radioterapia versus infertilidade

Por se tratar de um tratamento localizado, os seus efeitos são mais restritos. Somente a aplicação da radiação na pelve pode afetar a fertilidade da paciente.

Nos homens, a radiação pode levar da diminuição até a parada completa da produção de espermatozoides. Já nas mulheres, a radioterapia aplicada na pelve pode causar a falência dos ovários, podendo acarretar menopausa precoce.

Cirurgia versus infertilidade

Em alguns tipos de câncer, o tratamento indicado é a retirada cirúrgica dos ovários (mulheres) ou testículos (homens). Essas cirurgias levam a uma perda definitiva da capacidade reprodutiva

Preservação da fertilidade feminina

Antes de iniciar o tratamento, o médico deve conversar com o paciente sobre as alternativas — quimioterapia ou radioterapia — e os modos de preservar a fertilidade. No caso das mulheres, uma das opções mais indicadas tem sido o congelamento ou criopreservação de óvulos.

Essa técnica consiste na retirada de óvulos maduros, prontos para serem fecundados, que serão congelados em nitrogênio líquido, geralmente pela técnica de vitrificação ou congelamento ultrarrápido. Isso permite a utilização desses óvulos em procedimentos como a FIV (fertilização in vitro) após o tratamento do câncer e a recuperação do paciente.

Outra opção é a criopreservação dos embriões. Semelhante à técnica anterior, os óvulos são coletados quando maduros. Contudo, antes de serem congelados, eles são fecundados por ICSI ou pelo processo clássico de FIV com espermatozoides do parceiro da mulher ou de banco de sêmen.

A criopreservação do tecido ovariano pode ser indicada quando a paciente precisa começar imediatamente o tratamento contra o câncer ou quando a retirada dos ovários é indicada. Nesses casos, é possível reimplantar o tecido ovariano mais tarde. No entanto, essa técnica ainda está em fase experimental, portanto não há comprovação científica de seu sucesso.

Preservação da fertilidade masculina

A capacidade reprodutiva dos homens pode ser preservada mediante a coleta e a criopreservação do esperma. A coleta das amostras de sêmen é feita por masturbação pelo próprio paciente em ambiente preparado para tal fim ou por meio de recuperação espermática.

O número de amostras necessárias varia de acordo com a qualidade e a quantidade de espermatozoides presentes no sêmen. Também é testada a viabilidade dessas células após os processos de criopreservação e descongelamento. O processo de congelamento é o mesmo utilizado para os óvulos.

Há, ainda, a possibilidade de coleta e criopreservação do tecido testicular. No entanto, assim como no caso dos ovários, essa técnica está em estágio experimental e não tem resultados comprovados.

O diagnóstico de câncer suscita muitas dúvidas e temores nos pacientes. Aquelas relacionadas com a capacidade de ter filhos no futuro precisam ser abordadas antes do início do tratamento de câncer.

Sem dúvida, a integração entre as equipes médicas oncológica e de reprodução assistida é fundamental nesse momento.

Continue acompanhando-nos nas redes sociais (Facebook e Instagram) e mantenha-se informado sobre o que há de mais moderno em reprodução assistida.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências