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Miomas e reprodução assistida: qual a relação?

Miomas e reprodução assistida: qual a relação?

Para alguns casais, o processo de reprodução é simples e a gravidez ocorre nas primeiras tentativas — ou mesmo sem planejamento. Por outro lado, existem mulheres que enfrentam determinadas condições clínicas que dificultam a concepção, como no caso dos miomas.

Uma das principais doenças que afetam a cavidade uterina, os miomas são tumores benignos que podem tomar grandes proporções. Há diferentes tipos de leiomiomas, como também são chamados, mas os submucosos são os que oferecem mais riscos de levar à infertilidade feminina.

Neste post, vamos falar sobre os tipos de miomas e explicar sua relação com a infertilidade. Também vamos abordar as técnicas de reprodução assistida e mostrar como esse ramo da medicina pode ajudar na gravidez de mulheres com mioma. Acompanhe!

Quais tipos de miomas podem causar infertilidade e por quê?

Os miomas se dividem em três tipos: submucosos, subserosos e intramurais. Essa definição é dada de acordo com a camada do útero em que os nódulos se desenvolvem:

Os miomas também são classificados em relação ao tamanho (pequeno, médio ou grande), à quantidade (único ou múltiplos) e à porção uterina que ocupam (cervicais, ístmicos ou corporais).

Nem todos os miomas provocam infertilidade. Contudo, alguns deles podem prejudicar a implantação do embrião ou interferir no desenvolvimento do feto. Quando se diagnostica miomas submucosos, há um risco maior de a mulher ficar infértil, visto que os tumores crescem próximos ao endométrio, justamente onde o embrião precisa se fixar.

Miomas intramurais grandes também podem afetar o útero de forma anatômica e funcional. Nesses casos, há chances aumentadas de abortamento espontâneo e parto prematuro.

Quais são as técnicas de reprodução assistida?

As técnicas de reprodução assistida dispõe de ferramentas que aumentam as possibilidades de gravidez em casos de infertilidade masculina ou feminina. As técnicas são consideradas de baixa ou alta complexidade, conforme o modo como a fecundação acontece.

As técnicas de baixa complexidade são a relação sexual programada (RSP) e a inseminação intrauterina (IIU). Nesses casos, o óvulo é fecundado in vivo, isto é, no corpo da paciente. Já na fertilização in vitro (FIV), técnica mais complexa da reprodução assistida, a fecundação do óvulo é realizada em laboratório, assim como outras etapas do processo, como seleção dos gametas e cultivo dos embriões.

Na IIU, mais conhecida como inseminação artificial (IA), apenas o preparo da amostra de sêmen é feito em laboratório, e os espermatozoides são introduzidos no útero da paciente para que a concepção ocorra. A RSP é ainda mais simples, uma vez que são utilizados os métodos tradicionais para engravidar, ou seja, o casal é orientado a manter relações sexuais no período fértil da mulher.

A única intervenção que pode ser feita na RSP consiste na administração de hormônios para estimular os ovários a liberarem mais óvulos maduros — técnica que também é realizada na IIU e na FIV, embora sejam adotados diferentes protocolos em cada tipo de tratamento.

Contudo, as técnicas de baixa complexidade são indicadas somente para fatores leves de infertilidade, sobretudo disfunções ovulatórias. Além disso, o sucesso do tratamento depende das condições gerais da saúde da mulher, o que inclui idade inferior a 35 anos e tubas uterinas permeáveis.

Por sua vez, a FIV é a alternativa mais eficaz para que pessoas com infertilidade consigam obter uma gestação. O processo é realizado em cinco etapas principais — estimulação ovariana, coleta dos óvulos e preparo seminal, fertilização, cultivo dos embriões e transferência para o útero. Em complemento, também podem ser indicadas técnicas específicas segundo a avaliação individualizada dos pacientes.

A reprodução assistida pode facilitar a gravidez em mulheres com miomas?

Sim. A técnica mais indicada para mulheres com infertilidade por fator uterino é a FIV. Portanto, pacientes com miomas que enfrentam dificuldades para obter a gestação por vias naturais podem recorrer a essa alternativa para engravidar.

É oportuno lembrar que a reprodução assistida não é indicada como forma de tratar doenças, mas de possibilitar a gravidez quando as funções reprodutivas são afetadas por algum problema. Nesse sentido, a primeira recomendação é que os miomas sejam tratados antes de iniciar a FIV, a fim de não comprometer os resultados da técnica.

A miomectomia é o tratamento cirúrgico indicado para remover os miomas quando há intenção de preservar a fertilidade da paciente. O procedimento pode ser feito por histeroscopia ou videolaparoscopia e costuma apresentar bons resultados.

Após a retirada dos tumores, a paciente pode novamente tentar a gravidez natural ou partir diretamente para a reprodução assistida, uma vez que as chances de concepção são maiores com a FIV.

As chances de sucesso da FIV para mulheres com miomas são relativas a fatores como idade da paciente, qualidade e quantidade de embriões gerados. Contudo, a técnica apresenta taxas elevadas de gestações clínicas e nascidos vivos.

Leia também o texto completo sobre fertilização in vitro e conheça os detalhes da técnica!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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