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Exame TSH: por que as alterações do hormônio podem dificultar a gravidez?

Exame TSH: por que as alterações do hormônio podem dificultar a gravidez?

Entre os diversos fatores que podem dificultar uma gravidez está o desequilíbrio dos hormônios da tireoide. Por esse motivo, fazer um acompanhamento médico e a monitorização de parâmetros hormonais, como o exame TSH, é fundamental enquanto se está tentando engravidar.

Se depois de um ano sem utilizar métodos contraceptivos o casal não tiver sucesso, pode haver alguma disfunção da tireoide. Por isso, é muito importante conhecer esses hormônios e suas funções no organismo.

Neste artigo, separamos informações relevantes sobre o TSH, especialmente como ele influencia na fertilidade. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto.

O que é TSH?

A tireoide é uma glândula endócrina que fica na laringe. Ela é responsável pela produção de hormônios e, quando em desequilíbrio, pode dificultar a gravidez.

Produzido pela hipófise, uma glândula situada na parte inferior do cérebro, o TSH é um hormônio que estimula e controla a glândula tireoide, a qual produz a tri-iodotironina (T3) e a tiroxina (T4) total e livre. Os hormônios tireoidianos regulam o metabolismo.

Como esse hormônio influencia a fertilidade?

O TSH pode afetar a fertilidade devido à deficiência no estímulo da tireoide, a qual não produz T4 livre em níveis adequados, porém esse hormônio ainda é detectado em concentrações normais no sangue. Quando ocorre essa redução, a hipófise aumenta os níveis de TSH para tentar corrigir a produção.

O hipotireoidismo pode dificultar a ovulação e, sem a liberação do óvulo maduro, a fecundação não ocorrerá. Essa deficiência também está associada ao aumento do risco de aborto precoce.

Além disso, essa doença também interfere na fase lútea, período essencial para que o endométrio se desenvolva corretamente e mantenha o embrião no útero.

Por esse motivo, se o TSH encontra-se elevado, é importante um tratamento adequado para que as concentrações de ambos os hormônios sejam normalizadas. Dessa forma, é possível reverter o caso de infertilidade feminina e possibilitar a gravidez.

Alguns estudos sugeriram que, na presença de níveis elevados de TSH, pode haver uma diminuição na chance de gravidez em ciclos de tratamento com FIV (fertilização in vitro). Assim, fazemos a avaliação de forma rotineira.

Não só o TSH elevado afetando ou não o T4 livre, mas também o TSH muito baixo, diminuindo de forma acentuada os hormônios tireoidianos, podem afetar a fertilidade, pois estão diretamente relacionados à ovulação e à manutenção da gestação em seus estágios inicias.

Qual o momento ideal para fazer o exame?

O exame TSH, em conjunto com o T4 livre, é uma ferramenta que deve ser utilizada para verificar se problemas tireoidianos são a causa de infertilidade feminina. Por esse motivo, realizar exames hormonais é fundamental para definir qual é o tratamento mais adequado e solucioná-los. Dessa maneira, o sonho de ser mãe tem tudo para ser concretizado.

Está tentando engravidar? Entre em contato conosco para realizar alguns exames hormonais e verificar o que pode estar dificultando a sua gravidez.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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