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Varicocele: conheça os principais sintomas e tratamentos da doença

Varicocele: conheça os principais sintomas e tratamentos da doença

Para alguns casais, a gravidez é um verdadeiro desafio a ser conquistado e requer muita paciência e cuidados. Isso porque, muitas vezes, a dificuldade em ter um filho está relacionada à infertilidade de um dos parceiros.

Embora seja a mulher quem mais procure auxílio médico para investigar as causas de uma possível infertilidade, essa responsabilidade também cabe ao homem, já que algumas doenças podem estar relacionadas com a baixa produção de espermatozoides. Por exemplo, a varicocele, que geralmente apresenta-se de maneira assintomática e muitos homens nem imaginam que a possuem.

Mas afinal, o que é, de fato, a varicocele? Quais são as suas causas e sintomas? Ela pode ser tratada efetivamente? As respostas para essas e outras perguntas sobre o assunto você confere a seguir!

O que é a varicocele?

Conhecendo o problema

A varicocele consiste na dilatação anormal das veias do cordão espermático, que fazem a drenagem do sangue da região testicular. Também conhecida como varizes testiculares ou varizes escrotais, ela provoca a elevação da temperatura dos testículos e pode provocar a infertilidade.

Principais causas da doença

As causas da doença vêm sendo amplamente estudas pela medicina, que não apresenta ainda um consenso sobre o assunto.

No entanto, muitos médicos afirmam que as causas da varicocele se devem ao mal funcionamento das válvulas das veias que drenam o sangue da região testicular e está diretamente relacionada a uma predisposição genética.

Quais seus principais sintomas?

A varicocele é uma doença que, na maior parte das vezes, apresenta-se de forma assintomática. Muitos homens nem percebem que a possuem, a não ser que realizem uma avaliação médica de rotina ou alguns exames para investigar as possíveis causas de uma infertilidade.

Contudo, alguns sintomas podem eventualmente aparecer. A região escrotal tende a ficar mais inchada, e as veias, mais à mostra, dispostas como caroços ou protuberâncias. Além disso, é comum que alguns homens queixem-se de dor, coloração avermelhada no local e certo rubor característico.

Quais as complicações da varicocele?

Por ser, geralmente, assintomática, a varicocele só pode ser diagnosticada a partir de uma análise clínica do urologista, combinada aos resultados de exames como espermograma e ecografia escrotal (nem sempre necessária para o diagnóstico).

Os resultados dos exames sob a avaliação do médico são extremamente decisivos, pois a varicocele pode causar infertilidade, afetando cerca de 60 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A principal teoria relacionando a varicocele à infertilidade é a de que ocorre um acúmulo de sangue na região escrotal, devido à dificuldade da drenagem deste sangue. Assim, a região escrotal tem sua temperatura média elevada, afetando a produção e qualidade dos espermatozoides.

Além disso, existe uma associação entre a varicocele e o acúmulo de radicais livres de oxigênio, levando ao estresse oxidativo e também à possibilidade de fragmentação do DNA espermático. Estas alterações não necessariamente causarão repercussão que seja possível avaliar com um espermograma comum, porém podem levar à alteração na qualidade e função espermática, também dificultando a gravidez.

Atualmente considera-se também que a varicocele pode, a longo prazo, levar a uma alteração na produção hormonal, podendo estar associada a uma diminuição nos níveis de testosterona do homem.

Existem tratamentos para a doença?

Quando indicado o tratamento, este pode ser realizado de 2 maneiras: procedimento cirúrgico ou embolização das veias dilatadas. Se o paciente apresentar muita dor local, a condição deve ser tratada com o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios.

O procedimento cirúrgico pode ser realizado por cirurgia aberta com (microcirurgia) ou sem o auxílio de um microscópio cirúrgico, ou por videolaparoscopia. Hoje, considera-se que o tratamento deve ser feito preferencialmente por microcirurgia.

A embolização é semelhante a um cateterismo. No processo, não há incisões e sim o uso de produtos que serão injetados no interior dos vasos dilatados para que ocorra a obstrução destes, impedindo assim o refluxo de sangue.

A varicocele é uma doença que deve ser levada a sério, pois, embora invisível à primeira instância, pode ser crucial e determinante na hora da gravidez devido ao perigo de infertilidade. Consulte sempre o urologista e fique atento aos mínimos sintomas!

Se você gostou do nosso texto sobre varicocele e quer discutir sobre o assunto, não deixe de participar do nosso fórum sobre tratamento de infertilidade!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências