Comunicado

Nota atualizada em 21 de março de 2020

O COVID-19 foi declarado pandemia pela OMS quando os casos confirmados se aproximaram de 200 mil, com o que se imaginou óbitos acima de 8 mil em pelo menos 160 países₁. Estávamos preparados para tal evento?₂ Com certeza, a resposta é não. Nas nossas diferentes atividades, ninguém imaginou tudo o que viria, e com tal rapidez. Acompanhando a escalada da pandemia do COVID-19 no mundo, os cenários do Brasil ou de nossa região latino-americana evoluem rapidamente. Os diferentes governos estão se concentrando no isolamento, no “ficar em casa”, na redução drástica da mobilidade no sentido de mitigar os danos₃. Devemos acatar e estimular esta adesão.

Desta forma, acompanhando as normas estratégicas das equipes de planejamento de saúde pública no território brasileiro, que está sendo compartilhado por toda a América Latina, para nós profissionais da Reprodução Assistida, entendemos todos que é hora de parar: ciclos em andamento serão finalizados, com controles estritos dos pacientes e equipes envolvidas; casos de transferência embrionária a serem finalizados serão avaliados individualmente. Com a exceção de casos oncológicos e outros em que o adiamento possa causar mais dano ao paciente, não serão iniciados novos procedimentos. Nessas eventualidades, a decisão deverá ser compartilhada e sob rigorosa individualização.

Sugerimos a todos manter um contato remoto com os pacientes, informando, amparando, protegendo, limitando no possível os danos psicológicos. No Brasil, estamos autorizados a realizar consultas a distância, por Telemedicina, estabelecemos uma ampla rede de contatos entre os profissionais dos centros, via WhatsApp, agilizando detalhes e unificando as tomadas de decisões, dividindo as incertezas. Este cenário de troca de informações imediatas pode ser replicado pelos diversos países vizinhos. O modelo mostra-se muito bom, inclusive para ordenar ações comunitárias e beneficentes em torno de apoio aos hospitais e equipes de trabalho nas emergências.

Nestes tempos difíceis, todo o cuidado: com nossos pacientes, com nossas equipes, com nossas famílias e com todos os nossos concidadãos. Há uma luz no fim deste túnel: a China demonstrou que a epidemia pode ser desacelerada com a aplicação de medidas drásticas e mostra, pelo 2º dia consecutivo, nenhum registro de casos novos locais, alguns ainda importado de pessoas chegando ao país.

Como foi publicado nesta sexta, 20, no grupo “SBRA – em tempos de COVID-19”, vamos entender e fazer a nossa parte, seguindo os preceitos de Ibn Sina (980-1037), ou Avicena, médico e filósofo persa, pai da medicina moderna. Ele nos legou, entre outras coisas, que “a imaginação é a metade da doença; a tranquilidade é a metade do remédio e a paciência é o começo da cura”.

Vai passar! Cuidem-se todos.

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Exame TSH: por que as alterações do hormônio podem dificultar a gravidez?

Exame TSH: por que as alterações do hormônio podem dificultar a gravidez?

Entre os diversos fatores que podem dificultar uma gravidez está o desequilíbrio dos hormônios da tireoide. Por esse motivo, fazer um acompanhamento médico e a monitorização de parâmetros hormonais, como o exame TSH, é fundamental enquanto se está tentando engravidar.

Se depois de um ano sem utilizar métodos contraceptivos o casal não tiver sucesso, pode haver alguma disfunção da tireoide. Por isso, é muito importante conhecer esses hormônios e suas funções no organismo.

Neste artigo, separamos informações relevantes sobre o TSH, especialmente como ele influencia na fertilidade. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto.

O que é TSH?

A tireoide é uma glândula endócrina que fica na laringe. Ela é responsável pela produção de hormônios e, quando em desequilíbrio, pode dificultar a gravidez.

Produzido pela hipófise, uma glândula situada na parte inferior do cérebro, o TSH é um hormônio que estimula e controla a glândula tireoide, a qual produz a tri-iodotironina (T3) e a tiroxina (T4) total e livre. Os hormônios tireoidianos regulam o metabolismo.

Como esse hormônio influencia a fertilidade?

O TSH pode afetar a fertilidade devido à deficiência no estímulo da tireoide, a qual não produz T4 livre em níveis adequados, porém esse hormônio ainda é detectado em concentrações normais no sangue. Quando ocorre essa redução, a hipófise aumenta os níveis de TSH para tentar corrigir a produção.

O hipotireoidismo pode dificultar a ovulação e, sem a liberação do óvulo maduro, a fecundação não ocorrerá. Essa deficiência também está associada ao aumento do risco de aborto precoce.

Além disso, essa doença também interfere na fase lútea, período essencial para que o endométrio se desenvolva corretamente e mantenha o embrião no útero.

Por esse motivo, se o TSH encontra-se elevado, é importante um tratamento adequado para que as concentrações de ambos os hormônios sejam normalizadas. Dessa forma, é possível reverter o caso de infertilidade feminina e possibilitar a gravidez.

Alguns estudos sugeriram que, na presença de níveis elevados de TSH, pode haver uma diminuição na chance de gravidez em ciclos de tratamento com FIV (fertilização in vitro). Assim, fazemos a avaliação de forma rotineira.

Não só o TSH elevado afetando ou não o T4 livre, mas também o TSH muito baixo, diminuindo de forma acentuada os hormônios tireoidianos, podem afetar a fertilidade, pois estão diretamente relacionados à ovulação e à manutenção da gestação em seus estágios inicias.

Qual o momento ideal para fazer o exame?

O exame TSH, em conjunto com o T4 livre, é uma ferramenta que deve ser utilizada para verificar se problemas tireoidianos são a causa de infertilidade feminina. Por esse motivo, realizar exames hormonais é fundamental para definir qual é o tratamento mais adequado e solucioná-los. Dessa maneira, o sonho de ser mãe tem tudo para ser concretizado.

Está tentando engravidar? Entre em contato conosco para realizar alguns exames hormonais e verificar o que pode estar dificultando a sua gravidez.

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