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Criopreservação de Óvulos: por que eu devo congelar meus óvulos?

Criopreservação de Óvulos: por que eu devo congelar meus óvulos?

As mulheres vêm, cada vez mais, ocupando o mercado de trabalho e em 2016 já estavam ocupando 44% dos postos existentes no Brasil. Por trás desses números há alguns efeitos secundários importantes a serem analisados.

Uma das consequências é que a mulher está demorando mais tempo para ter filhos.

A má notícia é que elas nascem com um número definido de óvulos, o que significa que são finitos e têm prazo de validade preestabelecido pela própria genética individual.

A boa noticia é que hoje podemos contar com a criopreservação de óvulos, e isso não altera em nada a qualidade com que foram congelados.

Neste artigo, você saberá mais sobre essa técnica que vem se tornando cada vez mais presente na vida de diversas mulheres ao redor do mundo. Vamos lá?

O que é a criopreservação?

A criopreservação é uma forma de preservar células em temperaturas muito baixas, mais especificamente a 196ºC negativos. É uma maneira de conservar os óvulos por um determinado período de tempo, para que eles possam ser utilizados no futuro.

O primeiro bebê que nasceu de um embrião criopreservado foi na década de 80, portanto é uma técnica utilizada há muito tempo e já consagrada pela medicina.

Como é realizada a criopreservação de óvulos?

A primeira coisa é procurar por um médico especialista na área, que sanará todas as suas dúvidas e realizará os exames necessários antes de fazer a criopreservação.

Essa análise identificará sua reserva de óvulos e indicará o seu tratamento.

É realizada uma indução de ovulação para que vários folículos se desenvolvam e vários óvulos possam ser coletados, por aspiração folicular. É um procedimento simples e rápido, que dura cerca de 5 a 15 minutos e requer sedação.

Após a identificação dos óvulos, adiciona-se um solução crioprotetora, para que não ocorra a formação de cristais de gelo dentro deles que poderiam lesar tanto o citoplasma, a membrana ou o núcleo. Em seguida, os mesmos são levados ao nitrogênio líquido, em um processo chamado de vitrificação. Esse congelamento apresenta resultados de gravidez similares aos obtidos com óvulos frescos,

Quais os benefícios da criopreservação?

1. Melhor planejamento

Para que a criança, ao nascer, encontre um ambiente saudável, é essencial que ocorra um bom planejamento familiar, não só financeiro, mas também emocional.

2. Sem pressa para engravidar

A qualidade dos óvulos vai se modificando desde o nascimento e, a partir dos 35 anos, essa mudança levam a uma diminuição na chance de gravidez. Com a criopreservação, não é necessário ter pressa ou ficar excessivamente preocupada por não poder engravidar por conta da idade.

A mulher pode não ter o desejo ou condições de engravidar antes dos 35 anos. Com os óvulos congelados, nada impede que isso seja feito um pouco mais tarde, com a ideia já amadurecida e de forma muito mais tranquila.

3. Ocorre uma seleção de óvulos

É feito uma seleção com os óvulos com maiores chances de fecundar quando realizado o procedimento. Essa seleção influencia diretamente na taxa de sucesso.

Além disso, o médico também prepara o útero e através de exames identifica qual é o melhor momento para que o procedimento seja realizado.

No entanto é importante sempre ter em mente que não existe uma garantia de sucesso com o congelamento de óvulos. Esse procedimento aumenta  significativamente a chance de ser mãe quando a mulher achar seu momento ideal. As taxas de gravidez dependem da idade, quantidade e qualidade  dos óvulos sendo similares as obtidas com a FIV. Sempre converse com a equipe médica sobre as probabilidades de conseguir o objetivo final que é o “bebê em casa”.

Quer saber mais sobre a criopreservação de óvulos? Então confira o nosso post sobre congelamento de óvulos e de embriões e aproveite para tirar todas as suas dúvidas!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências