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Prostatite e reprodução assistida

Prostatite e reprodução assistida

A infertilidade masculina é bastante comum e pode ser causada por diversos fatores. Doenças e alterações no sistema reprodutor masculino são as principais influência nesse problema que dificulta casais a alcançarem a gravidez.

Inflamação nos testículos, torção testicular, quimio e radioterapia, pós-operatório de cirurgia inguinal, varicocele, infecções sexualmente transmissíveis, entre outras adversidades, são possíveis causadoras de infertilidade no homem.

Para que se obtenha um diagnóstico, é preciso realizar uma investigação no histórico médico, juntamente com exames que possam identificar alterações nos órgãos reprodutivos do homem, responsáveis pelo processo de fertilização.

A seguir, saiba mais sobre a prostatite, processo inflamatório da próstata que pode levar a problemas de infertilidade.

O que é a prostatite?

Caracterizada pela inflamação da próstata, pequena glândula responsável por produzir líquido seminal contendo os espermatozoides. Essa inflamação leva ao aumento de tamanho da glândula, causando dor e queimação ao urinar e febre em alguns casos.

É causada por bactérias, por isso seu tratamento mais indicado pelos urologistas é pelo uso de antibióticos que combatem a infecção, juntamente com analgésicos e anti-inflamatórios que ajudam a aliviar os sintomas.

Existe uma classificação da prostatite que é dada de acordo com a causa bacteriana e não bacteriana, baseada no tempo de início dos sintomas, sendo classificadas em:

O que causa a prostatite?

A prostatite pode ser causada por qualquer bactéria presente no trato urinário, na maioria das vezes muito presente na urina de homens com idade acima de 45 anos.

Em pacientes mais jovens, é mais frequente a inoculação de bactérias no trato urinário após o contato sexual com gonococos, clamídia ou outros organismos sexualmente transmissíveis.

Outros problemas também podem levar à prostatite, sendo eles: fimose; crescimento benigno da próstata; traumas na região do períneo; passagem de sondas, cistoscopia e biópsia prostática no trato urinário.

Pode também ser causada por alguma cirurgia ou lesão na região ou apresentar situações impossíveis de definir uma causa concreta.

Sintomas da prostatite

Os principais e mais comuns sintomas da prostatite são a diminuição da força do jato da urina e dor ao urinar. Os sintomas podem se parecer bastante com os de outros problemas na próstata. Conheça outros sintomas da inflamação:

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da prostatite é feito por meio da avaliação dos sintomas e pelo exame de toque retal. O médico pode indicar também uma coleta de sangue, urina e de líquido prostático.

Além disso, os exames mais indicados são: fluxometria, exame de sangue ao PSA e ainda a realização de uma biópsia para identificar a causa do crescimento da próstata.

Como é feito o tratamento?

Normalmente, após o diagnóstico do problema, o urologista pode indicar o uso de antibióticos para o tratamento da infecção. Analgésicos e anti-inflamatórios também podem ser prescritos para aliviar os sintomas.

Quando for o caso de prostatite crônica, o uso de medicamentos é mais prolongado, durando cerca de 3 meses e quando não se obtém resultado, pode haver a necessidade de uma cirurgia para remover o abcesso prostático causador dos sintomas.

A prostatite e a reprodução assistida

A prostatite é uma alteração que pode levar à infertilidade masculina. Nesses casos, o homem tem a opção de realizar o seu tratamento para tentar uma gravidez natural ou por reprodução assistida.

Quando mesmo após o tratamento ele não consegue engravidar por métodos naturais, é possível optar por uma das técnicas de reprodução assistida que aumentam as chances de gravidez.

Os principais métodos utilizados são a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV). Ambas são técnicas eficientes que auxiliam casais com diversos tipos de problemas com a fertilidade.

A inseminação intrauterina é considerada de baixa complexidade e é muito indicada em casos de infertilidade masculina. Envolve um processo de preparo seminal que ajuda a selecionar os melhores gametas para a fertilização.

Já a fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de alta complexidade, no qual seus procedimentos são todos realizados em laboratório, desde a preparação dos gametas até a sua transferência embrionária.

Saiba mais sobre o problema de prostatite, sua ocorrência e o tratamento adequado em cada caso.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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