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É possível engravidar com miomas?

É possível engravidar com miomas?

Começar uma família é um dos acontecimentos mais importantes e, para a maioria dos casais, a jornada acontece sem problemas. No entanto, outros não são capazes de conceber.

A infertilidade é uma condição que afeta aproximadamente 1 em cada 6 casais. O diagnóstico considera a falta de sucesso em engravidar após um ano de relações sexuais sem proteção. Se durante o período não houver sucesso, é considerado infertilidade.

As causas femininas contribuem para aproximadamente 50% dos problemas e mesmo percentual é atribuído aos homens.

As principais causas são a obstrução tubária, endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP) e miomas uterinos, por exemplo, estão entre as mais frequentemente registradas.

No entanto, existem diversos tipos de miomas e nem todos afetam a capacidade reprodutiva. Isso acontece principalmente quando eles crescem no interior da cavidade uterina.

Quer saber mais? Continue a ler este texto.

O que são miomas?

Miomas uterinos são tumores benignos que desenvolvem a partir da multiplicação de uma única célula do miométrio, camada intermediária do útero.

Também chamados leiomiomas, miomas uterinos são bastante comuns, com uma prevalência que pode ser de aproximadamente 70% durante o período reprodutivo. Algumas mulheres, entretanto, apresentam uma propensão maior para o desenvolvimento deles. É o caso das que possuem parentes de primeiro grau com a doença, de mulheres negras e das obesas.

Diferentes fatores podem estimular esse crescimento, entre eles a ação de hormônios femininos, em especial o estrogênio.

Existem diversos tipos de miomas, assim como eles podem ter tamanhos variados: poucos milímetros ou grandes dimensões. Embora sejam tumores benignos os miomas podem causar sintomas que comprometem a qualidade de vida das mulheres portadoras, incluindo sangramento abundante com cólicas entre os períodos menstruais e dor durante as relações sexuais.

Também podem ter um efeito adverso no resultado reprodutivo, de acordo com o local em que crescem, prejudicando a fertilidade ou complicando o curso e a conclusão de uma gravidez: quando crescem dentro da cavidade uterina, aumentam o risco de abortamento, da mesma forma que podem dificultar o desenvolvimento e sustentação da gravidez.

Os miomas uterinos também estão associados à complicações obstétricas, como placenta prévia (quando a placenta se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo uterino) , CIUR (condição em que o bebê não atinge o peso normal durante a gestação), trabalho de parto prematuro, taxa aumentada de cesariana e hemorragia pós-parto.

Tipos de miomas uterinos e relação com a fertilidade

Existem três tipos de miomas, classificados de acordo com a localização, critério que interfere na fertilidade, ou mesmo nos sintomas manifestados. Para definir os riscos que eles podem provocar na capacidade reprodutiva da mulher, também é importante a avaliação de informações como dimensão, quantidade e a comunicação entre as diferentes camadas uterinas: endométrio, miométrio e a camada externa, serosa, o perimétrio.

Uma mulher pode desenvolver um ou vários miomas. Eles podem crescer em um só local ou atingir dimensões que promovam a comunicação entre as camadas.

Os três tipos de miomas são:

Mulheres com miomas podem ter a fertilidade alterada como consequência de diferentes mecanismos. Eles podem causar modificações no contorno endometrial interferindo na implantação, na anatomia do útero afetando o transporte e acesso dos espermatozoides às tubas uterinas e dificultando o desenvolvimento da gravidez, ou na contratilidade miometrial.

Além disso, podem causar distorção ou obstrução do óstio tubário, onde se conectam as tubas uterinas, inibindo a fecundação e, afetar a vascularização uterina, resultando em falhas na implantação do embrião.

É possível engravidar com miomas?

A grande maioria das mulheres com miomas consegue engravidar naturalmente. Quando eles causam infertilidade ou comprometem a anatomia uterina, geralmente é indicada a cirurgia.

Atualmente os miomas são removidos por técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, que causam menor risco de danos à parede uterina. As anormalidades uterinas também são corrigidas durante a cirurgia. O procedimento é conhecido como miomectomia.

Depois que os miomas são removidos as mulheres geralmente conseguem engravidar. Porém, quando causam maior interferência na fertilidade a gravidez pode ainda ser obtida por tratamentos de reprodução assistida.

Como a reprodução assistida pode ajudar quando miomas causam infertilidade?

Em algumas situações, existe a indicação de tratamento por fertilização in vitro (FIV) e a paciente tem miomas.

Na FIV, óvulos são fecundados em laboratório e os embriões são posteriormente transferidos para o útero materno. Assim, quando eles interferem dificultando a fecundação, o problema é facilmente contornado, pois as tubas uterinas não possuem nenhum tipo de função nesse processo.

Se as anormalidades uterinas provocadas pelos miomas forem mais graves, impossibilitando a correção cirúrgica, é possível, ainda, contar com outra técnica complementar ao tratamento, o útero de substituição, na qual parentes das mulheres em tratamento, como mãe, filhas, tias, sobrinhas e primas, podem ceder o útero para o desenvolvimento da gravidez.

Os percentuais de sucesso proporcionados pelo tratamento com a utilização da técnica são bastante altos: aproximadamente 40% a cada ciclo de tratamento.

Toque aqui para entender mais detalhadamente sobre miomas uterinos e infertilidade.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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