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Recuperação espermática: conheça as técnicas

Recuperação espermática: conheça as técnicas

A quantidade e a qualidade dos espermatozoides estão entre os principais fatores relacionados à infertilidade masculina. Diversas doenças, infecções e condições podem afetar o potencial reprodutivo do homem e, em casos bem graves, o sêmen ejaculado pode não conter nenhum espermatozoide (condição chamada de azoospermia), sendo necessário realizar uma recuperação espermática.

Nesses casos, as técnicas são importantes para coletar os gametas masculinos e utilizá-los no tratamento da fertilização in vitro (FIV). Muitos homens não conhecem essas alternativas, por isso, vamos mostrar como são realizados os procedimentos para a recuperação espermática.

Boa leitura!

O que é azoospermia?

A azoospermia é uma das principais causas de infertilidade masculina. Ela é uma condição cuja principal característica é a ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado.

Na azoospermia, o sêmen do homem continua apresentando a mesma aparência de um homem sem a condição, porém, não há espermatozoides na amostra seminal. Ela não apresenta sintomas e o seu diagnóstico é confirmado pelo espermograma, exame que avalia diversos aspectos do sêmen e é um dos principais ferramentas para detectar a infertilidade masculina.

Os gametas masculinos são produzidos nos testículos, que são protegidos pela bolsa escrotal. Após a produção, os espermatozoides são armazenados nos epidídimos para finalizar o seu amadurecimento até o momento da ejaculação. Os epidídimos são canais que ligam os testículos até os ductos deferentes, auxiliando no transporte dos espermatozoides.

Saber como funciona o sistema reprodutor masculino é importante para entender como a azoospermia é classificada.

Tipos de azoospermia

A condição é dividida em dois tipos: obstrutiva e não obstrutiva.

A azoospermia obstrutiva é causada por um bloqueio no transporte dos espermatozoides, mas a sua produção permanece normal. As principais causas estão relacionadas a genética, vasectomia e inflamações no sistema reprodutor, como a epididimite e a orquite.

A azoospermia não obstrutiva é definida pela diminuição ou interrupção total da produção de espermatozoides. Ela pode ser causada por diversas condições como caxumba, varicocele, desequilíbrios hormonais, doenças genéticas e infecções causadas por infecções sexualmente transmissíveis (como a clamídia e a gonorreia).

Quais são as técnicas utilizadas para a recuperação espermática?

A recuperação espermática é um procedimento com o objetivo de coletar os espermatozoides diretamente dos testículos ou dos epidídimos. Existem 4 técnicas para a recuperação espermáticas e elas são indicadas de acordo com o tipo de azoospermia do paciente.

A PESA e a MESA são utilizadas para os casos de azoospermia obstrutiva e a TESE e a Micro-TESE são voltadas para azoospermia não-obstrutiva. A seguir, vamos desdobrar como é realizada cada uma delas. Confira!

PESA

Na PESA (aspiração percutânea de espermatozoide do epidídimo) a coleta é feita diretamente nos epidídimos por uma agulha bem fina utilizada para aspirar os espermatozoides. A técnica é minimamente invasiva e o paciente recebe uma anestesia local.

MESA

A MESA (aspiração microcirúrgica de espermatozoide do epidídimo) é feita em um centro cirúrgico e o paciente recebe uma anestesia geral ou local. O procedimento é mais completo do que a PESA.

O médico faz uma incisão (corte) na bolsa escrotal para ter acesso os epidídimos. Durante o procedimento um microscópio é utilizado para ajudar na localização dos espermatozoides. Após a coleta, os túbulos dos epidídimos que foram abertos são suturados.

TESE

Na TESE (extração de espermatozoides testiculares) uma incisão é feita no escroto para visualizar os testículos e realizar uma biópsia no local. O procedimento retira pequenos pedaços de tecido testicular, que são analisados em busca de espermatozoides.

A busca é feita a olho nu e, caso não seja encontrado nenhum espermatozoide, o médico pode indicar a Micro-TESE ou um banco de sêmen para o tratamento da FIV.

Micro-TESE

A Micro-TESE (microdissecção testicular) também realiza um corte no escroto, sendo realizada em um centro cirúrgico com a internação do paciente. Ela é mais eficaz do que a TESE porque utiliza um microscópio cirúrgico para identificar a região dos testículos com maior possibilidade de encontrar espermatozoides.

Qual é a importância da FIV nesse processo?

Todas as técnicas apresentadas no tópico anterior podem ser realizadas apenas no contexto da fertilização in vitro, utilizando a injeção intracitoplasmática de espermatozoide, por isso, são classificadas como técnicas complementares da FIV. Diferente das outras técnicas de reprodução assistida, a fecundação na FIV ocorre em laboratório, após a coleta dos gametas femininos e masculinos.

Nesta etapa, o homem que não possui problemas de fertilidade realiza a coleta do sêmen por masturbação na clínica de reprodução assistida. Do contrário, uma das técnicas de recuperação espermática apresentadas neste artigo deve ser indicada pelo médico. Os gametas coletados por meio das técnicas de recuperação espermática podem ser utilizados imediatamente no ciclo da FIV ou o material pode ser criopreservado, caso o paciente queira utilizá-lo no futuro.

A criopreservação também é uma técnica complementar da FIV. Ela possibilita que gametas e embriões sejam congelados por tempo indeterminado sem perder a qualidade.

A recuperação espermática visa coletar os espermatozoides para o tratamento da FIV diretamente dos testículos ou dos epidídimos, de acordo com o tipo de azoospermia do paciente. A PESA e a MESA para os casos de azoospermia obstrutiva e a TESE e a Micro-TESE para a azoospermia não obstrutiva.

Quer saber mais sobre as técnicas mencionadas nesse artigo? Confira o nosso material institucional sobre a recuperação espermática e conheça as principais vantagens e desvantagens de cada uma!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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