Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Cirurgia de endometriose: preservação da fertilidade

Cirurgia de endometriose: preservação da fertilidade

A endometriose é uma doença crônica que atinge entre 6% e 10% das mulheres em idade fértil em todo o mundo — o que totaliza cerca de 175 milhões de pessoas. Ela se caracteriza pela presença e crescimento do tecido endometrial fora da cavidade uterina, em órgãos como os ovários, a bexiga e outros.

A doença é classificada em três tipos, de acordo com a localização das lesões e da gravidade. São eles: endometriose peritoneal superficial, endometriomas e endometriose profunda.

Os endometriomas são cistos que se formam especificamente nos ovários e são constituídos de tecido endometrial. Por afetar os ovários, esse tipo de endometriose tem uma grande relação com a infertilidade feminina, já que pode prejudicar a ovulação e a reserva ovariana.

Quando é necessária a intervenção cirúrgica, a recomendação é que a mulher faça a preservação da fertilidade por meio da criopreservação de óvulos. Para mais informações sobre a endometriose, sua cirurgia e a preservação da fertilidade, leia o conteúdo a seguir:

Endometriose e infertilidade feminina

A infertilidade feminina é um problema que pode ser causado por diferentes fatores, relacionados a ovulação, distúrbios hormonais, alterações anatômicas nos órgãos reprodutores, doenças, entre outros.

Uma das principais causas da infertilidade é a falência ovariana, que se caracteriza pelo esgotamento da reserva ovariana, que é a quantidade de óvulos que uma mulher possui em determinado momento.

Toda mulher nasce com o número total de óvulos que terá por toda a sua vida fértil, e essa quantidade diminui a cada ciclo menstrual. Quando não existem mais óvulos, a mulher passa pela menopausa e se torna infértil.

Esse processo pode acontecer naturalmente, por volta dos 50 anos, ou pode ser acelerado por problemas relacionados a hábitos de vida, doenças ou procedimentos cirúrgicos, como a cirurgia de endometriose.

A endometriose pode prejudicar a fertilidade provocando alterações nos órgãos ou obstruindo as tubas uterinas, mas a maior preocupação quando a mulher pretende engravidar são os endometriomas.

Em relação aos endometriomas, os cistos podem modificar as relações anatômicas, porém o risco maior está relacionado à cirurgia para a retirada dos cistos.

Como é o tratamento cirúrgico de endometriose?

A cirurgia de endometriose para a retirada de cistos nos ovários só é indicada em casos de extrema necessidade. Este tratamento é evitado sempre que possível, pois pode causar grande prejuízo à reserva ovariana e ao funcionamento do órgão, mesmo quando realizado por profissionais experientes.

Isso pode acontecer pois a cirurgia é muito delicada e durante a remoção dos endometriomas pode haver a retirada de parte do córtex ovariano, onde estão localizados os folículos.

O tratamento cirúrgico é feito por meio de laparoscopia, com o objetivo de remover todo o tecido endometrial dos ovários. Quanto maior o tamanho dos cistos e a gravidade da endometriose, maior é o desafio da cirurgia. Em casos muito graves, pode ser necessária a retirada dos ovários.

Endometriomas e preservação da fertilidade

Quando a mulher precisa passar pela cirurgia para a retirada dos endometriomas e ainda deseja engravidar futuramente, é indicada a preservação da fertilidade. Este é um procedimento que se caracteriza pelo congelamento de óvulos, que podem ser preservados por vários anos e utilizados no momento em que a mulher julgar mais adequado para uma gestação.

Para realizar o congelamento, ou criopreservação, a mulher precisa passar pela estimulação ovariana. Esse é um tratamento hormonal com o objetivo de estimular um número maior de folículos, e consequentemente obter mais óvulos.

Os óvulos são coletados por meio de punção folicular. Após a coleta, eles são preparados e apenas os gametas maduros são selecionados para o congelamento, que é feito por meio de vitrificação.

A vitrificação é uma técnica avançada utilizada na criopreservação, pois é um método de congelamento ultrarrápido que faz com que os óvulos cheguem a aproximadamente -196º C em poucos minutos. Dessa forma não há a formação de cristais de gelo no interior dos óvulos e as chances de perda dos gametas após o descongelamento são bem pequenas.

Quando os gametas são preservados, sua qualidade é mantida e a mulher tem a possibilidade de engravidar mesmo que apresente problemas de ovulação ou falência ovariana após a cirurgia para a retirada de endometriomas.

No momento em que a mulher decidir, os óvulos são descongelados e utilizados para realizar a fertilização in vitro (FIV). Esta é uma técnica de reprodução assistida considerada de alta complexidade e com resultados bastante positivos.

A fecundação acontece em laboratório, com os gametas femininos que foram preservados e os gametas masculinos de seu companheiro ou de um doador anônimo. Os embriões formados são cultivados e em seguida transferidos para o útero.

O número máximo de embriões que podem ser transferidos varia de 1 a 4 e depende da idade da mulher. Se houver excedentes, eles são congelados e podem ser utilizados em uma futura tentativa de gravidez.

Se considera este conteúdo relevante, leia também sobre a endometriose.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x