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6 mitos e verdades sobre a SOP

6 mitos e verdades sobre a SOP

A Síndrome dos Ovários Policísticos — também chamada de SOP — é a causa mais comum de infertilidade feminina por ciclos anovulatórios, quando a ovulação não acontece.

Apesar de sua causa ainda ser desconhecida, sabemos que se trata de uma doença multifatorial que afeta o sistema endócrino, metabólico e reprodutivo da mulher.

Entre os fatores de risco, mulheres com histórico familiar da doença, obesidade e/ou diabetes são mais propensas a serem afetadas. A SOP é caracterizada pela presença de cistos ovarianos, que aumentam o volume dos ovários, e pela elevação da produção de hormônios masculinos.

Classificada como um distúrbio endócrino, afeta a autoestima, a qualidade de vida e a saúde reprodutiva da mulher, tanto em curto, quanto longo prazo.

Apesar de a doença atingir um percentual expressivo de mulheres em idade reprodutiva, ainda é cercada de dúvidas. Por isso, vamos desvendar 6 mitos e verdades sobre ela neste artigo. Confira!

1. A SOP sempre causa infertilidade

Mito. Receber o diagnóstico da SOP não é sinônimo de infertilidade. A dificuldade reprodutiva está diretamente relacionada à ovulação, processo fundamental para que a gravidez aconteça, pois sem a liberação do óvulo pelos ovários a mulher não consegue engravidar.

O distúrbio hormonal causado pela SOP o desenvolvimento dos folículos, gerando ciclos anovulatórios. Essa ausência de ovulação impede a gravidez.

A infertilidade atinge cerca de 75% das mulheres diagnosticadas com SOP. No entanto, mesmo sendo mais difícil, é possível engravidar de forma natural, pois muitas vezes os ciclos anovulatórios se alternam com outros em que ocorre a liberação do óvulo.

2. A SOP pode provocar traços masculinos no corpo da mulher

Verdade. Uma das principais características da SOP é o aumento da produção de hormônios androgênios, sendo a testosterona o mais conhecido entre eles. Apesar de estarem mais relacionados aos homens, as mulheres também produzem testosterona, mas em uma quantidade muito menor.

Entre os sintomas mais relatados da SOP estão os traços masculinos no corpo da paciente, como o aumento de pelos no rosto, nas mamas, no pescoço e nas costas. Ou seja, em locais tipicamente masculinos, o que pode causar uma queda na autoestima da paciente.

O aumento de hormônios masculinos é chamado de hiperandrogenismo e também provoca outros sintomas, como:

3. A SOP sempre causa cistos visíveis na ultrassonografia transvaginal

Mito. A presença de cistos ovarianos é um dos sintomas da SOP, porém, eles sozinhos não significam necessariamente que a paciente é portadora da doença. Para a confirmação do diagnóstico, deve apresentar, pelo menos, 2 entre os 3 critérios abaixo:

4. A SOP tem relação com a resistência à insulina

Verdade. A resistência à insulina é comum entre as pacientes com SOP, tendo uma relação direta com a fertilidade feminina. Ela prejudica o desenvolvimento dos folículos ovarianos e aumenta a produção de hormônios androgênios, causando distúrbios ovulatórios como a anovulação.

Além disso, as portadoras da SOP têm uma chance maior de desenvolverem diabetes tipo 2 por causa da resistência à insulina. Isso acontece porque o organismo precisa produzir mais insulina, pois as células estão resistentes ao hormônio, aumentando o risco de desenvolvimento da doença.

5. A pílula anticoncepcional cura a SOP

Mito. A SOP é uma condição crônica, por isso, não tem cura. Dessa forma, todas as alternativas de tratamento tem como objetivo o alívio dos sintomas e a melhora da qualidade de vida da mulher. A pílula anticoncepcional é muito utilizada para regular o ciclo menstrual e controlar os sinais de hiperandrogenismo, como a acne e o excesso de pelos.

Apesar dos benefícios, ela não é a única opção de tratamento para a SOP. O ideal é que a paciente converse com o seu médico sobre as possibilidades para controlar os sintomas.

6. A reprodução assistida é indicada para pacientes inférteis com SOP

Verdade. A reprodução assistida é indicada para os casais que desejam ter filhos e não conseguem ou possuem outros fatores relacionados à infertilidade além da SOP. O procedimento sempre começa com a estimulação ovariana e indução da ovulação, e as 3 técnicas de reprodução assistida podem ser utilizadas nesses casos.

A estimulação ovariana utiliza hormônios sintéticos para estimular o desenvolvimento de mais folículos ovarianos a fim de gerar mais óvulos. A relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) são indicadas para mulheres de até 35 anos e tubas uterinas saudáveis.

Para mulheres acima dessa idade e casais com outros fatores de infertilidade (inclusive, relacionados ao parceiro), a fertilização in vitro (FIV) é a opção mais eficaz.

A SOP ainda é cercada de mitos e, neste artigo, desvendamos alguns deles. Para se aprofundar no assunto, confira nosso texto completo sobre a doença!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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