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Pólipos endometriais: como é feito o diagnóstico?

Pólipos endometriais: como é feito o diagnóstico?

Pólipos endometriais são neoformações que ficam sobressalentes na camada basal do endométrio — revestimento da parede uterina. Trata-se de uma doença que pode modificar a estrutura do útero e provocar infertilidade feminina.

Os pólipos podem se apresentar em características variadas: moles ou firmes; fibrosos ou com aparência de cistos; pequenos ou grandes; solitários ou múltiplos; fixos no tecido endometrial (sésseis) ou ligados à base por meio de um pedículo.

Em muitos casos, os pólipos endometriais são assintomáticos e ocupam minimamente o interior do útero, o que atrasa a busca por diagnóstico. No entanto, há situações em que ocorrem distorções significativas na cavidade uterina, impactando sua função — lembrando que o útero é responsável por receber o embrião e precisa estar em condições favoráveis para que o processo de reprodução se conclua.

Diante das alterações anatômicas e funcionais do endométrio, existe um risco maior de que o embrião não consiga se fixar no útero, caracterizando infertilidade por falhas de implantação embrionária ou abortamento precoce.

Leia este post completo para obter mais informações sobre os pólipos endometriais!

Como investigar os pólipos endometriais?

Diversas ferramentas diagnósticas podem ajudar na confirmação dos pólipos. Há casos em que as projeções são identificadas ainda no exame ginecológico de rotina, sobretudo quando também se desenvolvem pólipos endocervicais.

O primeiro método de diagnóstico por imagem solicitado diante da suspeita de afecções ginecológicas é a ultrassonografia transvaginal. O uso de Doppler também tem demonstrado alta especificidade na caracterização de pólipos com pedículos vascularizados.

A histerossonografia é outro importante recurso de investigação dos pólipos endometriais, sendo, inclusive superior à ultrassonografia convencional. Também consiste em um exame ecográfico, mas que utiliza contraste com soluções líquidas, de forma a garantir maior visibilização dos espessamentos focais e mais precisão para diferenciar os tecidos do endométrio e do miométrio (camada intermediária do útero).

A histerossalpingografia — apesar de ainda ser um exame utilizado na investigação de fatores uterinos e tubários associados à infertilidade — revela acurácia moderada e baixa especificidade para diagnosticar os pólipos endometriais.

Com aplicação na clínica atual, o exame padrão ouro para o diagnóstico de afecções intrauterinas é a histeroscopia. Essa técnica permite a observação direta do interior do útero, por meio de um instrumento com sistema de iluminação e microcâmera acoplada — o histeroscópio — que é inserido pelo canal vaginal da paciente.

Além de propiciar uma avaliação nítida e identificação precisa das lesões endocavitárias, a histeroscopia possibilita a introdução de instrumentos cirúrgicos de calibre reduzido para fazer a ressecção dos pólipos. O uso do histeroscópio também propicia biópsias dirigidas do endométrio para investigar a possível existência de células cancerígenas.

Quais são os riscos de não tratar os pólipos?

Um aspecto importante dos pólipos endometriais é o risco de malignização. As chances de que um pólipo esteja associado ao câncer de endométrio são baixas, mas não devem ser ignoradas. Alguns fatores de risco para malignidade são observados, incluindo:

O desenvolvimento dos pólipos em si também pode ser influenciado por fatores como idade (mais comuns após os 40 anos), obesidade, diabetes e hipertensão, além da exposição excessiva a hormônios estrógenos ao longo da vida.

Portanto, a falta de diagnóstico precoce e tratamento adequado impõe o risco de que um quadro de pólipos endometriais evolua para um câncer. Também podemos ressaltar os prejuízos à fertilidade feminina como um impacto negativo dessa doença.

Quais são as formas de tratamento?

Em geral, a conduta terapêutica dos pólipos endometriais envolve cirurgia para retirada das projeções. Em primeiro lugar, é necessário realizar a biópsia do endométrio, para excluir — ou confirmar — o potencial de malignidade, uma vez que isso altera o curso do tratamento.

Na clínica atual, podemos sugerir que o pólipo é um marcador de risco para o câncer, mas não um precursor em todos os casos — na verdade, o número de quadros com esse desfecho é baixo. Ainda assim, parece seguro adotar o tratamento cirúrgico quando os pólipos são detectados.

A polipectomia é a técnica indicada para a ressecção dos pólipos endometriais e pode ser realizada por histeroscopia, o que permite a remoção integral da lesão e de sua base. O manejo cirúrgico é uma indicação tanto para mulheres com prole constituída quanto para pacientes que desejam engravidar, visto que os pólipos podem afetar o útero e prejudicar a fertilidade e a gestação.

A fertilização in vitro (FIV) também é uma alternativa para aumentar as chances de gravidez — sobretudo se a mulher tem mais de 35 anos, o que é comum entre pacientes com diagnóstico de pólipo.

A FIV é uma técnica de alta complexidade e conta com diferentes recursos complementares que possibilitam a individualização do tratamento e a superação de várias causas de infertilidade. Sendo assim, mulheres que foram diagnosticadas com pólipos endometriais, fizeram a remoção das lesões, mas ainda encontram dificuldades para engravidar, podem ter esse apoio da medicina reprodutiva.

Aproveite para ler nosso texto institucional e confira mais detalhes sobre os pólipos endometriais!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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