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Falha de FIV: por que pode ocorrer e o que fazer?

Falha de FIV: por que pode ocorrer e o que fazer?

A infertilidade é um problema que atinge muitos homens e mulheres em idade reprodutiva. Ela pode ser considerada após 12 meses de tentativas sem sucesso de engravidar. Doenças e alterações anatômicas são alguns dos grandes responsáveis pela dificuldade em alcançar a gravidez, seja causada por fatores masculinos, seja por fatores femininos.

Ainda que encontrem dificuldades, essas pessoas podem conseguir uma gestação, uma vez que existem técnicas avançadas na medicina reprodutiva capazes de auxiliar nesse processo.

Diversos casos podem ser tratados e resolvidos por meio da reprodução assistida, que conta com três técnicas principais: a relação sexual programada (RSP), a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV). Cada uma possui uma complexidade diferente e métodos distintos, realizados para auxiliar casais com problemas de infertilidade.

Mesmo com chances altas de sucesso, a reprodução assistida não garante que todo tratamento resulte em gravidez. Fatores como a idade da mulher podem interferir no resultado do procedimento. Porém, existem algumas técnicas complementares, principalmente na FIV, que são capazes de aumentar as chances de sucesso no tratamento e evitar falhas.

A seguir, conheça algumas possíveis causas de falhas na FIV, quando elas acontecem e como podem ser evitadas no tratamento.

Como a FIV é realizada?

A FIV é uma das técnicas de reprodução assistida, realizada tanto para fatores de infertilidade masculina quanto feminina. É o método de maior complexidade, com altos índices de sucesso e todos os seus procedimentos são realizados em laboratório. É feita em cinco etapas principais: a estimulação ovariana, punção ovariana e coleta dos espermatozoides, fecundação, cultivos dos embriões e transferência embrionária.

É a técnica mais indicada atualmente, principalmente em casos mais graves de infertilidade, como distúrbios de ovulação, endometriose, ausência de espermatozoides, infertilidade sem causa aparente (ISCA), entre outros.

Um dos avanços da FIV é a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), que permite o tratamento de infertilidade masculina grave, como problemas na produção de gametas e garante a injeção de um espermatozoide diretamente no óvulo para a fecundação.

Existem algumas técnicas complementares à FIV que podem aumentar as chances de sucesso no tratamento e podem, inclusive, beneficiar casais homoafetivos. A doação de gametas e embriões e o útero de substituição são algumas delas. Também integram o grupo de procedimentos complementares exames como o teste genético pré-implantacional (PGT) e o hatching assistido.

Quais as possíveis causas para a falha na FIV?

Ainda que seja a técnica com maiores números de resultados positivos no tratamento, a FIV também está sujeita a falhas no procedimento e elas podem ocorrer por diversos fatores, como:

Fatores femininos

A idade da mulher é um dos principais fatores de influência nas falhas do tratamento. Quanto mais avançada a idade, menor é a chance de gravidez, pois a qualidade dos óvulos é essencial no processo e ela acaba sendo comprometida com o passar do tempo.

Mulheres com problemas no endométrio também correm o risco de falhas na FIV, uma vez que ele é essencial para o processo. É nessa camada de tecido do útero que o embrião realiza a implantação e se fixa para iniciar o desenvolvimento do feto.

Fatores masculinos

Danos ao DNA espermático podem comprometer o tratamento de reprodução assistida e causar falhas na FIV. Esses fatores quando identificados por exames complementares, podem ser tratados de forma adequada para que o procedimento possa ser feito novamente.

Fatores embrionários

A qualidade embrionária também é um fator fundamental para o sucesso no tratamento. pois pode causar a falha de implantação em alguns casos, um dos maiores causadores da falha na FIV.

Existem formas de avaliar essa questão antes de realizar a transferência embrionária, como o cultivo dos embriões por um tempo maior no meio de cultura ou mesmo a troca dos gametas.

Além da qualidade embrionária, é importante que exista uma boa interação entre embrião e endométrio para que a implantação aconteça.

O que fazer quando ocorrem falhas na FIV?

As falhas na FIV podem ser mais comuns do que as pessoas imaginam. Alguns fatores podem influenciar nesse processo e muitas vezes a primeira tentativa pode não ser bem sucedida.

É comum a realização de novas tentativas e as chances de sucesso são as mesmas nesses casos. Isso ocorre porque, após a falha, não significa que exista um problema que irá se repetir.

Algumas técnicas complementares à FIV são feitas em casos de falhas, sendo:

Alguns exames também são capazes de identificar possíveis doenças ou alterações que atrapalhem o processo de reprodução assistida, como a ultrassonografia transvaginal, histerossonografia, histerossalpingografia, histeroscopia e a ressonância magnética.

Saiba mais sobre os procedimentos da fertilização in vitro e entenda em detalhes como ela funciona na reprodução assistida.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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