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Contagem de folículos antrais: como é feito o exame?

Contagem de folículos antrais: como é feito o exame?

A contagem de folículos antrais é uma das principais formas de se avaliar a reserva folicular. Para entender por que, é preciso primeiro compreender o papel dos ovários no organismo da mulher.

Os ovários, órgãos de forma ovoide do aparelho reprodutor feminino, são essenciais para a fertilidade. Os ovários são formados ainda na fase intrauterina, quando a menina está se desenvolvendo dentro do útero da mãe. Nesse momento são formados também os folículos ovarianos. Eles são pequenas bolsas de líquido dentro das quais estão os óvulos.

Quando a menina nasce, portanto, ela já tem nos ovários cerca de 1 milhão de oócitos. Esse “pool” de óvulos presentes nos ovários é chamado de reserva ovariana. A reserva ovariana sofre uma diminuição até a menarca (primeira menstruação, ocorrida na puberdade), quando a menina tem cerca de 300 mil folículos.

A partir da menarca, começam os ciclos menstruais, que continuam até o fim da vida fértil da mulher, o que acontece por volta dos 50 anos de idade, quando ocorre a menopausa (última menstruação).

Ao longo desse período, a cada ciclo, uma certa quantidade de folículos ovarianos fica disponível para o crescimento, mas somente um se desenvolve, sob a ação dos hormônios, até que se rompe, liberando o óvulo que estava em seu interior, já maduro o suficiente para ser fecundado.

Os folículos disponíveis, mesmo que não se desenvolvam, não serão aproveitados. Dessa forma, a reserva ovariana diminui com o passar do tempo, até terminar na menopausa.

Saber qual é a reserva ovariana da mulher é fundamental para saber qual será sua possível resposta a um tratamento de estimulação ovariana, etapa inicial e fundamental das técnicas de reprodução assistida. Uma das melhores maneiras de avaliar a reserva ovariana é realizar a contagem de folículos antrais.

Neste artigo, vamos falar sobre como é feito esse exame e qual a sua importância.

O que são e como é feita a contagem de folículos antrais

Os folículos antrais são aqueles pequenos que estão em uma fase pré-ovulatória, ou seja, que não iniciaram seu crescimento ainda, mas que podem responder aos hormônios para se desenvolverem.

A contagem dos folículos antrais é um dos métodos mais utilizados para avaliar a reserva ovariana e, portanto, seu potencial reprodutivo, além de ser uma ferramenta importante para predizer a resposta da paciente em tratamentos de reprodução assistida.

O exame utilizado para a contagem de folículos antrais é a ultrassonografia endovaginal, que permitem ver com bastante precisão os ovários.

Durante o exame são contabilizados todos os folículos com diâmetro de 2 a 10 mm presentes nos dois ovários, sendo que é esperado que a mulher tenha de 5 a 15 desses folículos para uma boa resposta ao tratamento de estimulação ovariana.

A contagem de folículos antrais nas técnicas de reprodução assistida

As principais técnicas de reprodução assistida – relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV) – começam com um tratamento de estimulação ovariana. Essa etapa consiste na administração de hormônios pela paciente, para que mais folículos se desenvolvam naquele ciclo menstrual, maximizando as chances de que a técnica escolhida seja bem-sucedida.

O exame de contagem dos folículos antrais é fundamental para mulheres que buscam técnicas de reprodução assistida, pois ele indica a resposta que a paciente provavelmente terá ao tratamento de estimulação ovariana.

Quando são encontrados até 4 folículos antrais no exame, isso costuma ser um indicativo de que a paciente pode responder mal aos hormônios utilizados na estimulação ovariana. Já quando a contagem de folículos antrais identifica 16 ou mais folículos nesse estágio, isso indica que há maior risco de síndrome de hiperestimulação ovariana.

A FIV, técnica de alta complexidade, é a única em que os gametas femininos são manipulados em laboratório, para que a fecundação seja realizada também em ambiente laboratorial. Apenas depois de alguns dias de cultivo in vitro, os embriões são transferidos para o útero da mulher.

Para que todo esse processo possa acontecer, é necessário extrair os óvulos maduros dos ovários da paciente após a estimulação ovariana e indução da maturidade dos óvulos, em um procedimento chamado de punção ovariana.

A contagem de folículos antrais é também um bom indicativo de quantos óvulos serão retirados nesse procedimento. Ou seja, quanto mais folículos antrais forem identificados em ultrassonografia, mais óvulos estarão, provavelmente, maduros o suficiente para serem extraídos durante o procedimento de punção. E quanto mais óvulos forem obtidos, maiores as chances de que sejam gerados embriões de qualidade, o que aumenta a possibilidade de se conseguir uma gravidez.

É possível perceber, portanto, que a contagem de folículos antrais é uma importante ferramenta para os médicos quando a mulher com queixa de infertilidade busca um tratamento de reprodução assistida.

A ultrassonografia pélvica, exame em que esses folículos são identificados, tem um papel fundamental em outros processos das técnicas de reprodução assistida, além de auxiliar no diagnóstico de doenças do aparelho reprodutor feminino.

Para saber mais sobre esse exame, toque aqui.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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