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TetraStim: o que é?

TetraStim: o que é?

O casal pode enfrentar dificuldades para chegar a uma gravidez espontânea por diversos motivos. As causas de infertilidade feminina e masculina são muitas, e nem sempre são identificadas precocemente, inclusive pelo caráter assintomático de muitas das condições associadas. No entanto, a reprodução assistida trabalha com técnicas promissoras para superar os possíveis fatores de infertilidade — uma delas é o TetraStim.

Os serviços de reprodução assistida têm sido aprimorados nas últimas décadas para atender às diferentes necessidades dos casais inférteis. Uma das técnicas fundamentais nesse contexto é a estimulação ovariana controlada, realizada com medicamentos que promovem o desenvolvimento dos folículos ovarianos, visando à obtenção de vários óvulos maduros. O TetraStim é um dos protocolos de estimulação.

Desenvolvemos aqui na Clínica Origen o TetraStim com o objetivo de ajudar nossas pacientes que têm uma reserva ovariana baixa ou que passaram por ciclos de FIV e tiveram uma resposta ovariana insuficiente.

Assim como na estimulação ovariana, buscamos com a TetraStim uma quantidade maior de óvulos, mas especialmente dessas pacientes que não conseguem um bom número de óvulos com a estimulação ovariana tradicional. O objetivo é, portanto, aumentar as chances de gravidez.

Acompanhe este post com atenção e entenda quando o TetraStim é indicado e como a técnica é realizada!

O que é TetraStim?

O TetraStim é uma técnica que consiste em realizar 4 estímulos hormonais em sequência, com doses muito baixas de medicamento, em comparação com os protocolos da estimulação ovariana convencional.

A tentativa de gravidez utilizando o TetraStim pode levar um pouco mais de tempo, são cerca de 3 meses para obter um bom número de óvulos e prosseguir com o tratamento de fertilização in vitro (FIV). Apesar de ser mais demorada, essa alternativa tem trazido bons resultados para um grupo específico de mulheres — aquelas com baixa reserva ovariana ou baixa resposta aos medicamentos.

A estimulação ovariana, de modo geral, é realizada tanto na FIV quanto nos tratamentos de baixa complexidade, que incluem relação sexual programada e inseminação artificial. No entanto, os tratamentos mais simples são indicados preferencialmente para mulheres com menos de 35 anos e boa reserva ovariana. Já o TetraStim é um protocolo utilizado especificamente no contexto da FIV.

A indução da ovulação faz parte da técnica de estimulação ovariana. O procedimento envolve a administração do hormônio que provoca a maturação final do óvulo e a ruptura do folículo ovariano.

Nas técnicas de baixa complexidade, os óvulos são naturalmente captados pelas tubas uterinas para que a fertilização aconteça no corpo da mulher (in vivo). Na FIV, os folículos são aspirados antes do momento da ovulação e os óvulos são identificados em laboratório.

Quando o TetraStim é indicado?

As indicações do tratamento com TetraStim são feitas para mulheres que tiveram resposta ovariana insatisfatória em ciclos anteriores de FIV (três ou menos óvulos coletados) ou que apresentam baixa reserva nos resultados dos exames — ultrassonografia para contagem dos folículos antrais e dosagens hormonais.

Baixa reserva ovariana é uma condição comum em mulheres com mais de 35 anos. Essa idade marca o início da redução acentuada da fertilidade feminina, o que inclui uma quantidade cada vez menor de óvulos armazenados, bem como a queda na qualidade dessas células, devido ao processo natural de envelhecimento do organismo.

Quando a paciente é má respondedora ao estímulo ovariano, o prognóstico reprodutivo não é bom. Nesses casos, as taxas de cancelamento de FIV são maiores, o que pode, inclusive, desmotivar os casais, que chegam a desistir do tratamento devido às chances reduzidas de gravidez.

O TetraStim pode renovar a esperança para esses casais, pois possibilita a coleta de um número maior de óvulos ao longo das 4 etapas de disparo hormonal — entre 3 e 12 óvulos. Quanto maior a quantidade de ovócitos disponíveis, maiores também são as chances de chegar ao final do tratamento com um número suficiente de embriões com potencial de implantação.

Como o TetraStim é realizado?

O TetraStim é realizado com 4 estimulações ovarianas mínimas consecutivas. A cada coleta de óvulos, estes são congelados até chegarmos à quarta intervenção. Os medicamentos administrados contêm doses muito baixas de hormônios, mas são eficazes no propósito de estimular o desenvolvimento folicular.

As estimulações têm início na fase lútea do ciclo menstrual, após cerca de 20 dias, a contar pelo começo da menstruação. Exames de ultrassonografia são feitos para monitorar o crescimento dos folículos ovarianos, os quais são induzidos à maturação quando chegam ao tamanho adequado.

Cerca de 36 horas após a indução da maturação, os folículos são aspirados dos ovários. Os óvulos são coletados do líquido folicular em laboratório e congelados em seguida. A segunda estimulação mínima começa logo no dia seguinte, da mesma forma que é feito com a terceira e a quarta etapas, totalizando assim 4 estímulos e 4 recuperações de oócitos — por isso, a técnica é chamada de TetraStim.

Após todo o processo do TetraStim, os óvulos são descongelados e a fertilização é feita com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Os embriões gerados permanecem em incubadoras de cultivo e são monitorados durante seus primeiros dias de desenvolvimento. A transferência para o útero ocorre depois de 3 a 6 dias de cultivo.

Entre os benefícios da técnica TetraStim, podemos citar: menor custo para a paciente com a medicação; risco reduzido de efeitos adversos dos fármacos, como a síndrome do hiperestímulo ovariano (SHO); maior número de óvulos coletados e de embriões formados; consequentemente, maiores taxas de gravidez no caso de mulheres com baixa reserva ovariana ou resposta pobre à estimulação convencional.

Ficou com alguma dúvida sobre como funciona o TetraStim? Deixa sua mensagem, que vamos esclarecer. Você também pode compartilhar este post em suas redes sociais e levar essas informações para mais pessoas.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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