Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Quais são os principais sintomas do aborto?

Quais são os principais sintomas do aborto?

Uma em cada seis mulheres sofre aborto espontâneo, uma das complicações mais comuns do primeiro trimestre da gravidez.

Na grande parte das vezes não se consegue identificar a causa específica.

A maioria dos casos de aborto espontâneo acontece antes da 12a semana de gravidez e o principal sintoma é o sangramento vaginal.

Quer saber quais são os sintomas de aborto espontâneo? Vamos descrever abaixo os principais, as causas que provocam a perda de gravidez, os tipos de aborto e o tratamento de pacientes com aborto de repetição pelas técnicas de reprodução assistida.

O que provoca o aborto?

O aborto espontâneo é considerado a forma mais comum de perda de gravidez. De acordo com diferentes estudos, entre 10% e 50% de todas as gestações clinicamente reconhecidas resultam em aborto, dependendo da idade da mulher.

Em mais da metade dos casos, a perda ocorre logo após a implantação do embrião, resultando em sangramento que se confunde com o período menstrual e, por isso, não é percebida.

As causas mais comuns de aborto espontâneo no primeiro trimestre são anormalidades cromossômicas, que podem ser secundárias a alterações no óvulo ou espermatozoide, provocadas, geralmente, pelo avanço da idade da mulher, ou mesmo a alterações durante o crescimento e divisão celular.

Outros problemas de saúde materna também podem causar a perda de gravidez ou interferir na implantação do embrião, como alterações hormonais, anormalidades uterinas, infecções, doenças da tireoide, diabetes e trombofilia ou respostas do sistema imunológico.

O risco é ainda maior para mulheres com mais de 35 anos, que tiveram três abortos ou mais.

Na maioria dos casos, o aborto não interfere na próxima gravidez e as gestações após a ocorrência se desenvolvem normalmente.

Quais são os principais sintomas do aborto?

O principal sintoma de aborto é o sangramento vaginal, marrom ou vermelho vivo. Pode começar de forma mais leve ou já abundante. Representa a descamação da parede interna do útero com o saco gestacional implantado.

Na grande maioria das vezes, o sangramento está associado a dor em cólica, de média ou alta intensidade e que não cessa mesmo após o uso de analgésicos.

Outros sintomas também podem indicar o problema, como diminuição repentina dos sinais de gravidez, secreção de muco branco-rosa e eliminação de tecido com coágulo.

Se houver a manifestação desses sintomas, o mais importante é buscar ajuda para tentar interromper o processo, minimizar a dor e resolver o sangramento.

Aborto pode causar infertilidade?

Os abortos geralmente não afetam a fertilidade. No entanto, em casos raros, podem resultar em algumas complicações que provocam infertilidade, como:

Para confirmar a suspeita de aborto, podem ser realizados diferentes testes diagnósticos, como exame pélvico para constatar se há dilatação do colo uterino, ultrassonografia para confirmação dos batimentos cardíacos e exames de sangue para verificar os níveis de hCG.

Os resultados classificam os abortamentos em diferentes tipos.

Quais são os tipos de aborto?

Os abortos são classificados em diferentes tipos e preveem abordagens de tratamento também distintas:

Ameaça de aborto

A ameaça de aborto é caracterizada por um sangramento moderado ou leve que pode ser acompanhado de cólicas, também com baixa intensidade. O colo uterino ainda se encontra fechado, o volume uterino é compatível com a idade gestacional e a ultrassonografia apresenta resultados normais.

Nesse caso, são indicados apenas medicamentos para aliviar a dor, repouso e abstinência sexual enquanto houver sangramento. Se os sintomas persistirem ou se surgir febre, dor pélvica localizada e sangramento, a mulher deve ser novamente avaliada.

Aborto completo

O abortamento completo ocorre após a expulsão completa de restos ovulares, seguida de parada de sangramento e dor. O colo uterino pode estar aberto, o volume uterino é menor e a ultrassonografia mostra imagens vazias da cavidade uterina ou sugestivas de coágulos.

Aborto inevitável ou incompleto

Quando o aborto é inevitável ou ocorreu de forma incompleta, o sangramento é de maior intensidade e diminui com a expulsão de coágulos e restos ovulares. O colo uterino também pode estar aberto.

Em gestações até 12 semanas, as abordagens indicadas também são a AMIU e a curetagem. Já acima de 12 semanas, a expulsão é anteriormente induzida por medicamentos, para posteriormente serem empregados os procedimentos de aspiração ou curetagem.

Aborto retido

O aborto retido manifesta sinais de regressão da gestação, não há sangramento vaginal e o colo uterino permanece fechado. O exame de ultrassonografia, entretanto, não detecta sinais vitais ou aponta apenas a presença do saco gestacional, sem embrião. Nesse caso, a expulsão também é induzida por medicamentos e a abordagem empregada para o esvaziamento é a aspiração.

Aborto infectado

Geralmente associado a manipulações inadequadas da cavidade uterina que podem provocar perfuração uterina, as infecções são causadas pela ascensão de bactérias naturalmente presentes na flora vaginal. Independentemente da vitalidade do feto, devem ser tratadas com urgência.

Os sintomas manifestados incluem sangramento, dores abdominais, secreção de pus pelo colo uterino, sensibilidade e dor ao toque.

Aborto de repetição

Quando há perda espontânea e consecutiva de duas ou mais gestações antes da 22ª semana, o aborto é classificado como de repetição.

Abortos de repetição e tratamentos de reprodução assistida

Embora os abortos de repetição tenham uma origem multifatorial, algumas causas que provocam a condição podem ser superadas pela FIV.

As principais causas de aborto de repetição são anomalias cromossômicas parentais. Na FIV, a partir da realização do teste genético pré-implantacional (PGT), é possível fazer a avaliação das células dos embriões. Apenas os que não apresentarem alterações são posteriormente transferidos para o útero.

Quando há problemas de anormalidades uterinas congênitas, que impeçam o desenvolvimento da gravidez, é possível ainda contar com o útero de substituição, em que uma mulher com parentesco de até 4º grau de um dos membros do casal recebe os embriões para apenas realizar a gestação.

Gostou das informações desse post? Quer saber mais sobre assuntos relacionados à fertilidade, gravidez e medicina reprodutiva? Então nos siga nas redes sociais!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências