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Parâmetros seminais: conheça

Parâmetros seminais: conheça

A confirmação de uma gravidez é o sonho de muitos casais. Contudo, apesar de o processo reprodutivo ser natural e fácil para muitas pessoas, existem diversos aspectos envolvidos para que a concepção ocorra — a começar pela qualidade dos óvulos e espermatozoides. Assim, um número mínimo de gametas masculinos, com motilidade e morfologia adequados para que haja uma gravidez.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em muitas pesquisas, oferece o direcionamento para a análise do sêmen. Assim, são instituídos determinados valores de referência que são aplicados na interpretação do exame de espermograma.

Neste post, vamos apresentar os parâmetros seminais definidos pela OMS. Além disso, explicaremos quais são as possíveis alterações em tais valores e de que forma a reprodução assistida pode ajudar a superar as condições associadas!

O que forma o sêmen?

Antes de o sêmen estar completamente constituído e pronto para ser ejaculado, os espermatozoides percorrem um longo percurso no sistema reprodutor masculino.

A espermatogênese (produção dos gametas) ocorre nas glândulas sexuais, os testículos, e depende da ação de hormônios. Em seguida, os espermatozoides são armazenados nos ductos que se localizam atrás dos testículos, os epidídimos, onde amadurecem e ganham mobilidade.

Quando o homem passa por estimulação sexual, os gametas saem dos epidídimos e percorrem os canais deferentes para se juntar aos líquidos das vesículas seminais e da próstata. Os fluídos das glândulas seminais garantem nutrição aos espermatozoides e aumentam sua capacidade de movimento. Já o líquido prostático os protege da acidez dos vestígios urinários que permanecem na uretra, bem como da acidez natural da vagina.

Por fim, após estar formado pelos espermatozoides e fluídos necessários, o sêmen percorre o canal da uretra — onde ainda recebe um líquido lubrificante produzido pelas glândulas bulbouretrais — e é ejaculado.

Quais são os parâmetros seminais normais?

Os parâmetros seminais são avaliados por meio do espermograma. Nesse exame, é possível observar as características físicas do sêmen, bem como a quantidade e a qualidade dos espermatozoides.

Primeiramente, é feita a análise macroscópica, guiada pelos seguintes parâmetros seminais:

Em relação às características dos espermatozoides, investigadas na análise microscópica do espermograma, os parâmetros seminais são os seguintes:

Se a amostra estiver de acordo com os parâmetros seminais normais, o resultado do espermograma indica normozoospermia. É importante que o paciente conheça os valores de referência para identificar alterações em seu exame. Contudo, a avaliação de um especialista é indispensável.

O que pode alterar os parâmetros seminais?

A análise seminal pode chegar a diferentes resultados. Entre as possíveis alterações detectadas estão:

Dentre os quadros citados, a azoospermia é considerada um fator grave de infertilidade masculina. As causas do problema são várias, o que inclui infecções bacterianas, varicocele, disfunções hormonais, cirurgias, traumas locais e outras condições clínicas.

Qual é o papel da reprodução assistida diante de alterações seminais?

Além do espermograma, o paciente diagnosticado com azoospermia, ou outras alterações nos parâmetros seminais, deve passar por uma investigação aprofundada para descobrir a origem do problema. As doenças associadas precisam ser devidamente tratadas com o objetivo de restaurar a fertilidade masculina.

Como alternativa, o casal pode aumentar suas chances de gestação com as técnicas de reprodução assistida. Casos de alterações seminais leves, como na morfologia ou na motilidade dos gametas, podem ter bons resultados com a inseminação intrauterina (IIU) — tratamento que consiste na introdução de uma amostra de esperma diretamente no útero da paciente.

Homens com problemas masculinos graves, sobretudo a azoospermia, precisam de uma técnica mais complexa. A fertilização in vitro (FIV) e alguns de seus procedimentos complementares são as indicações mais efetivas para esses casos.

Na FIV, o paciente com azoospermia passa por técnicas de recuperação espermática para que seus gametas sejam colhidos dos testículos ou epidídimos. Depois disso, os espermatozoides são preparados para a injeção intracitoplasmática (ICSI), procedimento realizado para fertilizar os óvulos com mais chances de gerar os embriões.

Vemos que a observação dos parâmetros seminais é um importante ponto de partida para a definição do tratamento mais apropriado. Conforme as alterações identificadas, é possível escolher as técnicas que trarão mais possibilidades de gestação ao casal.

Obtenha mais informações sobre a infertilidade masculina com a leitura do nosso texto institucional que explica em detalhes o que é azoospermia!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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