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5 dúvidas sobre como é feita a escolha do embrião na FIV (Fertilização in Vitro)

5 dúvidas sobre como é feita a escolha do embrião na FIV (Fertilização in Vitro)

As técnicas de reprodução assistida aumentaram as chances de casais realizarem o sonho de ter filhos. Mas, por mais que essas taxas de sucesso tenham aumentado, ainda existem muitas dúvidas sobre a formação do embrião e a FIV (fertilização  in vitro).

Nesse processo, o embrião é cultivado em laboratório e só depois é transferido para o útero. No post de hoje, abordaremos 5 dúvidas frequentes relacionadas à escolha do embrião na reprodução assistida. Continue a leitura e saiba mais!

1. Posso escolher o sexo do bebê?

Essa é certamente a maior dúvida dos casais e, provavelmente, um dos seus maiores desejos.

Tecnicamente é possível ser feito. A técnica é feita há mais de 20 anos, porém, no Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) pode autorizar a escolha, em situações especiais, quando há possibilidade de uma doença determinada pelo sexo, como a hemofilia.

2. A criança pode nascer com problemas?

Qualquer criança pode nascer com uma doença genética ou malformação, mas isso pode ocorrer no método de concepção natural ou em laboratório. Em determinados casos, existe até uma chance menor de malformação em processos de FIV, pois há hoje recursos para evitar que o embrião implantado seja portador de alguma doença previamente conhecida.

Os problemas que podem acontecer não estão relacionados à escolha do embrião, uma vez que o médico seleciona apenas os que têm mais chances de se desenvolver no útero, mas aos aspectos genéticos dos pais, além da idade da mãe. Acima dos 40 anos, há uma chance crescente de o embrião apresentar uma anomalia genética.

3. É possível escolher características físicas?

Não. As características físicas não podem ser selecionadas. Apenas em casos de doenças genéticas com risco previamente conhecido podem ser selecionadas.

4. Posso engravidar de gêmeos?

A chance de ter gêmeos em tratamento com reprodução assistida é maior do que em ciclos naturais (em torno de 5% dos casos). Isso não tem relação com a escolha dos embriões, mas com a quantidade deles.

Hoje, técnicas mais modernas favorecem o uso de menos embriões, o que reduz a possibilidade de gêmeos. O CFM determina que a quantidade de embriões utilizados deva variar conforme a idade da mulher (em caso de doação, a idade considerada é a da doadora, não da receptora), da seguinte forma:

5. É certeza que vou engravidar?

A taxa de sucesso da FIV fica em torno de 5% a 60%, dependendo da idade da mulher e da causa da infertilidade. Ela é a técnica de reprodução assistida que apresenta maiores taxas de sucesso.

Essa pode ser a oportunidade que muitos casais esperam para poder gerar um filho.

Gostou do nosso post sobre embrião e FIV? Ainda tem dúvidas sobre a FIV? Entre em contato conosco e entenda melhor como funciona a reprodução assistida.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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