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Orquite: veja como é feito o diagnóstico e qual a relação com a infertilidade

Orquite: veja como é feito o diagnóstico e qual a relação com a infertilidade

A orquite é uma das infecções que podem afetar o sistema reprodutor masculino e causar complicações como a infertilidade e a atrofia testicular. Mas, para entender melhor essa relação, precisamos apresentar primeiro a função dos testículos.

Eles são responsáveis pela espermatogênese, processo de produção dos espermatozoides, e pela produção dos hormônios androgênios, como a testosterona. Ambas as funções são essenciais para a capacidade reprodutiva do homem e a fecundação.

Se você quer saber mais sobre a orquite, continue lendo este texto. Ao longo da leitura vamos mostrar como ela é diagnosticada e a sua relação com a infertilidade.

Confira!

O que é orquite?

A orquite é a inflamação aguda ou crônica dos testículos, podendo atingir apenas um ou ambos. Quando a doença se espalha para os epidídimos — os canais que armazenam e finalizam o processo de maturação dos espermatozoides após a sua produção —, ela é chamada de orquiepididimite.

A doença possui várias causas, sendo a caxumba uma das mais conhecidas. Quando o vírus transmissor é contraído antes da puberdade, a fertilidade não é afetada porque ainda não há produção de gametas. Porém, ela é um risco para homens adultos que não tomaram a tríplice viral, vacina que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

Além da orquite viral, a inflamação pode ser provocada por:

Como a orquite é diagnosticada?

A orquite é classificada como aguda ou crônica. Os casos agudos, em geral, apresentam sintomas, enquanto os crônicos são assintomáticos. Entre os sintomas mais comuns de orquite, temos:

A presença desses sintomas leva o homem a procurar o urologista. No consultório, o médico realiza o exame físico que, junto com os sintomas, levanta suspeitas de orquite. A confirmação é feita com o exame de sangue e a ultrassonografia com doppler da bolsa escrotal.

Quando há o risco de IST, o paciente deve fazer ainda um exame sorológico para confirmar a causa da orquite. Em caso positivo, é muito importante que a parceira também seja examinada e inicie o tratamento o mais rápido possível.

Qual a relação da orquite com a infertilidade?

Uma das complicações possíveis da orquite é a infertilidade. Por ser uma infecção do trato genital, a demora no tratamento pode desencadear doenças em órgãos próximos, como a inflamação nos epidídimos (epididimite), na próstata (prostatite) e na uretra (uretrite). Assim como na orquite, elas também podem causar infertilidade masculina.

A inflamação dos testículos causada pela orquite afeta o epitélio germinativo, responsável pela produção dos espermatozoides (espermatogênese). Os gametas masculinos são essenciais para a fecundação, por isso, essa alteração pode levar à infertilidade masculina.

Para confirmar esse diagnóstico, o espermograma é feito. O exame avalia a quantidade e a qualidade dos espermatozoides.

Como é realizado o tratamento da orquite?

O tratamento da orquite varia de acordo com a sua causa, sendo definido de forma individual de acordo com as necessidades de cada paciente. Em geral, quando a inflamação é provocada por vírus, a administração de analgésicos e antitérmicos é indicada.

A orquite bacteriana é tratada com antibióticos, de acordo com a bactéria que causou a infecção. Nos casos em que a doença foi provocada por uma IST, além de avisar à parceria é importante que o paciente não tenha relações sexuais até a finalização do tratamento.

Alguns cuidados extras também são recomendados para aliviar a dor e o inchaço, como o repouso e a aplicação de compressas de gelo na bolsa escrotal. Quando o homem segue todas as orientações e o tratamento é feito corretamente, a orquite é curada e não causa nenhuma sequela.

Nos casos em que a fertilidade masculina foi comprometida e o casal está com dificuldade para engravidar, a reprodução assistida é indicada. A escolha da técnica é feita a partir de uma avaliação conjugal para considerar todos os fatores envolvidos. Entre as alternativas, a fertilização in vitro (FIV) pode ser a mais indicada para casos de infertilidade por fatores masculinos, como a orquite.

Ela é uma técnica de alta complexidade e que apresenta a maior taxa de sucesso, pois utiliza os métodos mais modernos. Para realizá-la, os gametas do casal são coletados para a fecundação em laboratório. Caso seja necessário, os espermatozoides do parceiro podem ser retirados diretamente dos epidídimos ou dos testículos por uma técnica de recuperação espermática.

A orquite é a inflamação dos testículos, podendo ser causada por vírus, bactérias, traumas e torções. Apesar de ter cura, a infertilidade pode acontecer quando a inflamação compromete a produção e/ou o transporte dos espermatozoides, quando atinge também os epidídimos. A presença de alguma alteração nesses processos dificulta a fecundação, comprometendo a fertilidade masculina.

Para saber mais detalhes sobre essa doença e a sua relação com a caxumba, confira o nosso texto sobre a orquite!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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