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TESE e Micro-TESE na FIV: recuperação espermática para superar a infertilidade masculina

TESE e Micro-TESE na FIV: recuperação espermática para superar a infertilidade masculina

TESE e Micro-TESE são técnicas de recuperação espermática utilizadas nos tratamentos de fertilização in vitro (FIV). São procedimentos necessários quando o homem não apresenta espermatozoides no fluído ejaculado — condição chamada azoospermia, assunto que também abordaremos ao longo deste post.

Mesmo que não existam gametas no sêmen, eles podem ser encontrados nos testículos, importantes glândulas do sistema reprodutor do homem. A principal função dos testículos é produzir os espermatozoides. Também são esses órgãos que produzem testosterona, hormônio sexual que define os traços masculinos.

Acompanhe o texto para entender como as técnicas TESE e Micro-TESE são realizadas.

Quais condições podem afetar a produção de espermatozoides?

A espermatogênese — processo de produção dos espermatozoides — pode ser prejudicada por diversas condições. Uma das principais é a varicocele, que consiste na dilatação das veias espermáticas, resultando em um quadro de varizes nos testículos. Essa doença interfere na irrigação sanguínea e na oxigenação do órgão, tornando o ambiente desfavorável para a produção dos gametas.

Distúrbios hormonais também impactam a espermatogênese, uma vez que o processo depende da ação regular dos hormônios folículo-estimulante (FSH), luteinizante (LH) e testosterona.

Alterações genéticas representam mais uma condição que pode modificar a ação das células envolvidas na produção de espermatozoides. Da mesma forma, fatores ambientais como exposição frequente a substâncias químicas e radiação, bem como a temperaturas elevadas, pode interferir na função reprodutiva dos testículos.

Homens que vão se submeter a tratamentos com quimioterapia ou radioterapia podem optar pela criopreservação de seus gametas. Dessa forma, mesmo que os fármacos utilizados na terapia oncológica alterem os níveis hormonais, o homem pode utilizar seus próprios espermatozoides que foram congelados previamente, em processo de FIV, posteriormente.

O que é azoospermia?

Azoospermia, como mencionamos logo no início do post, é o termo utilizado para caracterizar a ausência de espermatozoides no fluído seminal. Não significa exatamente que o homem não seja capaz de produzir os gametas, mas que, por alguma condição, eles não chegam até o líquido ejaculado.

O quadro se divide em azoospermia obstrutiva e não obstrutiva. No primeiro caso, os espermatozoides são normalmente produzidos pelos testículos, mas sua passagem é obstruída em algum ponto do aparelho reprodutor.

A obstrução pode ocorrer nos testículos, nos epidídimos (ductos que armazenam os espermatozoides) ou nos canais deferentes — estes últimos são responsáveis pelo transporte dos gametas até o local em que se juntam com o líquido produzido na próstata e vesículas seminais, formando o sêmen com todas as suas substâncias.

Na azoospermia obstrutiva, há, ainda, a possibilidade de que os espermatozoides sejam desviados do fluído ejaculado, em uma condição chamada de ejaculação retrógrada. Nesse caso, em vez de seguir pela uretra, o líquido seminal é depositado na bexiga.

Na azoospermia não obstrutiva, por sua vez, os espermatozoides não são produzidos, sobretudo em razão de distúrbios hormonais ou alterações genéticas. Em geral, são casos mais difíceis de serem tratados.

Como as técnicas TESE e Micro-TESE são realizadas?

TESE e Micro-TESE são procedimentos realizados para extrair os espermatozoides diretamente dos testículos do paciente, principalmente em casos de azoospermia não obstrutiva.

Na TESE — sigla para Extração de espermatozoides testiculares — os gametas são obtidos a partir de uma biópsia aberta nos testículos. Para isso, é feita uma incisão na bolsa escrotal e fragmentos são retirados do tecido testicular, os quais serão manipulados em laboratório para coletar os espermatozoides.

Entre TESE e Micro-TESE, a diferença de um procedimento para o outro é a utilização de um microscópio. A Microdissecção testicular, ou Micro-TESE, permite que os túbulos seminíferos sejam inspecionados, com a ajuda de um microscópio cirúrgico. Assim, existem mais possibilidades de identificar focos ativos de espermatogênese.

Outra diferença entre TESE e Micro-TESE é que na primeira intervenção os testículos não são exteriorizados. Já no segundo procedimento, é necessário realizar uma cirurgia aberta.

Qual a importância da recuperação espermática na FIV?

A FIV segue demonstrando altas taxas de gravidez diante de diferentes fatores de infertilidade masculina ou feminina. Os procedimentos de recuperação espermática auxiliam nos processos de FIV quando não são encontrados espermatozoides na amostra de sêmen obtida por meio de masturbação. Dessa forma, TESE e Micro-TESE são consideradas técnicas fundamentais para prosseguir com o tratamento.

Os gametas viáveis, obtidos com os procedimentos de recuperação espermática, são utilizados na fertilização in vitro, por injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Essa é a técnica mais empregada nos tratamentos atuais, e consiste em injetar os gametas masculinos no citoplasma dos óvulos, acelerando o processo de fecundação.

Portanto, no contexto da FIV, as técnicas TESE e Micro-TESE são de extrema relevância para o sucesso do tratamento — principalmente nos casos de azoospermia não obstrutiva. Já nas situações em que não existe espermatozoide no testículo, ainda é possível contar com a doação de sêmen.

Ainda tem dúvidas sobre o tema que abordamos? Então, leia nosso texto institucional e entenda todos os procedimentos que fazem parte da recuperação espermática.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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