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PESA e MESA: procedimentos para superar a infertilidade masculina

PESA e MESA: procedimentos para superar a infertilidade masculina

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais indicada para uma série de causas de infertilidade, pois dispõe de diversos recursos para aumentar a eficácia do tratamento. Procedimentos como PESA e MESA, por exemplo, são utilizados somente no contexto da FIV e permitem a obtenção de gametas masculinos, mesmo nos casos em que não são encontrados espermatozoides no sêmen.

A infertilidade masculina é uma condição complexa e que pode ter origem em diferentes fatores, como doenças genéticas, distúrbios hormonais ou cirurgias. Em alguns casos, o quadro pode ser bastante grave, levando o paciente à busca de acompanhamento especializado para conseguir ter um filho biológico.

Neste texto, apresentaremos as técnicas PESA e MESA, que fazem parte dos procedimentos de recuperação espermática nos processos de FIV. Continue a leitura para compreender como essas técnicas são realizadas!

O que é azoospermia?

Azoospermia é um dos principais problemas identificados durante a investigação da infertilidade masculina, sendo representada pela ausência de espermatozoides no ejaculado. Portanto, mesmo que o homem apresente um volume normal de sêmen, isso não garante que ele seja fértil. Somente a análise seminal pode detectar essa condição.

O espermograma é o principal exame solicitado para avaliar as características físicas do sêmen (cor, volume, viscosidade, pH e liquefação). Da mesma forma, esse exame envolve a análise microscópica e permite identificar a ausência ou a presença dos espermatozoides, bem como a quantidade, a morfologia e a motilidade dos gametas.

Ao ser detectada a azoospermia, é preciso investigar mais a fundo para descobrir se o quadro é obstrutivo ou não obstrutivo. Entenda a diferença entre as duas condições:

Azoospermia obstrutiva

Esse é o tipo mais comum de azoospermia. Nesse caso, os espermatozoides são produzidos normalmente nos testículos, mas não conseguem chegar até o líquido seminal porque encontram obstáculos no percurso.

Para ficar claro, vamos entender qual é o trajeto percorrido pelos espermatozoides:

Portanto, a azoospermia obstrutiva é caracterizada pela presença de obstáculos em qualquer um desses locais do aparelho reprodutor masculino. As obstruções podem ser resultado de cirurgias, como vasectomia, traumas, ausência dos túbulos condutores, torção do cordão espermático, inflamações — orquite, epididimite, uretrite, entre outros quadros.

Azoospermia não obstrutiva

Os casos de azoospermia não obstrutiva são mais graves, uma vez que nessa condição não há produção de espermatozoides e estes somente podem ser encontrados nos túbulos seminíferos — para isso, também há técnicas de recuperação espermática, chamadas de TESE e Micro-TESE.

Contudo, nem sempre é possível recuperar espermatozoides nos casos de azoospermia não obstrutiva. Esse quadro é causado principalmente por distúrbios hormonais, alterações genéticas e varicocele — embora as varicoceles possam ser corrigidas com cirurgia.

Como são feitas as técnicas PESA e MESA?

PESA e MESA são procedimentos realizados para coletar os espermatozoides dos epidídimos, que, como vimos, são ductos ligados aos testículos que armazenam os espermatozoides enquanto eles passam por um processo de maturação. Essas técnicas são indicadas principalmente em casos de azoospermia obstrutiva.

A PESA — ou Aspiração Percutânea de Espermatozoides do Epidídimo — é considerada uma punção. Para esse procedimento, é utilizada uma agulha fina que permite que o fluído do epidídimo seja aspirado. A técnica é realizada com o paciente sob sedação, sendo também necessário o bloqueio do cordão espermático.

Já a MESA — Aspiração Microcirúrgica de Espermatozoides do Epidídimo — é, de fato, um procedimento cirúrgico, realizado com aplicação de anestesia. Dessa forma, é feita uma incisão no escroto para exteriorizar o epidídimo. Por meio de um microscópio, os túbulos do órgão são examinados, a procura de espermatozoides móveis.

Após os procedimentos de PESA e MESA, o material coletado é analisado para seleção dos gametas com melhores parâmetros de qualidade.

Por que PESA e MESA são procedimentos importantes na FIV?

As técnicas PESA e MESA, assim como os outros procedimentos de recuperação espermática, são fundamentais para os processos de FIV, visto que representam o único recurso capaz de obter os espermatozoides em casos de azoospermia.

Os gametas coletados por meio dessas técnicas são utilizados somente na FIV. Atualmente, a fertilização ocorre com o uso da injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Com esse método, cada espermatozoide é injetado diretamente dentro de um óvulo para favorecer a fecundação.

Quando, mesmo com as técnicas PESA e MESA, não é possível recuperar uma quantidade viável de espermatozoides móveis, o paciente pode optar pela doação de sêmen para dar sequência ao tratamento e possibilitar uma gravidez. Portanto, é importante que o casal seja bem informado sobre suas alternativas antes de iniciar o processo de FIV.

Quer saber como funcionam as outras técnicas utilizadas nesse contexto? Leia também nosso texto sobre recuperação espermática e conheça os detalhes dos procedimentos envolvidos.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências