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5 mitos e verdades sobre miomas uterinos

5 mitos e verdades sobre miomas uterinos

Os miomas uterinos são uma das doenças estrogênio dependentes – como a endometriose e os pólipos endometriais – mais conhecidas entre as mulheres, e ainda assim muita informação equivocada é disseminada, principalmente por não especialistas, promovendo certa confusão sobre a doença.

Constituídos por massas celulares compostas por tecidos semelhante ao encontrado no miométrio – camada da parede uterina, situada entre o perimétrio e o endométrio –, porém mais fibrosas, formando nódulos relativamente sólidos, em alguns casos os miomas podem ser diagnosticados ainda na adolescência.

Essas massas tumorais respondem à ação hormonal, especialmente ao estrogênio, que induz seu crescimento e participa dos processos inflamatórios envolvidos na origem dos principais sintomas da doença: dor pélvica, sangramento uterino anormal e infertilidade.

Alguns fatores de risco têm sido apontados como potenciais no aumento das chances de desenvolver miomas uterinos, como a nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos) e menarca precoce, além de as mulheres negras apresentarem mais chance de ter miomas uterinos, quando comparadas às mulheres brancas.

Para auxiliar no esclarecimento de algumas das principais dúvidas sobre miomas uterinos, este texto mostra 5 mitos e verdade sobre o tema, aproveite a leitura!

Miomas podem virar câncer?

É muito comum que as mulheres entendam miomas uterinos como sinônimo de câncer uterino, embora essa não seja uma afirmação verdadeira.

Os miomas uterinos em geral são considerados sim um tipo de tumor, porém benigno e com raríssimas chances de malignização. A confusão pode ser devida ao fato de que a definição básica de tumores pode valer tanto para os casos de miomas, em que são benignos, como quando trata-se do câncer propriamente dito: ambos são aglomerados de células que apresentam comportamento alterado e multiplicam-se exageradamente.

A malignização dos tumores benignos só acontece quando a multiplicação celular é mais agressiva e tende a atingir também outros tecidos – as metástases –, o que acontece raríssimas vezes.

Miomas causam infertilidade?

Embora a maior parte dos tipos de miomas não ofereça reais riscos à fertilidade das mulheres, esta afirmação pode ser verdadeira dependendo da localização do mioma.

A saúde do útero é central para que a gestação aconteça sem intercorrências, já que o embrião se fixa e se desenvolve no interior deste órgão.

Porém, para compreender o efeito dos miomas na fertilidade é preciso considerar o nível de contato que cada camada uterina, na qual o tumor está aderido, tem com a placenta e com a gestação em si. Nesse sentido, podemos dizer que apenas os miomas submucosos, localizados no endométrio, podem de fato prejudicar a fertilidade.

Os miomas submucosos alteram o endométrio e com isso podem prejudicar a receptividade endometrial – e consequentemente dificultar a implantação embrionária e o início da gestação.

Ainda, mesmo quando a fecundação e a fixação do embrião ocorrem, o crescimento dos miomas pode fazer com que as massas tumorais ocupem o espaço destinado ao bebê, levando a abortos espontâneos – muitas vezes levando a um quadro de aborto de repetição – e partos prematuros e de risco.

É possível confundir miomas com uma gravidez?

Mesmo que existam relatos de mulheres diagnosticadas como grávidas, embora fossem na verdade portadoras de miomas e não estivessem gestantes, de um ponto de vista médico essa confusão somente é devida a erros na interpretação dos exames, já que as duas situações são completamente diferentes.

Contudo, do ponto de vista da mulher, principalmente antes de buscar ajuda médica, quando ainda está percebendo a presença de sintomas, alguns tipos de miomas podem ser assintomáticos e, ao mesmo tempo, seu desenvolvimento pode fazer as massas tumorais atingirem dimensões maiores, que podem provocar aumento visível do volume pélvico – e levar a uma confusão com um possível estado gravídico.

É importante que a mulher esteja atenta aos reais sinais emitidos por seu corpo, a fim de diferenciar essas duas possibilidades – gestação e a presença de miomas uterinos –, além de buscar atendimento médico de qualidade, para que não existam confusões na interpretação dos exames.

Só miomectomia pode tratar os miomas?

Miomectomia é o nome dado à cirurgia para a retirada dos miomas uterinos, normalmente realizada por histeroscopia cirúrgica, videolaparoscopia ou por laparotomia, dependendo das especificidades de cada caso.

Porém, este não é a única forma de abordagem dos miomas uterinos e deve ser indicada com cuidado, especialmente porque as intervenções cirúrgicas no útero em si podem ser um fator de risco para a fertilidade.

Quando a mulher apresenta miomas uterinos pequenos e em número reduzido, não apresenta sintomas e não tem encontrado problemas para engravidar – ou não tem desejos reprodutivos a curto prazo – recomenda-se uma abordagem expectante, com monitoramento do crescimento dessas massas tumorais por ultrassonografia transvaginal.

Além disso, em alguns casos é possível controlar os sintomas dolorosos e as alterações no fluxo menstrual com medicamentos à base de hormônios, que regulam o ciclo reprodutivo, embora não atuem sobre a possibilidade de infertilidade.

Mulheres jovens não têm miomas?

A incidência dos miomas acontece principalmente em mulheres que estão passando pelo período reprodutivo, entre a menarca (primeira menstruação) e a menopausa, que marca o fim da vida reprodutiva feminina.

Isso acontece principalmente porque os miomas uterinos são doenças estrogênio dependentes, ou seja, o crescimento das massas tumorais, bem como os sintomas desencadeados por elas, é estimulado pela ação do estrogênio.

A gestação, inclusive, é um período em que a dinâmica hormonal favorece o crescimento dos miomas, e especialmente os submucosos podem fazer da gravidez uma gestação de risco.

Já a menopausa parece atuar também como um atenuante para o crescimento dos miomas, principalmente em função do rebaixamento na concentração de estrogênio, típico desta fase.

Quer saber mais sobre miomas uterinos? Acesse nosso conteúdo completo tocando no link

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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