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Ultrassom na reprodução assistida: quando é indicado?

Ultrassom na reprodução assistida: quando é indicado?

O ultrassom — também chamado de ultrassonografia e ecografia — é um exame de imagem amplamente utilizado em várias áreas da medicina. É uma técnica diagnóstica reconhecida por sua versatilidade, especificidade e sensibilidade. Em síntese, é um exame de boa acurácia na detecção de inúmeras anormalidades.

Na reprodução assistida, o ultrassom é um recurso indispensável, tanto para investigar as causas da infertilidade conjugal quanto para acompanhar a realização de técnicas como a estimulação ovariana. Falaremos sobre essas aplicações de forma detalhada ao longo do post.

Leia este texto com atenção e compreenda o que é ultrassom, como o exame é realizado para avaliar as alterações nos órgãos reprodutores e quais são os possíveis diagnósticos obtidos. Além de ser uma importante técnica diagnóstica, veja de que outras maneiras a ultrassonografia é empregada nos tratamentos de reprodução assistida.

O que é ultrassom?

Ultrassom é um tipo de exame de imagem que utiliza tecnologia de emissão de ondas ultrassônicas com a ajuda de um aparelho chamado transdutor. Essas ondas se propagam nas áreas internas do corpo e produzem eco, formando imagens dos órgãos e tecidos avaliados. Tudo é acompanhado em tempo real, na tela de um monitor.

O exame de ultrassom pode ser complementado com o uso de Doppler colorido, método que permite a avaliação do fluxo sanguíneo na área examinada. Há indicações específicas para essa modalidade, como na investigação de varicocele — doença masculina caracterizada pela dilatação das veias testiculares.

Na avaliação da fertilidade, utiliza-se a ultrassonografia pélvica. O método transvaginal é especificamente indicado para avaliação do sistema reprodutor feminino e pode identificar alterações no útero, nas tubas uterinas e nos ovários. Já o ultrassom suprapúbico, feito sobre o abdome, é realizado por mulheres e homens.

Entre as vantagens do ultrassom, podemos afirmar que é um exame de custo acessível, o procedimento é rápido, de fácil execução e não invasivo, além de não emitir radiação ionizante.

Qual é o papel do ultrassom na reprodução assistida?

O ultrassom é indicado na reprodução assistida como ferramenta de investigação diagnóstica e pode revelar diversos fatores de infertilidade feminina e masculina. Ademais, a ultrassonografia pélvica é empregada durante os tratamentos de reprodução, para guiar procedimentos específicos, como a aspiração folicular e a transferência embrionária nos programas de fertilização in vitro (FIV).

Vamos utilizar dois tópicos para abordar o uso do ultrassom na reprodução assistida de forma mais clara:

Avaliação da infertilidade

O ultrassom é o primeiro exame solicitado para investigar alterações nos órgãos reprodutores femininos, sendo útil na detecção de doenças ovarianas, uterinas e tubárias. A modalidade mais utilizada é a transvaginal, mas o método suprapúbico também é realizado em muitos casos.

O exame de ultrassom transvaginal, ou endovaginal, é feito com a mulher deitada em posição ginecológica. Um transdutor mais fino e alongado, apropriado para esse tipo de exame, é introduzido pela vagina da paciente e posicionado de forma a captar imagens diretas da cavidade pélvica.

O método suprapúbico é feito de forma externa, isto é, outro tipo de transdutor é deslizado sobre a região abdominal da paciente. Essa modalidade também é indicada para os homens, embora o ultrassom da bolsa escrotal e o transretal sejam mais acurados para o diagnóstico de alterações masculinas.

Na avaliação da infertilidade feminina, os possíveis diagnósticos obtidos com os exames de ultrassom são:

No homem, alterações no sistema urinário, na próstata e nas vesículas seminais podem ser detectadas com o ultrassom suprapúbico. Já a ultrassonografia da bolsa escrotal ajuda a identificar problemas como varicocele, obstruções causadas por infecções genitais, torção testicular, tumores, entre outras anormalidades.

Acompanhamento de técnicas e procedimentos

O ultrassom também tem papel importante durante os tratamentos de reprodução assistida. O recurso é empregado para monitorar os resultados da estimulação ovariana, bem como para guiar a punção dos óvulos e a transferência dos embriões.

A estimulação ovariana é uma técnica aplicada nos tratamentos de baixa e alta complexidade. A inseminação artificial e a relação sexual programada podem ser realizadas com uso de medicamentos ou em ciclos naturais. Já a FIV é necessariamente iniciada com a estimulação hormonal.

Na técnica de estimulação ovariana, fármacos similares aos hormônios endógenos que regulam o processo ovulatório são administrados para estimular os ovários a desenvolverem mais folículos — pequenas estruturas que guardam os óvulos.

Uma série de ultrassons é necessária para acompanhar o crescimento dos folículos e identificar o momento certo para fazer o disparo da ovulação. No entanto, os folículos são aspirados antes que se rompam e liberem os óvulos no corpo da paciente. Também o procedimento de punção folicular é guiado pela ultrassonografia.

Ainda na FIV, outra etapa que requer o uso de ultrassom é a transferência dos embriões para a cavidade uterina. Lembrando que, nesse tipo de tratamento para engravidar, os óvulos e espermatozoides são coletados, a fertilização ocorre em laboratório e os embriões são colocados no útero da paciente após 2 a 5 dias de desenvolvimento.

Aproveite para ler agora nosso texto específico sobre ultrassonografia pélvica e obtenha mais informações!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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