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Hormônio antimülleriano e reserva ovariana

Por Equipe Origen

Publicado em 21/09/2022

Com a leitura deste post, você vai entender qual é a relação entre hormônio antimülleriano e reserva ovariana. Antes disso, vamos precisar explicar esses conceitos separadamente para esclarecer melhor o assunto, assim como outras questões associadas à fertilidade feminina.

Considera-se que a mulher está em idade fértil desde o primeiro ciclo menstrual (menarca) até o último (menopausa). Entretanto, a fertilidade reduz bem antes da parada definitiva das menstruações, em razão da diminuição progressiva da reserva ovariana. A partir dos 35 anos, as taxas de gestação espontânea já são menores.

Fazer a dosagem do hormônio antimülleriano para avaliar a reserva ovariana é uma das ações indicadas quando a mulher está tentando engravidar, especialmente antes de realizar um tratamento de reprodução assistida.

Leia as próximas linhas para compreender melhor os conceitos apresentados e conhecer a relação que eles têm com a fertilidade feminina!

O que é hormônio antimülleriano?

O hormônio antimülleriano é uma glicoproteína. Sua produção ocorre em pequenas estruturas que atuam como unidades funcionais dos ovários: os folículos ovarianos.

Cada unidade folicular é responsável por guardar um óvulo que ainda não se desenvolveu. Ao longa da vida fértil da mulher, esses folículos são recrutados em pequenos grupos, mês após mês, para que um deles libere um óvulo maduro e pronto para ser fecundado.

Para que ocorra o recrutamento cíclico dos folículos ovarianos no decorrer de todos os anos de menacme (fase da vida em que as menstruações acontecem), são necessários milhares deles. Quanto mais folículos disponíveis, mais chances de ovulação, fecundação e gravidez.

Sendo assim, fica claro que a dosagem do hormônio antimülleriano é de grande importância para mensurar a quantidade de folículos que a mulher ainda tem nos ovários. Juntamente a outros exames, é possível obter um prognóstico reprodutivo.

O que é reserva ovariana?

Reserva ovariana é o número total de folículos que a mulher tem armazenados em determinado período de sua vida. Esse número reduz com o passar do tempo, o que significa que se a mulher avaliar sua reserva agora e, novamente, daqui a 1 ano, haverá diferença.

A perda folicular acontece de forma contínua, até alcançar o esgotamento completo da reserva ovariana, marcado pela chegada da menopausa. Contudo, a baixa quantidade de folículos e óvulos disponíveis já é percebida anos antes, a partir dos 35.

A baixa reserva ovariana é uma das causas de infertilidade feminina, sendo principalmente causada pelo avanço da idade. Vale dizer que a qualidade dos óvulos também é afetada pelo processo natural de envelhecimento celular. Por consequência, a baixa qualidade embrionária pode levar a falhas de implantação, aborto e síndromes cromossômicas.

Outras condições, além da idade, estão associadas à baixa reserva ovariana. Alterações genéticas, cirurgias nos ovários e tratamentos oncológicos são exemplos de situações que levam à menopausa precoce — conceito que se refere ao esgotamento da reserva antes dos 40 anos.

Qual é a relação entre hormônio antimülleriano e reserva ovariana?

Existe uma relação clara entre hormônio antimülleriano e reserva ovariana, visto que esse hormônio é produzido pelos folículos que constituem a reserva. Vemos também que ambos estão relacionados à fertilidade feminina.

A dosagem do hormônio antimülleriano permite avaliar a situação atual da reserva ovariana, o que é importante tanto para estimar as chances de gravidez espontânea da mulher quanto para definir o protocolo de estimulação hormonal nos tratamentos de reprodução assistida.

A estimulação ovariana é uma técnica empregada em quase todos os tratamentos de reprodução — de baixa e alta complexidade —, os quais incluem: relação sexual programada, inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV).

Na condição de baixa reserva ovariana, a FIV é indicada, podendo ser feita com protocolos aprimorados, como o TetraStim, que consegue obter um número adequado de óvulos em casos de baixa reserva ou baixa resposta à estimulação convencional.

Como é feita a avaliação da reserva ovariana?

A reserva ovariana é avaliada com base em marcadores clínicos, endócrinos e ecográficos. A idade cronológica e o padrão dos ciclos menstruais são considerados marcadores clínicos da reserva, mas não é possível confiar apenas nesses critérios para assegurar que a mulher tenha ou não chances de engravidar.

Os marcadores endócrinos são avaliados pelas dosagens hormonais. As substâncias analisadas são o hormônio antimülleriano, o hormônio folículo-estimulante (FSH), estradiol e inibina-B (os resultados podem ser afetados pelo uso de anticoncepcionais). Em relação aos marcadores ecográficos, os ovários são observados por meio do exame de ultrassonografia pélvica para a contagem dos folículos antrais.

Acredita-se que os métodos mais confiáveis de avaliação sejam a dosagem do hormônio antimülleriano e a contagem dos folículos antrais, que são os que já iniciaram seu desenvolvimento e estão mais perto do estágio de ovulação.

Vale reforçar que a avaliação da reserva ovariana não pode estimar a capacidade reprodutiva da mulher a médio e longo prazo, visto que o avanço da idade, algumas condições de saúde e determinados tratamentos médicos podem provocar perda folicular.

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