Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

TESE e Micro-TESE na FIV: recuperação espermática para superar a infertilidade masculina

TESE e Micro-TESE na FIV: recuperação espermática para superar a infertilidade masculina

TESE e Micro-TESE são técnicas de recuperação espermática utilizadas nos tratamentos de fertilização in vitro (FIV). São procedimentos necessários quando o homem não apresenta espermatozoides no fluído ejaculado — condição chamada azoospermia, assunto que também abordaremos ao longo deste post.

Mesmo que não existam gametas no sêmen, eles podem ser encontrados nos testículos, importantes glândulas do sistema reprodutor do homem. A principal função dos testículos é produzir os espermatozoides. Também são esses órgãos que produzem testosterona, hormônio sexual que define os traços masculinos.

Acompanhe o texto para entender como as técnicas TESE e Micro-TESE são realizadas.

Quais condições podem afetar a produção de espermatozoides?

A espermatogênese — processo de produção dos espermatozoides — pode ser prejudicada por diversas condições. Uma das principais é a varicocele, que consiste na dilatação das veias espermáticas, resultando em um quadro de varizes nos testículos. Essa doença interfere na irrigação sanguínea e na oxigenação do órgão, tornando o ambiente desfavorável para a produção dos gametas.

Distúrbios hormonais também impactam a espermatogênese, uma vez que o processo depende da ação regular dos hormônios folículo-estimulante (FSH), luteinizante (LH) e testosterona.

Alterações genéticas representam mais uma condição que pode modificar a ação das células envolvidas na produção de espermatozoides. Da mesma forma, fatores ambientais como exposição frequente a substâncias químicas e radiação, bem como a temperaturas elevadas, pode interferir na função reprodutiva dos testículos.

Homens que vão se submeter a tratamentos com quimioterapia ou radioterapia podem optar pela criopreservação de seus gametas. Dessa forma, mesmo que os fármacos utilizados na terapia oncológica alterem os níveis hormonais, o homem pode utilizar seus próprios espermatozoides que foram congelados previamente, em processo de FIV, posteriormente.

O que é azoospermia?

Azoospermia, como mencionamos logo no início do post, é o termo utilizado para caracterizar a ausência de espermatozoides no fluído seminal. Não significa exatamente que o homem não seja capaz de produzir os gametas, mas que, por alguma condição, eles não chegam até o líquido ejaculado.

O quadro se divide em azoospermia obstrutiva e não obstrutiva. No primeiro caso, os espermatozoides são normalmente produzidos pelos testículos, mas sua passagem é obstruída em algum ponto do aparelho reprodutor.

A obstrução pode ocorrer nos testículos, nos epidídimos (ductos que armazenam os espermatozoides) ou nos canais deferentes — estes últimos são responsáveis pelo transporte dos gametas até o local em que se juntam com o líquido produzido na próstata e vesículas seminais, formando o sêmen com todas as suas substâncias.

Na azoospermia obstrutiva, há, ainda, a possibilidade de que os espermatozoides sejam desviados do fluído ejaculado, em uma condição chamada de ejaculação retrógrada. Nesse caso, em vez de seguir pela uretra, o líquido seminal é depositado na bexiga.

Na azoospermia não obstrutiva, por sua vez, os espermatozoides não são produzidos, sobretudo em razão de distúrbios hormonais ou alterações genéticas. Em geral, são casos mais difíceis de serem tratados.

Como as técnicas TESE e Micro-TESE são realizadas?

TESE e Micro-TESE são procedimentos realizados para extrair os espermatozoides diretamente dos testículos do paciente, principalmente em casos de azoospermia não obstrutiva.

Na TESE — sigla para Extração de espermatozoides testiculares — os gametas são obtidos a partir de uma biópsia aberta nos testículos. Para isso, é feita uma incisão na bolsa escrotal e fragmentos são retirados do tecido testicular, os quais serão manipulados em laboratório para coletar os espermatozoides.

Entre TESE e Micro-TESE, a diferença de um procedimento para o outro é a utilização de um microscópio. A Microdissecção testicular, ou Micro-TESE, permite que os túbulos seminíferos sejam inspecionados, com a ajuda de um microscópio cirúrgico. Assim, existem mais possibilidades de identificar focos ativos de espermatogênese.

Outra diferença entre TESE e Micro-TESE é que na primeira intervenção os testículos não são exteriorizados. Já no segundo procedimento, é necessário realizar uma cirurgia aberta.

Qual a importância da recuperação espermática na FIV?

A FIV segue demonstrando altas taxas de gravidez diante de diferentes fatores de infertilidade masculina ou feminina. Os procedimentos de recuperação espermática auxiliam nos processos de FIV quando não são encontrados espermatozoides na amostra de sêmen obtida por meio de masturbação. Dessa forma, TESE e Micro-TESE são consideradas técnicas fundamentais para prosseguir com o tratamento.

Os gametas viáveis, obtidos com os procedimentos de recuperação espermática, são utilizados na fertilização in vitro, por injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Essa é a técnica mais empregada nos tratamentos atuais, e consiste em injetar os gametas masculinos no citoplasma dos óvulos, acelerando o processo de fecundação.

Portanto, no contexto da FIV, as técnicas TESE e Micro-TESE são de extrema relevância para o sucesso do tratamento — principalmente nos casos de azoospermia não obstrutiva. Já nas situações em que não existe espermatozoide no testículo, ainda é possível contar com a doação de sêmen.

Ainda tem dúvidas sobre o tema que abordamos? Então, leia nosso texto institucional e entenda todos os procedimentos que fazem parte da recuperação espermática.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências