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Qual a relação entre obesidade e infertilidade masculina?

Qual a relação entre obesidade e infertilidade masculina?

A obesidade já afeta cerca de 37% da população mundial, segundo a OMS.

Essa condição traz o risco de um conjunto de doenças conhecido como síndrome metabólica. Outra preocupação é a relação entre obesidade e infertilidade masculina. A infertilidade masculina vem crescendo em todo o mundo, independentemente de fatores como origem social ou étnica. Estudos correlacionam esse aumento às crescentes taxas de obesidade.

Neste artigo, vamos explicar como a obesidade e a infertilidade masculina estão atreladas e quais seriam as possíveis soluções para esse problema. Acompanhe!

Sobrepeso e obesidade

Para determinar se o indivíduo está no peso ideal para a sua altura, é preciso calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC). A conta é simples: peso (kg) / altura² (m). As pessoas com peso normal têm o IMC entre 18 e 25. Considera-se sobrepeso a faixa de 25 a 30 e obesidade se o IMC for maior que 30.

O excesso de peso pode resultar de vários fatores: má alimentação, sedentarismo, causas genéticas e metabólicas. Por isso, a solução costuma envolver equipes multiprofissionais no auxílio desse paciente.

As consequências do sobrepeso e da obesidade são tão amplas que tais condições se tornaram um problema de saúde pública.

Obesidade e infertilidade masculina

Somente nos últimos 20 anos as pesquisas passaram a estudar o excesso de peso como causa da infertilidade masculina. Entre os efeitos da obesidade estão alterações hormonais, do sono e acúmulo de gordura na região do púbis.

As alterações hormonais se refletem na libido e na produção de espermatozoides. Vários estudos mostram que essas alterações são proporcionais ao excesso de peso. Segundo Belloc et al. (2011), nos homens com obesidade mórbida (IMC acima de 40) é comum a azoospermia — ausência de espermatozoides no sêmen. Porém, não há consenso quanto a alterações na motilidade dos espermatozoides.

Outro aspecto preocupante é a integridade do DNA, que aparece bastante comprometida nos gametas de homens obesos, como relatam Chavarro et al. (2010). Essa deterioração parece estar relacionada à indução de estresse oxidativo e ao aumento da temperatura escrotal provocados pela gordura na região do púbis.

Esses efeitos também prejudicam as tentativas de reprodução assistida. Mesmo com o uso de técnicas como FIV (fertilização in vitro) com ICSI (injeção intracitoplasmática), as chances de uma gravidez bem-sucedida são muito menores.

Possíveis tratamentos

A solução é perder peso. Para tanto, o homem deve procurar ajuda especializada.

Nos casos em que ele apresenta obesidade mórbida, é indicada a cirurgia bariátrica. Porém, esses pacientes nem sempre recuperam a fertilidade. Acredita-se que as alterações nutricionais pós-operatórias seriam responsáveis pela piora na quantidade e qualidade do esperma. Assim, é aconselhável fazer a avaliação seminal e o congelamento do esperma, antes da bariátrica.

Por outro lado, a perda de peso gradual tem se mostrado muito eficiente na recuperação da fertilidade de homens com sobrepeso ou obesos. Para garantir o emagrecimento com saúde, é importante fazer o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar que conte com nutricionista, endocrinologista, profissionais de educação física, cardiologista e ortopedista.

A obesidade desencadeia outras doenças e se tornou uma questão de saúde pública. Em paralelo a isso, os problemas de infertilidade vêm crescendo de forma preocupante em todo o mundo.

Com a clara relação entre obesidade e infertilidade masculina é preciso que mais homens se conscientizem e possam ter maiores chances de alcançar a tão sonhada paternidade.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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