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Zika vírus é causador de microcefalia

Zika vírus é causador de microcefalia

O Zika é um vírus pertencente à mesma família dos vírus da Dengue e da Febre Amarela, todos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.

Identificado pela primeira vez no Brasil no final do ano de 2014, o Zika Vírus tem se tornado uma grande preocupação para a saúde pública nacional, por ser ele o responsável pela doença conhecida como “febre Zika”, que apresenta sintomas mais brandos, porém similares aos da Dengue: febre, dor nas articulações e músculos, conjuntivite e manchas vermelhas na pele.

Recentemente, em 28 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde declarou a possibilidade de haver relação causal entre a febre Zika e uma malformação fetal conhecida como Microcefalia, que pode ser entendida como uma condição neurológica rara, em que a cabeça e o cérebro da criança se apresentam em tamanhos consideravelmente menores do que os de outras crianças do mesmo sexo e idade.

Para tratar desse assunto, o diretor técnico de medicina fetal da Clínica Origen em BH, Dr. Heverton Pettersen, concedeu uma entrevista à revista Encontro de fevereiro de 2016 (no 177) e também à Rede Super, quando abordou a fragilidade das evidências utilizadas para relacionar o surto da febre Zika com o aumento dos casos de Microcefalia registrados recentemente no Brasil.

 

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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