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Tratamento da varicocele: como é feito?

Tratamento da varicocele: como é feito?

Os testículos são as gônadas masculinas, responsáveis pela produção do hormônio sexual testosterona e pela espermatogênese — processo que dá origem aos espermatozoides. Algumas doenças, como a varicocele, podem afetar o pleno funcionamento desses órgãos e provocar infertilidade masculina, sendo necessário, em muitos casos, o tratamento microcirúrgico.

A varicocele está relacionada a deficiências nas veias do cordão espermático, cuja função é fazer a drenagem do sangue e garantir a vascularização adequada da região testicular. Os efeitos desse mau funcionamento não só interferem na capacidade reprodutiva do homem, como também podem ocasionar sintomas incômodos, os quais devem ser investigados e corrigidos.

Acompanhe este post para entender como é o tratamento da varicocele e de que forma as técnicas da reprodução assistida podem ajudar quando a fertilidade masculina é prejudicada.

O que é varicocele?

A varicocele é caracterizada pela formação de varizes na bolsa escrotal. A doença afeta as veias do cordão espermático e dificulta o fluxo sanguíneo. Como resultado, ocorre um aumento na temperatura do escroto, o que pode causar um ambiente inadequado para o processo de espermatogênese e desencadear a infertilidade.

Embora a etiologia da varicocele não seja bem esclarecida, acredita-se que a doença seja resultante de problemas nas válvulas internas das veias do cordão espermático, o que leva a um desempenho ineficiente no controle do retorno venoso. Dessa forma, em vez de fluir, o sangue retrocede para os testículos ocasionando a dilatação das veias.

O desenvolvimento da varicocele pode se iniciar ainda na adolescência, às vezes de forma assintomática, e evoluir durante a vida adulta. A predisposição genética é apontada como um fator de risco, portanto não há formas de prevenir a doença.

Quais são os principais sintomas da varicocele?

A consequência mais grave da varicocele é a infertilidade masculina. Contudo, alguns quadros podem manifestar sintomas evidentes que causam desconforto e prejudicam o bem-estar do homem.

Em resumo, os sintomas da varicocele mais descritos pelos pacientes são:

Como é feito o tratamento?

As varicoceles clínicas são normalmente detectadas com o exame físico, principalmente as que se enquadram nos graus II e III (veias varicosas moderadas e grandes). A ultrassonografia da bolsa escrotal com Doppler também costuma ser solicitada para avaliar o fluxo sanguíneo nos testículos.

Na maior parte dos casos, o tratamento da varicocele é operatório. Entretanto, nem todos os pacientes recebem indicação para a correção cirúrgica. A necessidade de intervenção corretiva fica condicionada aos seguintes fatores:

A correção operatória da varicocele é chamada de varicocelectomia e pode ser feita com técnicas de ligadura cirúrgica ou embolização percutânea. O procedimento se diferencia conforme a via acessada para chegar até o cordão espermático. Nesse contexto, a abordagem subinguinal microcirúrgica é a mais indicada, em razão dos resultados efetivos e do baixo índice de recidivas.

A varicocelectomia subinguinal viabiliza a correção das veias varicosas sem causar danos aos vasos linfáticos e arteriais dos testículos, além de apresentar riscos inexpressivos de complicações pós-operatórias.

De que forma a reprodução assistida pode ajudar?

A varicocele á o quadro mais associado à infertilidade masculina. Com certa frequência, as funções reprodutivas do homem são restauradas após a cirurgia, mas o completo restabelecimento da espermatogênese pode ser bastante demorado — por vezes, nem mesmo após muito tempo é possível normalizar os parâmetros seminais. Sendo assim, a reprodução assistida é indicada por suas técnicas eficazes no tratamento de casais inférteis.

A fertilização in vitro (FIV) é a principal intervenção terapêutica quando existe o diagnóstico de infertilidade masculina por fatores graves — como a azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen), uma consequência da varicocele.

Diante de tais situações, os gametas masculinos são capturados dos túbulos seminíferos, localizados nos testículos, a partir de procedimentos cirúrgicos de recuperação espermática. Em seguida, os espermatozoides são analisados e preparados para a fecundação dos óvulos.

A fertilização, então, é feita com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), técnica avançada que requer a micromanipulação das células reprodutivas. Com esse recurso, as chances de gerar os embriões aumentam consideravelmente, visto que os gametas masculinos são injetados imediatamente no citoplasma de óvulos maduros.

Após a confirmação da fecundação, os embriões são monitorados em incubadoras durante o período de cultivo — que leva entre 2 e 5 dias. Somente depois de todo esse controle do processo reprodutivo é que ocorre a transferência embrionária para o útero materno.

Cabe ressaltar que a FIV, assim como as outras técnicas da reprodução assistida, não corrige a varicocele, mas apresenta alternativas para o casal conseguir a gravidez. Portanto, o tratamento da doença não deve ser descartado.

Para complementar suas informações em relação ao tema abordado, leia também nosso texto institucional sobre varicocele!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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